BRASIL TÚ ÉS ESCOLHIDO PARTE 9/42



A igreja era dividida. Partidária. Cheia de pecado. Relaxada na prática dos sacramentos que o Senhor Jesus tinha deixado. Confusa em relação aos dons do Espírito Santo. Influenciada pelo espiritismo prevalecente na cidade. Havia profecias e “profetadas”. Um orgulho espiritual tão grande no “ter e executar” dos dons… E problemas sérios nas famílias. Que “igreja” era essa?
A igreja em Corinto. Surpreso? Sei. Parece que falei da “tua igreja”, né?! (Rsrsrs)

Paulo passou mais de um ano com aqueles irmãos e ainda havia problemas como esses! Não tenho intenção de criticar Paulo, nem a igreja de Corinto. Quero observar algo que creio que o Espírito Santo esteja gritando com a igreja de Jesus na terra nos dias de hoje. Mesmo com esses defeitos, pecados, distúrbios espirituais e teológicos, Paulo não deixou de tratar aquele povo como igreja do Senhor. E creio que foi por causa de uma grande lição que Paulo teve de aprender.

Paulo era “circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível” (Filipenses 3.5-6). Creio eu que ele teria uma grande tendência a “rejeitar” os que não concordavam com ele teologicamente. E que teólogo era o Paulo! Afinal, a revelação teológica que o Espírito Santo lhe deu serve de base para todo nosso entendimento da Nova Aliança em Jesus.

E no meio da carta que Paulo mandou à igreja de Corinto, ele escreveu:
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
O amor é paciente, é benigno;
o amor não arde em ciúmes,
não se ufana,
não se ensoberbece,
não se conduz inconvenientemente,
não procura os seus interesses,
não se exaspera,
não se ressente do mal;
não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba;
mas, havendo profecias, desaparecerão;
havendo línguas, cessarão;
havendo ciência, passará;
porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três;
porém o maior destes é
o amor.”

Paulo é o primeiro “alvo” de suas palavras. Assim como sou das minhas e você é das suas. Nossas palavras são o “fruto” que revela o que está em nosso coração. As mesmas “testemunham” a nosso respeito em relação à medida da justiça que conhecemos e cremos.

Percebo, nas palavras de Paulo, que ele chegou à convicção de que, apesar dos defeitos,  pecados e possíveis “desvios” teológicos, era preciso amar a igreja “com mácula e com rugas”. Que por mais “usado” por Deus, mais rico, mais abnegado, mais entregue, “mais, mais…”, ele havia sido chamado por Deus para amar a igreja, seus irmãos em Jesus.

Veja bem, Paulo não está pregando essas palavras como parte de uma cerimonia de casamento. Essa orientação sobre o amor é dirigida à igreja, à família de Deus que está nascendo em Corinto. As palavras sobre o amor se aplicam a todos os contextos.

Foi por meio dessas palavras que a igreja nasceu e é para elas que a igreja de hoje retorna.
O contexto da igreja em Corinto é um excelente retrato da igreja (em geral) hoje. Por isso, repito:

A igreja era dividida. Cheia de pecado. Relaxada na prática dos memoriais que o Senhor Jesus tinha deixado. Confusa em relação aos dons do Espírito Santo. Influenciada pelo espiritismo prevalecente na cidade. Havia profecias e “profetadas”. Um orgulho espiritual tão grande no ter e executar dos dons… E problemas sérios nas famílias. Que “igreja” é essa? A NOSSA!

Estou ciente, a ponto de doer no espírito, dos problemas e desvios da igreja católica. Nasci e cresci dentro dela. Minha formação cristã se iniciou através dela (temor de Deus, confissão de pecado, a santidade de Deus, a verdadeira reverência ao Senhor e Seu Nome).

E foram seus desvios que me levaram a “sair” dela. Infelizmente, com o passar dos anos, fui criando preconceitos e tomei uma postura de considerá-la quebrada, perdida e até amaldiçoada, sem possibilidade de se arrepender.

Deus-Pai começou a tratar esses preconceitos por volta de 1994, quando traduzi uma profecia de um ministro renomado internacionalmente: “A igreja católica brasileira vai ser a primeira a romper com Roma”. Havia um grupo grande de ministros brasileiros presente que ouviu aquela profecia. Confesso que essa me chocou. Eu não tinha “espaço” para considerar uma transformação na igreja católica. E tenho certeza que muitos outros se encontravam no mesmo estado. Também estou certo de que precisamos discernir bem essa palavra como igreja.

Novamente, o Senhor tratou comigo em 2002. De madrugada o Senhor me acordou. Eu comecei a gemer e clamar: “Venha o Teu Reino! Venha o Teu Reino!”. Isso durou de vinte a trinta minutos. De repente, uma paz me tomou e “ouvi” (em espírito): “Estou preparando algo para a igreja católica que vai deixar a igreja evangélica de queixo caído e com dor de cotovelo!”. E, em seguida, O Senhor repetiu a mesma frase. Confesso que fiquei em choque ao ouvir essas palavras.

Por volta de um mês depois, numa reunião de oração com outros ministros, tive uma experiência com o Senhor em que “vi” (em espírito) o que creio que Deus está preparando. Vi um grupo de padres numa “rodinha” dentro de uma igreja católica. Estavam cientes de que havia chegado a hora de remover as imagens da igreja. Conversavam sobre a repercussão da remoção das imagens do santuário. Comentaram que o povo iria fazer o mesmo em relação às suas casas. Também comentaram que teriam de solicitar junto à às prefeituras remoção de imagens em praças públicas. E, como num voo, eu via, de praça em praça, de cidade em cidade, os “montes” de imagens jogadas fora pelo povo. Depois, vi as notícias em manchetes de jornais: “Brasil Throws Away Its Images!” (“Brasil Joga Fora Suas Imagens!”).

Então, o Senhor começou a me tratar com relação ao meu preconceito. Escrevo aqui o “diálogo” que tive com o Senhor na experiência.
- Mike, quanto tempo levaria para o Brasil se converter a Mim, se Eu fizesse algo assim?
- Senhor, seriam dois tempos! Pá, bum! Seria rapidinho!
- E por que você não crê nisso?

Amado leitor, entenda comigo o erro que eu cometia. A pergunta que Deus me fez já revelou que eu não “via” as coisas como Deus as vê.

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9).

Eu, com toda a minha sabedoria humana, ciência humana e amor humano, estava antecipando o julgamento.

O Senhor é misericordioso, longânimo e paciente, e Ele é o padrão de Amor que Paulo estabelece para a igreja em Corinto. Misericordioso, porque Ele não nos julga segundo as nossas iniquidades. Longânimo, porque Ele crê que se der mais tempo, vamos nos arrepender. Paciente, porque Ele aguenta e sofre tudo por amor a nós. Ele é amor.

Se o Juiz Eterno está dando tempo, quem sou eu para assumir Seu trono e antecipar o julgamento? Preciso agir com a mesma “longanimidade” com que o Senhor age comigo. Estender a mesma misericórdia que o Senhor estende para mim.

Hoje, este princípio forma a base da minha ótica de toda a igreja. Há uma igreja. Ela está sendo santificada pelo Espírito Santo. Os filhos de Deus se encontram dentro e fora das estruturas eclesiásticas cristãs. Católicas. Protestantes. Pentecostais. Neo-pentecostais. Ortodoxas. Comunidades. Denominações. Lares. Pares.

Estamos todos, TODOS, cientes das nossas falhas. Cientes dos nossos defeitos. Cientes dos nossos próprios pecados. Cientes dos pecados dos outros. Cientes das diferenças teológicas. Cientes das injustiças cometidas em nome de Jesus ao longo da história. Cientes a ponto de doer. Cientes até a ponto de chorar.

Fazer o quê? Voltar a 1 Coríntios 13. Voltar ao amor. Levar em conta a misericórdia com que somos tratados pelo Senhor. Sermos longânimos.

Vejo que esta é a palavra do Senhor para esta fase no crescimento e desenvolvimento da igreja. O tempo de divisão e contenda está acabando. É tempo de amar. De dialogar. De adorarmos a Jesus juntos. De deixarmos o Espírito Santo nos curar. Nos unir. Nos transformar em Corpo de Cristo.

Por que o Senhor me daria duas experiências como as mencionadas acima?
Para quebrar os meus preconceitos.
Para projetar, compartilhar o que Ele quer fazer. Gerar uma “visão”.
Para me motivar a orar e a interceder conforme a revelação e o Senhor fazer acontecer o que me mostrou na visão.

E você?  Também tem preconceitos a respeito de outros na família de Deus? 1Coríntios 13.
Quero agradecer por seus comentários enviados pelo faleconosco@casadedavi.com.br e Facebook. Entendo que alguns assuntos que abordo são delicados e/ou polêmicos (“ossos do ofício” – rsrsrs). Também entendo que toda palavra deve ser provada. Se não respondo ao seu comentário é porque há muitos e não vivo só para escrever! Provavelmente, seu comentário será tratado ao longo dos próximos meses. De todo jeito, agradeço e espero que sejamos provocados a clamar para que o Reino de Deus seja estabelecido na terra.
Tem mais na quarta!
Um abraço,


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