BRASIL TÚ ÉS ESCOLHIDO PARTE 6/42

Em viagem, Valinhos, SP. Cansado mas realizado! Estamos experimentando momentos tremendos na presença de Deus. Cresce a convicção que estamos (todos) prestes a experimentar coisas que Deus tem profetizado há muitos anos. Espero que você esteja gostando dos artigos. Desafiados. Provocados a pensar. Refletir.

Posso dar continuidade? Então vamos lá.

Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de “Brasil.”

Fico pensando como o povo teria reagido ao ouvir essas palavras revelando a “identidade” desse povo.

Reino de sacerdotes? Como? Somos um reino de escravos. E os nossos pais…Vimos os relâmpagos. Ouvimos as trombetas. Sentimos o chão tremer. Vimos as densas trevas. E “temos medo.” Esse Deus vai nos matar. E sem Ele falar nada, sabemos que Ele é Santo! Puro! Poderoso!

É bom aqui explicar o conceito de “santo” desses tempos. Todas a crenças tinham um conceito de “santo”. Mas esse conceito flui do entendimento da própria palavra tanto em hebraico como nas outras línguas semelhantes da região. “Santo” era aquilo que foi “separado” para o uso exclusivo da divindade. “Santo” era aquele que se assemelhava ao caráter da divindade.

Por isso terminei o post anterior dizendo: “se sabe que de qualquer ‘sacerdote’ se espera um caráter semelhante ao Seu deus. Os sacerdotes são chamados para “serem” como Seu Deus.”

É claro na Palavra de Deus que Ele espera que Seu povo se assemelhe a Ele. “Convém”.

Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, SENHOR, para todo o sempre. Salmos 93.5

E para o povo de Israel, essa declaração de Deus “reino de sacerdotes” era uma revelação da sua “identidade” que eles não sabiam de si mesmos. Entenda… é como se Deus dissesse: Eu não criei essa nação para serem “escravos”. Eu fiz essa nação para ser “glória, louvor e honra” para Meu nome. E não fiz vocês para continuarem “mentirosos” como seus pais.

Todos os meus professores de bíblia comentaram sobre um fato muito interessante em relação aos patriarcas da nossa fé. A bíblia não esconde seus defeitos, nem seus pecados. Todos sabem que Israel descende de homens cujas vidas foram marcadas por defeitos e pecados. A mentira fez parte dessa história.

O nome “Jacó”, por alguns é entendido que significa “mentiroso” e para outras “vencedor”. Eu quero trabalhar com os dois conceitos diante da revelação das Escrituras.

Creio que o grupo que entende que significa “mentiroso” confirma isso no caráter que o Jacó apresenta em momentos em que ele enganou e mentiu. Gênesis 27 traz a história do seu engano, quando ele mentiu para seu pai, dizendo que era “Esaú”. Esse retrato de “enganador” nos influencia a aceitar a etimologia que significa “mentiroso.”

Outros defendem que o seu nome significa “vencedor” porque ele contendeu e venceu. Esses afirmam que ele contendeu e venceu em relação a primogenitura do irmão, também em relação ao anjo. Eu quero observar o que considero sua maior vitória.

Gênesis nos traz a história de como Jacó fugia de Esaú por causa do “engano” que ele cometera contra o irmão. Também nos relata o medo que Jacó tinha do seu irmão. Ao ponto de revelar seu arrependimento.

E orou Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó SENHOR, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e te farei bem; sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois bandos. Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos. Gênesis 32.9-11.

Se “Jacó” significa “enganador, trapaçeador, mentiroso”, o Jacó tinha feito juz ao seu nome. Mas se o Jacó significa “vencedor”, de igual modo fez juz!

Gênesis 32:27 nos traz a história em que Jacó “lutou com o anjo” até que este o abençoasse. Muitos pensam que isso seria uma bênção material. Eu creio que foi outra bênção. Eu submeto que essa “luta” foi o momento da “conversão” de Jacó. É evidente que o Jacó tinha caído em si. Que ele tinha que fazer as pazes com o irmão primogênito que ele tinha enganado e que podia acabar com ele. Ele preparou o caminho para esse encontro com presentes e mensageiros.
Mas antes ele teve uma “luta” com o anjo até que abençoasse. Qual foi a “bênção”? O anjo/mensageiro anunciou a mudança do seu nome! De Jacó (enganador, mentiroso, vencedor) para Israel, “príncipe de Deus, quem reina/governa para/com Deus”.

E a sua conversão profetizou a mudança de caráter para uma nação! De Jacó, que enganava, mentia e usava as pessoas para o seu benefício para aquele que “reina com Deus”! A vida desse patriarca se tornou “sinal e símbolo” para a humanidade que se contaminou com o veneno do “pai da mentira.” A vida do Jacó simplesmente reflete a influência da mentira na vida do ser humano. Mas a sua “conversão” se torna sinal e símbolo para um povo que está sendo redimido de geração em geração até os dias de hoje.

Na próxima geração podemos ver o cumprimento dessa “profecia”. José chegou a “reinar” no Egito por ordem do Faraó!

Passaram-se mais de 400 anos. Deus levantou um “libertador”: Moisés, que também “reinou” no Egito. Ele foi escolhido para falar com o povo de Israel que saiu do Egito escravizado! Suas palavras sobre “reino de sacerdotes” é uma “revelação” que foi dada para nortear esse povo. Tem uma história com a mentira, sim. Mas tem uma história de conversão, que levou a experimentar o destino que Deus tinha para a nação!

“Reino de sacerdotes” começou a ser profetizado na vida de Jacó que se converteu a Israel. A vida, o nome, a conversão e a profecia do Jacó aponta uma identidade para a nação. Um mentiroso deixa a mentira e se torna “príncipe que reina com Deus.” José foi provado e aprovado. Moisés foi provado e aprovado. Rei Davi foi provado e aprovado. Deixando a mentira, passaram a “reinar com Deus.”

Brasil! Tu és Escolhido!

O Senhor te chama. Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida. Jesus é o “padrão” da santidade do Pai.

Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, Efésios 4:13-14a


Mike Shea 

 

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