QUANDO VOCÊ PRECISA MATAR QUEM AMA


A história todo mundo conhece. Afinal, conhecer é fácil, agora… Aplicá-la em nossa vida? Vivê-la diariamente em nossa rotina? Não. Não é todo mundo que tem coragem o suficiente para matar aquilo que mais ama neste mundo.

Ele era muito rico, dono de uma estabilidade financeira invejável, e qualquer um que o visse de longe poderia dizer que não lhe faltava mais nada. Entretanto, bastasse se aproximar um pouco mais, conhecê-lo com um pouquinho mais de intimidade… Que você descobriria que, sim, faltava-lhe ainda algo. Ou melhor, alguém. Um filho, para ser mais específico.
Deus lhe promete um, ele fica feliz, espera no Senhor… Espera… Espera… E após 14 anos de muita expectativa, a fé já no limite final, eis que enfim nasce o maior sonho de Abraão. O filho da promessa. Aquele que trouxe um sorriso novamente ao seu rosto já taciturno pelo tempo de aguardo. E é exatamente por causa deste sorriso que o seu nome se chama Isaque – o que significa riso. Indiscutivelmente, o velho patriarca se apaixona pelo menino. Isaque passa ser o centro de toda a sua atenção.
A Bíblia não relata, mas podemos imaginá-lo andando com seu filho de um lado para o outro, levando-o para brincar, dando de comer com “aviãozinho” na boca, ensinando-o a ler e escrever… Enfim, Abraão admirando o seu sonho com olhos brilhantes, e como um bom servo de Deus, certamente voltando o olhar para cima e dizendo: Muito obrigado, Senhor!
Até o momento que este seu Senhor, com a mesma branda e inigualável voz que havia lhe prometido um filho, volta a falar com ele, e desta vez… Suas palavras são bem tensas.
- Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. (Gn 22.2)
Percebe que Deus fez questão de usar o aposto “a quem amas” como uma ênfase. Porque Abraão possuía também a Ismael, não era filho da promessa, mas era seu filho, entretanto, o velho não o amava tanto quanto a Isaque. Seria razoavelmente menos difícil sacrificar Ismael do que Isaque. Quando lemos esta passagem, nos assustamos, não é verdade? Quem sabe não pensamos: “Caramba, Deus surtou! 
O Eterno virou um infanticida!”? Só que não é nada disso. O Todo-Poderoso jamais permitiria que Abraão assassinasse seu próprio filho, afinal, ele era fruto de Sua promessa. Quando que Deus deixaria um homem matar aquilo que Ele prometeu? Ainda mais quando este homem é o dono de tal promessa?
Como já disse lá no início, conhecemos a história e sabemos exatamente por que o Senhor pediu tal sacrifício ao patriarca. Era tudo um teste – Abraão não sabia, mas mesmo assim era – a fim de saber quem ele amava mais: o seu sonho realizado ou Aquele que realizou o seu sonho. Em outras palavras, o que recebeu de Deus ou o próprio Deus. 
Porque, mesmo que o Altíssimo não conjectura-se com Sua potente voz em nossos ouvidos usando das palavras que usou para Abraão em Gn 22. 2, a cobrança é a mesma para todos nós, todos os dias: Será que temos coragem ou fé o suficiente para renunciar àquilo que mais amamos por amor a Deus?
Não, Deus não é um ser cruel que deseja que você “mate”, ou seja, se desfaça do seu filho, da sua esposa, do seu emprego, do seu lazer… Nada disso. Estamos em outros tempos, porém a essência de Gênesis 22 permanece: Sim, podemos amar. Podemos nos alegrar. Podemos nos afeiçoar a tudo o que Deus tem dado para nós. Porém jamais podemos colocar tudo isso acima Dele próprio.
E, infelizmente, é o que de mais tem acontecido dentro da igreja. Os Isaque’s são lindos e maravilhosos, e por ser tão belos e há muito esperados, acabam assumindo o lugar de quem os trouxe à vida. O pior de tudo é saber que até Ismael’s estão mais importantes que Deus na vida dos crentes dos últimos tempos. Hey, Jesus está voltando, e não deseja deixar ninguém para trás. No entanto, por mais misericordioso que Ele seja, não permitirá subir àqueles que passaram toda uma vida deixando-O lá embaixo.

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