BRASIL TÚ ÉS ESCOLHIDO 14/42

 


Hoje eu quero falar da importância de “assumir” nosso sacerdócio como pessoas convertidas e, para isso, tenho uma outra analogia. Imagina um momento de tumulto no centro da tua cidade. Coisa que você já viu em filme. Coisa que aterroriza. Um “arrastão”. Um “saque”. Quebradeira. O som de vidros de lojas estilhaçando e caindo na calçada. Um povo frenético saqueando tudo que tem nas vitrines, levando tudo que cabe na mão. Um corre-corre. Algumas pessoas atropeladas e machucadas. Outras sendo assaltadas. Uns gritando e outros, chorando.
De repente, você olha para as margens. De 2 em 2, tem oficiais de policiais, observando e rindo.  Você observa enquanto dois param um rapaz com uma TV de LCD caixa e a tomam dele. Vendo uniforme e emblemas, ele não discute, apenas cede o objeto furtado. Guardam o despojo no camburão sem nenhuma intenção de devolução, alguém ganhou uma TV.

Olhando para o outro lado, você observa que tem umas 15 duplas de policiais paradas assistindo toda essa cena caótica, revoltante e desesperadora.

O que você acha das autoridades? Parados, respaldam a ação ilícita da multidão, até participando em segunda mão dos furtos. Inertes, e zombando, destoam com todo e qualquer conceito de fazerem parte de uma autoridade justa e benéfica a uma população a quem devia proteger.

Basta o autorizado não “assumir” sua autoridade para o caos acontecer e espalhar.

A família de Deus é um sacerdote na terra que tem autoridade delegada da parte de Jesus. Exercemos essa autoridade no espírito via intercessão e adoração, pessoal e coletiva. Exercemos essa autoridade no natural via nossa ministração aos enfermos, cativos, pobres, órfãos, e pelo cumprimento da vontade de Deus em nossas vidas, assumindo nossa “vocação sublime” pela qual Jesus deu a Sua vida para podermos viver, e nos deu Seu Espírito para nos conduzir. E FOMOS SALVOS PARA ISSO!

Pedro, o discípulo de Jesus, entendeu muito bem esse conceito. Outrora pescador que provavelmente se via como pessoa de baixa escalão na escada sócio-econômica da comunidade, ele escreveu sobre sua nova identidade para a igreja crescente dos seus dias.

Deixando, pois, toda a malícia, todo o engano, e fingimentos, e invejas, e toda a maledicência, desejai, como meninos recém-nascidos, o leite racional, sem dolo, para que por ele cresçais para a salvação, se é que já provastes que o Senhor é benigno e, chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa, sois vós também quais pedras vivas, edificados como casa espiritual para serdes um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso é que se acha na Escritura: Eis que ponho em Sião a principal pedra angular, eleita e preciosa. E aquele que nele crê, não será envergonhado. Para vós, portanto, que credes é a honra; mas para aqueles que descrêem, A pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a pedra angular e como uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo; porque tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo todo seu para que proclameis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, vós que em outro tempo éreis não povo, mas agora sois povo de Deus, vós que não havíeis alcançado misericórdia, mas agora a tendes alcançado. 1 Pedro 2.1-10

Pedro compreendeu muito bem o que Jesus estava fazendo através dos Seus discípulos. Pedro estava se enxergando de outro jeito. Ele não era apenas um pescador, pobre e marginalizado. Ele era um sacerdote. Ele se via como Jesus o viu. Ele enxergava que fazia parte de um grupo acionado por Jesus e capacitado pelo Espírito Santo.

Com muito amor quero fazer duas exortações.

A primeira se dirige aos pais espirituais e repasso a exortação com que eu mesmo fui exortado pelo Espírito Santo. Eu fui chamado ao ministério com 17 anos de idade e meu chamado missionário veio aos 20. Depois de 20 anos de ministério, refletindo sobre o reino de Deus e como o reino avança, o Espírito Santo me mostrou que meu foco ministerial era errante. Eu estava “discipulando” as pessoas para serem como Jesus no que se trata do seu caráter e transformação da sua vida pessoal. O Espírito Santo me exortou mostrando que eu não estava “discipulando” para tornar as pessoas em sacerdotes. “O que adianta seu ministério se os seus discípulos não agem como os discípulos de Jesus.” Foi bem chocante para mim. E sei que é possível que esse comentário gere uma “crise” para alguns. Eu precisei dessa exortação para acionar os discípulos que eu ministrava.

Eu gostaria que os pais espirituais, os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres  avaliassem o foco do nosso discipulado. Precisamos avaliar se estamos “gerando” uma família de sacerdotes como Jesus fazia. Discípulos que se comportam como os discípulos de Jesus, orando e clamando pelo reino de Deus, adorando ao Senhor para que venha o Seu reino, prontos a dar a Sua vida pelo reino do Senhor. Precisamos perguntar se temos atitudes como os nossos pais em Atos 4.19-20. Presos por terem pregado o Evangelho e ter curado enfermos, eles “encararam” os seus acusadores sem se importar com consequências fatais: Mas Pedro e João, respondendo, lhes disseram: Julgai vós se é justo diante de Deus ouvir-nos antes a vós do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido. Eram inabaláveis na sua convicção do chamado de Jesus para ministrar como sacerdotes do novo sacerdócio que Jesus inaugurava. E os discípulos que eles ministravam eram destinados para o mesmo.

O discípulo de Jesus vive como Jesus vivia. Ama como Jesus amava. Ora como Jesus orava. Adora como Jesus adorava. Discípulo é isso.

Eis a segunda exortação. Basta autoridades não exercerem a mesma para o infrator imperar! Basta os discípulos de Jesus não assumirem seu sacerdócio para o nosso inimigo imperar.
Quero exemplificar em relação a nossa oração sacerdotal. Há anos que prego uma mensagem sobre o “Pai Nosso” visando mobilizar essa oração nos nossos dias. Eu defendo uma tese: se pedirmos como Ele nos ensinou, o Pai fará. Se não pedirmos, Ele não fará. E faço uma pesquisa entre os participantes do seminário. Pergunto: Quantos tem feito a oração do “Pai Nosso” uma vez com fé durante os últimos 15 dias fora do contexto de um culto ou missa? A resposta é sempre surpreendente. Eu não lembro de ter passado de 10% do participantes que oraram!

Creio que somos salvos para nos tornarmos uma família de Deus na terra. Uma família sacerdotal. Uma família que age como Jesus. Uma família que segue o exemplo que Jesus nos deu.

Essa família vai impactar a sua cidade, a sua nação, mesmo o mundo, como Jesus e seus discípulos.



Mike Shea
Casa de Davi
http://twitter.com/eliaquimike


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