ENTREVISTA RODOLFO ARANTES

Nome: Rodolfo Abrantes
Casado: com Alexandra Abrantes
Filho: Um
Natural: Brasília-DF
Idade: 34 anos
Trajetória: Vocalista da banda Raimundos (1994/01), vocalista da banda Rodox (2002/04).


Iniciou a carreira solo em 2005. No ano passado, lançou ‘Santidade ao Senhor’, primeiro CD da carreira solo com músicas evangélicas. Atualmente, trabalha no CD ‘Enquanto é dia’, que tem lançamento previsto pro final deste ano.Formação: Segundo grau incompleto.


- Sobre a Bola de Neve. Quando foi que você começou a participar dos encontros?

Rodolfo – Eu me converti com um grupo de oração que ia lá na minha casa aos domingos, através da minha esposa. Na época ela era minha namorada, a gente tava passando a maior luta. Ela começou a buscar ajuda com mulheres de Deus que tavam lá dispostas a orar com a gente e pedir ajuda pra Jesus.

Havia muitas igrejas, as quais essas irmãs freqüentavam, igrejas mais tradicionais porque eram senhoras de mais idade. E me apaixonei por Jesus e decidi seguir ele pro resto da minha vida. Naquela época, eu saí do Raimundos e montei uma banda chamada Rodox, na qual eu tinha a intenção de fazer evangelismo e de levar a palavra de Deus aonde normalmente ela não chegava. Eu tinha muita porta aberta na MTV, em rádios e então eu acreditei que, com uma banda pesada e falando de uma vida cristã, sem ser com música de culto, eu pudesse despertar as pessoas pra esse tesouro que eu tava vivendo. Porque essa é a nossa missão: falar do evangelho.

Quando esse CD do Rodox saiu, o Apóstolo Rina - Fundador da Bola de Neve, ganhou o CD. Ele ganhou o CD, achou interessante e falou: “Quero ver qual é a desse cara, quero ver se ele se converteu mesmo”. E ele me convidou pra dar um testemunho na igreja dele. Eu fugi muitas vezes da Bola de Neve. Eu falava: “Meu, chega de maluco na minha vida, não agüento mais maluco. Andei com maluco minha vida inteira”. Igreja com prancha de surf no púlpito e eu tava andando com as senhoras, todo religioso. Eu dizia: “O que é isso? Isso é uma bagunça, uma piada!”. Eu tava um velho.

A secretária do apóstolo Rina entrava em contato comigo. Um dia ele mesmo me ligou e eu senti muita paz naquela conversa por telefone. Cara, eu tive vontade de ir. Quando eu cheguei lá, fiquei constrangido pelo meu julgamento. É um lugar gigante e no culto de quinta-feira é completamente entupido. Tem gente que marca o lugar no chão porque não tem cadeira pra todo mundo, nos corredores, escadas, tudo – eu vi gente com a minha cara.

Nego tatuado como eu, adorando a Deus de olhos fechados sem prestar atenção em nada mais. A primeira coisa que tocou foi um baita dum reggae. Nunca tinha ouvido reggae dentro da igreja. Mas tinha louvação, tinha a presença de Deus, tinha compromisso, seriedade. Pedi perdão pra Deus na hora por ter julgado a obra que ele tava fazendo e criei uma grande amizade com o Rina. Eu ainda não era da Bola de Neve, mas tinha me tornado amigo dele. Ele fez alguns eventos de evangelismo e me chamava junto. A gente pegava onda junto. Até que eu vir morar em Camboriú e o Natanael veio pra cá. Quando eu vi, eu era da Bola de Neve.
 

– Você já desenvolvia as letras das músicas religiosas pensando em Deus antes de entrar para a Bola de Neve?

Rodolfo – Esse termo “religioso” não é muito positivo pra mim, não. Eu entendo que, pras pessoas da igreja, religião seja uma coisa normal, mas eu vejo religiosidade como uma máscara que a gente não precisa usar. Cristo não veio pra fundar uma religião, ele veio pra estabelecer uma comunhão do homem com Deus. Eu creio que o tema das letras é adoração e louvor a Deus. Eu prefiro colocar dessa forma. Com o Rodox era mais a respeito de vida cristã, falando de uma pessoa que tem Cristo na sua vida e falar pra essa geração sem uma pegada de falar “aleluia!”, “gloria a Deus!”, essas coisas. Algumas músicas tinham isso também, mas não era o tema central.

A partir do momento que eu comecei a estar na obra de Deus – e começou isso com o Natanael, aqui em Balneário –, apareceu a oportunidade de pregar e de estar cada vez mais ativo. Naturalmente, o tema das letras mudou porque ficou uma coisa mais detonada mesmo: Jesus, glória a Deus e aleluia. Músicas em que eu possa usar timbres que sejam naturais pra minha geração, uma música que eu possa ouvir antes de surfar, que vai me dar uma instigada pra pegar as ondas, mas que vai falar do meu amor a Deus declaradamente. Se o Marilyn Manson pode falar do diabo por que a gente não pode falar de Jesus à vontade?
 

– Parece que foi no ano passado que você lançou um CD com o novo selo Bola Music? Como foi?

Rodolfo – Foi, sim. Quando saí do Rodox – com o Rodox gravamos dois CDs. Pelo estilo de vida que eu tava vivendo, as coisas de Deus, o Rodox tinha ficado num nível um pouco raso – eu queria mais, queria estar mais envolvido nas coisas de Deus. Eu decidi parar com o Rodox, fiquei só aqui no ministério, ajudando o pastor, e continuei compondo, porque a música nunca saiu da minha vida, mas eu não queria ir pra gravadora. Não defendo as gravadoras. Eles tratam de uma maneira comercial, como qualquer outra gravadora, e eu não queria isso. Não é pra mim. Eu não queria virar produto, eu não queria virar artista de novo. Sabe esse negócio de tarde de autógrafos, essas porcarias que eu já fiz e que não tem nada a ver com um servo de Deus? Artista tem muito disso, de receber o aplauso, agitar a mão, todo mundo vai e acompanha. Eu não quero isso pra minha vida.

Então assim, eu não queria ir pra uma gravadora e eu não tinha o menor know-how [conhecimento] de como lançar um CD independente. Tem uma área do meu cérebro que funciona só pra criar. Não funciona pra administrar muito bem esse tipo de coisa. Não sou um cara de negócios. Falei isso com o meu pastor, que na época era o Rina. Eu já tava na igreja. Ele falou: “Olha, eu tô com um projeto na igreja de montar um selo pra que os ministros de louvor não precisem virar produto. Isso que você tá me falando, Deus já falou comigo pra fazer.

É uma coisa sem grandes ambições de ser o maior vendedor de CD do mundo, mas com certeza você vai ter uma ajuda missionária pra tua vida através da venda dos teus CDs. Mas você não precisa virar produto. Você não precisa virar artistinha de novo. Eu creio que a gente tá falando a mesma língua”. Me deu uma paz! Na época, a gravadora já tava com estúdio. Eu gravei o CD inteiro e, se eu for te falar, gastei só com os passes do metrô pra ir até o estúdio.

Uma coisa muito relax, sem data pra entregar. Não tinha nenhum executivo de gravadora me enchendo a paciência. Quando eu preciso falar com alguém da gravadora eu ligo pro meu pastor e troco idéia com ele. Totalmente relax. Mas o selo cresceu e agora já têm várias pessoas no casting, tá saindo agora o CD do Catalau, que era de uma banda chamada Golpe de Estado, muito famosa em São Paulo.

Ele hoje é pastor e tá lançando também o trabalho dele na igreja. Tá saindo também o CD do Nego Vieira, que toca um reggae de raiz, melhor do mundo. Ele é baiano e a cena do reggae da Bahia respeita ele demais. Enfim, a coisa cresceu e tem se profissionalizado, mas graças a Deus mantendo essa visão de produzir adoração pra que a adoração esteja disponível aí pra essas pessoas. Não se corromper com o mercado.
 

– Voltando um pouquinho na sua história. O pessoal ainda não sabe o que rolou de concreto para a separação dos Raimundos. Você poderia nos explicar?

Rodolfo – Foi tranqüilo, cara. É meio confuso na cabeça dos outros. Eu reconheço que uma grande falha minha, na época, foi não ter me manifestado pra imprensa. Uma carta oficial com a minha versão: foi isso que aconteceu e pronto. Eu simplesmente deixei a coisa rolar e cada um inventou sua versão. Jornalista sabe como é que é? Um tem uma idéia, o outro tem outra. Um é mais teu amigo, escreve legal. Outro te odeia completamente porque odeia tuas músicas e te descarta. Muito bafafá na internet. Internet é a coisa mais mentirosa do mundo.

Teve uma notícia que saiu na internet corrompida e puseram na Revista Veja. Isso gerou muita confusão na cabeça das pessoas. O que rolou realmente foi o seguinte: eu aceitei Jesus e encontrei aquilo que eu procurei a vida inteira. Encontrei paz, encontrei alegria, encontrei felicidade, consegui me livrar das drogas, minha saúde ficou boa, descobri que eu não precisava fingir ser nada pra ninguém, descobri que a maior escravidão que eu tinha era tentar ser aquilo que as pessoas queriam que eu fosse. Hoje eu tenho o poder pra decidir o meu futuro. Deus me deu esse poder. Não preciso mais ser escravo de uma imagem que foi criada em cima de mim e que não me traz conforto, não me traz paz, não me traz alegria.

Falei que tava saindo porque eu não queria mais aquilo. Tava no auge, dava muito dinheiro, tinha muito fã, era considerada a maior banda de rock do Brasil na época, mas perto de Jesus isso daí é lixo. Se eu tivesse a oportunidade de voltar um milhão de vezes naquele dia, eu sairia novamente do Raimundos.
 

– Naquela época, vocês ganhavam muita grana mesmo ou ficava a maior parte com empresários?

Rodolfo – Essa aí é a pergunta que eu nunca vou ter resposta, mas todo mundo sabe. Infelizmente, isso acontece. Quem fecha o teu show é o empresário e quem te paga é ele. Você não sabe o quanto entra. Você não sabe quanto vem pra você e não vai saber disso nunca. A não ser que seja sua mãe e, ainda assim, tem vários artistas internacionais que a mãe é a empresária e ainda pega o dinheiro do cara.

Nego pode dizer: “Pôxa, mas seu dinheiro era suado”. Era suado porque eu suava pra caramba em cima do palco mas não era muito honesto, não. O que eu pregava no microfone era muito destrutivo pra geração que me ouvia. Hoje eu tenho consciência disso porque a maconha que eu cantava como a melhor coisa do mundo quase me matou, quase destruiu minha vida, meu caráter, minha identidade e minha atitude.

A promiscuidade que eu cantava em cima do palco poderia ter me matado e pode ter matado muitos e destruído muitas vidas. Então assim, não me orgulho daquilo e, graças a Deus, o que passou, passou. Eu tô com uma vida nova. Acho que é por aí.
 

– Hoje em dia você ainda tem contato com fã. Seria impossível uma volta dos Raimundos?

Rodolfo – Impossível. Impossível. Porque, pra eu voltar pros Raimundos, eu teria que voltar a ser o que eu era e, se tem uma coisa que eu não quero, é voltar a ser aquele lixo. Hoje eu sou o que deveria ter sido desde o dia que nasci. Naquela época, eu me corrompi demais. Dinheiro corrompe, droga corrompe, mulherada corrompe, fama corrompe. É um mundo de ilusão, não é real. As pessoas que tão ao teu lado não têm amor de verdade, elas querem simplesmente arrancar um pedaço da tua fama, ou simplesmente aparecer do teu lado. Tudo muito falso. As pessoas que te bajulam, às vezes, são pagas pra isso. É uma vida falsa que eu não quero de jeito nenhum. Hoje, os amigos que eu tenho eu chamo de irmãos e não tenho obrigação nenhuma de tolerar. A gente é amigo porque é e pronto. Eu encontrei uma verdade hoje e não teria como voltar atrás, impossível. Sem chance alguma, não tem possibilidade, aquilo não me atrai e não me traz saudade.

Encontro muitos fãs porque, meu Jesus, faz bem até pra pele. Faz seis anos e parece que não mudou muito. Tem gente que encontra, reconhece, tem gente que vem pedir autógrafo, pedir pra tirar foto, quer falar alguma coisa. Mas, às vezes, soa até meio esquisito porque eu me acostumei tanto a ter uma vida normal que têm horas que você é pego meio de surpresa. Ainda mais em Balneário, que é uma cidade do tamanho de um ovo. Mas ando por aí o dia inteiro e não tenho o menor problema com isso. Na temporada, então, isso aqui fica lotado. Tá louco (risos).
 

– Você acha que o Fred, Canisso e Digão continuam hoje nesse “lixo” que era o Raimundos?

Rodolfo – Acho que eles mudaram muito. Quando eu saí do Raimundos, eu perdi o contato com eles. A imprensa plantou muita discórdia entre a gente, uma briga que não existiu. Eles meio que engoliram essa e me tomaram por inimigo. Por muito tempo, eles falaram muita besteira na internet e até gravaram músicas em minha ‘homenagem’. Com o Canisso nunca tive problema porque ele sempre foi muito meu amigo. Independente de ele estar no Raimundos e eu não. A gente sempre manteve contato. Ele até tocou no Rodox uma época e, agora, parece que ele voltou pro Raimundos. Meu pai acabou falecendo há um mês.

No velório, o Canisso tava lá. O Digão também apareceu por lá e foi a primeira vez em seis anos que nos encontramos. Dei um abraço nele. Não é porque não tocamos mais juntos que não vamos ser amigos. O Fred me ligou também. E foi engraçado porque tinha seis anos que não falava com ele, mas falou comigo como se a gente estivesse junto na semana passada. Isso fez bem pro meu coração. “Se tá bom pra você, ta bom pra mim também. Legal, brother”. Não precisamos ter ódio um do outro. Não digo que a gente tá saindo junto. Simplesmente, as nossas vidas foram pra lados diferentes e acho que o melhor que a gente pode tirar disso é se respeitar. A amizade foi sincera, em determinado momento foi.
 

– Você sabe o que eles tão fazendo hoje?

Rodolfo –Não é que crente é fanático ou alienado, mas simplesmente a MTV não me atrai. Não sei o que está acontecendo na música hoje em dia. Eu sei que o Canisso voltou pro Raimundos porque o Alemão me contou. Acho que o Fred tá com uma outra banda. Pelo jeito, o Raimundos continua. Se o Canisso voltou é porque continua. Não sei se eles têm um outro projeto. Não faço idéia. Mas acho que eles estão bem. Estão com cara de saudáveis.
 

– Vocês viveram tudo aquilo que cantavam na letra do Raimundos? Como era compor essas canções?

Rodolfo – Infelizmente é ridículo demais. Eu me expus demais. Eu cantava o que eu vivia. Por exemplo, teve uma época que a gente gravou um CD em Los Angeles, que chamava ‘Lapadas do Povo’. E esse CD eu nunca tinha a letra, nunca! A gente dava o maior trampo nas músicas, mas letra a gente não tinha. Eu só fazia meio que na época da gravação. Dentro estúdio mesmo eu fazia a letra. Chegava e começava a cantar o que eu vivia. Porque vou rimar o que eu ando vivendo. A música do Kombão [Pitando no Kombão] era a Kombi que eu tinha e por aí vai. E cantando mais um monte de besteira porque eu só vivia isso.

A loucura que eu vivia eu cantava. Nesse CD de Los Angeles, lembro que a gente estava no maior tédio. Los Angeles é uma cidade diferente e sofremos preconceito por sermos brasileiros. Pra eles, somos uma escória, nem olham na nossa cara. Os amigos mais legais que fiz lá foram os negros que tinham um grupo de rap e estavam no estúdio. Começaram a conversar com a gente, mas chegaram na maior marra: “Vocês são brancos demais pra falar com a gente”. Existe isso demais na América, algo que não existe no Brasil. Até existe, mas não é tão podre como lá. E aí os caras começaram a conversar e viram: “Pô, os caras são do Brasil, lá é todo mundo misturado, pára com isso”.

Arrumamos outros amigos legais: os mexicanos que conhecemos por lá. Mas o americano mesmo é muito fechado. Passa por você, como se você nem existisse. Então, a gente sentiu esse tédio e esse marasmo. Vivemos uma vida que era uma droga e, na hora de escrever, o que saía? Não saía nada! As letras foram totalmente depressivas e mal-humoradas. Quando tentava falar uma besteira era tão sem graça, que parece que a banda mudou naquele momento.
 

– Como você avaliou o trabalho desenvolvido no Rodox? Foi uma banda que acabou rápido e não fez sucesso….

Rodolfo – O Rodox, na época, nem era pra fazer sucesso, vou te confessar. Era uma banda esquisita demais pro cenário. Foi uma época em que o rock brasileiro tava se tornando mais acessível. As bandas soavam todas iguais. Assim, falo isso sem a menor culpa. O CPM 22 é igual ao Detonautas, que é igual a das as outras. Os caras cantam com a mesma voz e o mesmo tema: “Ah, eu não consegui entender, você não quis nem saber, vou olhar pra trás!” Tá falando do quê? É uma coisa muito chata. O punk virou aquilo. Aí aparece o Rodox, que também é punk, mas uma vertente hardcore Nova Iorque.

E ainda era uma banda crente! Não era pra fazer sucesso. Não era pra fazer sucesso mesmo! Acabou rápido porque acho que foi o tempo. Eu respeito o tempo do Rodox, a maneira como a banda se formou. Eu não tinha muito entendimento das coisas de Deus na época que montei o Rodox. Se eu fosse montar o Rodox hoje, eu arrumaria um monte de cara cristão como eu e que quisesse chegar no mesmo lugar que eu. Com certeza, seria uma banda que iria durar uns 20 anos. Mas era uma banda com uns caras que não tinham nada com igreja. E eu respeito. É a opção deles. Nem Jesus forçou a gente a fazer isso, como é que eu iria forçar? Eles queriam ir para um lado e eu queria ir para o outro.
 

- O estilo musical do Rodox era tipo do Ratos de Porão?

Não. Era meio new metal, misturado. Lembro que no CD tinha uma música completamente grindcore. Tinha uma só com violão e flauta. Era uma banda esquisitona. Era um monstrinho feio. Acho que daqui a uns 10 anos, nego vai dar valor pro Rodox. Hoje é um remédio pra matar barata.
 

– A Bola de Neve comercializa chaveiros, pranchas de surfes e outros artigos com sua marca. Isso também não é mercado? Não há uma mistura de marketing com religião?

Rodolfo – Não. É legal porque de certa forma evangeliza as pessoas. A pessoa vê o adesivo e lembra que já ouviu falar da igreja Bola de Neve. Tem uma senhora daqui da igreja que veio pra cá porque a neta dela tinha entre nove e 10 anos, ouviu falar de uma igreja que tinha uma prancha de surfe no altar e encheu a paciência da avó pra trazê-la nessa igreja.

Ela não sabia onde era. A avó ouviu um pessoal na praia falando a respeito e perguntou onde ficava. Então, as duas conheceram a Bola de Neve. Estão na igreja há dois anos e ajudam nos ministérios. A família inteira está com Jesus. Deus operou maravilhosamente bem com essas pessoas, através de uma conversa. De repente, é mais uma estratégia. Você vê: “Pôxa, que chaveiro legal esse, uma quilhinha de prancha, que enfeite bonito, escrito Bola de Neve. Esses caras estão me cercando!”.


– Por que as frases de apoio da igreja são em inglês e não em português?

Rodolfo - Não tem como negar que o inglês hoje é uma língua universal. A maioria das músicas que a gente ouve é em inglês. Não tem como negar que os caras exportaram uma cultura, um comportamento e um modo de vestir pro mundo inteiro. Se a gente for pensar, isso daqui não é uma coisa limitada. Isso é uma Bola de Neve e ela vai rolar enquanto tiver espaço pra andar por aí. Hoje já existem igrejas Bola de Neve fora do Brasil.

E In Jesus we trust (em Jesus nós confiamos) em qualquer país, as pessoas vão ter pelo menos oportunidade de entender o que quer dizer. Já tem igreja nascendo na Austrália, na Califórnia, no Peru, no Japão tem um pessoal que tá se reunindo.


Por: Jornal Diário do Litoral

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