CARNAVAL – CARNE PARA BAAL - FINAL

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O significado da palavra Carnaval em sua raiz é "festa da carne", ou melhor, carne para Baal (o falso deus do Antigo Testamento). Carne vem do latim caro, carnis, tradução dos termos gregos sarkikos e sarkinos. Usualmente este vocábulo alude ao corpo de carne, mas também usado metaforicamente para indicar os apetites do corpo, ou então, aquilo que é mundano, fazendo contradição ao que é espiritual.

No livro de Romanos 7:14 indica-se a posse da natureza da carne e isso governado por considerações e valores humanos e não pelo Espírito de Deus.

O que é carnal também pode ser uma alusão ao que é inerentemente fraco (II Cor. 10:4), ao que é temporal (Heb. 7:16), ao que é débil e pecaminoso (II Cor. 1:42). Também pode ser uma distinta disposição anti-espiritual (Rom. 7:14) ou então aquela disposição anti-espiritual que aliena os homens de Deus (Rom. 8:5-8). O poder do que é carnal pode ser tão grande que chega a dominar a mente, tornando-a inimiga de Deus (Rom. 8:7).

Romanos 7:5 – “Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.”

Romanos 8:5-8,12-14 – “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus. (...) Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” 

Romanos 6:11-12 - "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;"

I Tessalonicenses 4:5 – “Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.”

I Pedro 2:11 – “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma;”

I João 2:15-17 - “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

É tremendamente impactante a influência na vida e nas atitudes daqueles que desta "festa da carne" participam. Ainda que de forma consciente ou inconsciente, vemos explicitamente a pratica e a vivência das "obras da carne" conforme o apóstolo Paulo, há vários séculos atrás, no poder do Espírito Santo já denunciava estas obras, na carta endereçada aos Gálatas (Gal. 5:16-26).

Gálatas 5:13,17,19-22,24 – “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (...)Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis (...) Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (...) E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.”

Gálatas 6:8 – “Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” 

A carne milita contra o Espírito, as obras da carne são conhecidas: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias (disputas), ciúmes, iras, discórdias, facções, invejas, bebedices, glutonarias... é inegável a presença de manifestações como essas no "carnaval". Não podemos deixar de destacar o respaldo que tais atitudes recebem no mundo espiritual, pois é sabido que entidades (demônios) são alimentadas durante o ano todo com oferendas: flores, bebidas, comidas, sangue, ritos, danças, etc... pelos "Pais de Santo", "Babalaorixás" ou Cambonos", ou seja, como se chamem os que tais ritos praticam para que essas entidades lhes concedam os pedidos feitos. Mas é somente no Carnaval que não se alimentam os demônios para que tais criaturas fiquem livres do local de oferenda para saírem e se alimentarem dos apetites carnais insaciáveis dos seres humanos e toda sorte de violência induzidas por esses demônios durante este período do ano. Período este, no qual é comprovado o aumento gritante das práticas de adultério, traição, fornicação, gula, cobiça, embriaguez, luxúria, vaidade, etc  e nos índices de crimes, acidentes, mortes, overdoses, estupros, violência, gravidezes indesejadas e precoces, etc ...

Lucas 21:34 - "E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia."
Romanos 13:13-14 - "Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências."

I Pedro 4:2-4 - “Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.”

II Timóteo 2:22 - "Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."
 
Judas 1:7 – “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno."

Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se, por, isso de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pela Bíblia. Seja no Egito, nas celebrações à deusa Isis e o touro Ápis; seja nas celebrações à deusa Herta, dos teutônicos; seja na Grécia ou na antiga Roma, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno (rituais dionisíacos gregos e os licenciosos Bacanais, Saturnais e Lupercais; as suntuosas orgias romanas), ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou no Rio de Janeiro, sempre notaremos a louca, desinibida e desenfreada celebração com as características bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, músicas lascivas, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas.

Então qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas? Devemos por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização? Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento? Cremos que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da Igreja de Cristo Jesus nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.

Aquilo que não é bom, que é errado, pecado, imoral, torpe, etc nos outros momentos da vida, nos outros dias do ano, não pode tornar-se positivo, permitido, legal, válido, certo ... em determinados dias (porque é carnaval). Deve-se indubitavelmente procurar a alegria, as manifestações passíveis de felicidade, mas é importante questionar-se sobre o que realmente é capaz de gerar essa felicidade e se determinadas alegrias não são aparentes e unicamente geradoras de sofrimentos futuros para nós mesmos e/ou para o nosso próximo. Também aqui é válida a clássica Regra Áurea do Cristianismo: "Fazer aos outros somente o que faríamos para nós mesmos". Até porque, quando o sofrimento recai sobre o outro por nossa culpa, ainda que, momentaneamente, nossa consciência se encontre anestesiada, faz-se sobre nós a inexorável reação da Lei Divina. É apenas questão de tempo.

As religiões que seguem a revelação bíblica - judaísmo e cristianismo - criaram a distinção entre sagrado e profano, ao introduzir a idéia do pecado e o conceito da santidade de Deus. O profano e o sagrado não têm espaço na religião destituída da idéia do pecado. As religiões antigas e as espiritualistas de hoje não têm para essas categorias um conceito claro, exatamente porque não estabelecem a realidade do pecado e da redenção.

Biblicamente há uma grande expressão para o Carnaval na vontade do povo em crucificar Cristo Jesus. A partir do momento em que Pilatos decidiu lavar as mãos, que pela vontade do povo permitiu trocar a morte de Barrabás pela morte de Jesus, uma grande folia se instalou pelas ruas de Roma. Espiritualmente o Carnaval significa apoio às forças de Satanás. O desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí - Rio de Janeiro, por exemplo, é do jeitinho como o diabo gosta!!!

Pouco antes do carnaval é feita uma eleição e é escolhido um homem, que é coroado rei, para reinar e comandar os dias da festa, que é chamado rei Momo. É a mesma festa que acontecia no passado, com algumas mudanças estratégicas feitas por Satanás. Já que nos dias de hoje não seria aceitável o sacrifício do representante de Momo, Satanás troca essa vida (o sacrifício do rei Momo) pela vida de todos os que são brutalmente assassinados no período do carnaval.

Mas após ser coroado, essa representação da entidade maligna, Momo, Baco, Dionísio, Saturno, deus sol (Ninrode, Tamus), recebe das mãos do prefeito da Cidade ou da autoridade máxima daquela Cidade, Estado ou País, as chaves "da cidade". Este ato de entrega das chaves, no mundo espiritual tem uma repercussão devastadora, pois chave na Bíblia significa poder, autoridade, domínio, ligar, desligar e abrir e fechar (Isaias 22:22, Apocalipse 1:18, 3:7, 9:1 e 20:1 e Mateus 16:19). É transferida/dada toda a autoridade do lugar a esse ente espiritual, num ato do povo formalizando o pedido para que ela reine, governe, mande ... sobre eles. Estão recusando a coroação e o reinado de Jesus Cristo em troca do reinado desse demônio. 

Ao receber as chaves espirituais da cidade os demônios que comandam o carnaval, ligam espiritualmente os foliões ao inferno.

Juízes 9:8 – “Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.”

Romanos 6:12 – “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;”

Isaías 28:1 – “AI da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho.”

Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas, casas de massagem, festas de bebedeiras e orgias, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra ela? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?

Desculpem-me, mas o título "Carnaval de Jesus" - utilizado como propaganda de retiros e encontros católicos por ocasião dos feriados pela folia carnavalesca - é absolutamente inaceitável. O Carnaval é, no conceito e experiência de domínio público, uma festa pagã em que prevalecem os desmandos morais, sexo sujo, drogas, bebedeira, perversões de toda a espécie. 

É, ao menos uma incoerência, para não dizer uma clamorosa blasfêmia, querer "canonizar" o termo conhecidamente devasso, anexando-lhe o Santíssimo nome de Jesus, Nosso Senhor - Nome a cuja pronúncia devem dobrar-se os joelhos, no céu, na terra e até nos infernos, como ensina São Paulo na Carta aos Filipenses, 2:10.

Ao tratarmos com práticas pagãs, é preciso agir com a maior prudência, mesmo que o propósito seja o de evangelizar e, especialmente, de trabalhar pela conversão dos pecadores.
Absurdo como o dessa união de termos - "Carnaval de Jesus" pode dar ensejo a que, com idéia tão infeliz como essa, se pense em criar um retiro com o título "Boca de Fumo de Jesus" para promover a conversão de viciados em drogas!!!

Por amor de Jesus, peçam ao Divino Espírito Santo que preserve vocês de "casamentos" descabidos com esses, tentando reunir palavras inteiramente incompatíveis, porque, como ensinam os bons gramáticos - toda palavra tem forma e conteúdo, significado! E o significado é o mais importante em uma palavra, especialmente nas que são usadas para transmitir o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Durante a história de Israel (o primeiro povo a quem Deus se revelou, fazendo uma aliança com os patriarcas da nação), muitas vezes esse povo misturava suas crenças com as dos outros povos que não temiam a Deus, e em vez de escolhas, faziam misturas. Ainda hoje isto acontece muito; em vez de escolherem entre Deus e o pecado, as pessoas tentam misturar os dois e ficar com um pouco de cada.

Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: "O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

No carnaval, depois de vários dias de festa, imoralidade, bebedeira, drogas e tantas outras coisas nocivas ao ser humano, a religião ainda sustenta que tudo deve terminar numa quarta-feira de cinzas e "arrependimento"! 

Planeja-se o pecado e seu posterior arrependimento antes de tudo acontecer. Isto é uma forma de não ter que escolher, mas poder misturar as duas coisas... Só que o detalhe é que Deus não aceita isto. Nunca aceitou e jamais aceitará! Cada vez que isto aconteceu com o seu povo, o Senhor exigiu uma postura, uma decisão. Quero mostrar isto em dois textos que refletem esta exigência em duas ocasiões distintas:  

"Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR." (Josué 24:14-15).

"Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu." (I Reis 18:21).

Há um texto de Malaquias (2:3) que diz: "Eis que (...) espalharei esterco sobre o vosso rosto, o esterco das vossas festas; e com ele sereis tirados". Esse texto pode ser aplicado às festas pagãs que hoje se vêem no Brasil e outros países, a maioria com raízes no catolicismo romano.

"E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas" - Apocalipse 18:4.

"Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei" - II Coríntios 6:17.
Perdão, mas a crítica é feita com todo o amor, com toda a caridade e para vossa salvação.

Quando o imperador Constantino I (280-337dC) proclamou-se cristão, designou bispos e pastores para elevados cargos públicos. A Igreja dantes perseguida, agora apoiada pelo imperador, foi levando sua religião aos povos e nações dominados por Roma. Mas, nesse processo de evangelismo imposto sem preocupação doutrinária, absorveu muito da idolatria, dos mitos e das festas pagãs daquelas gentes. Desse modo é que o calendário cristão foi sendo infestado pelos eventos, costumes e festas e dos rituais da mitologia pagã.

Dessa mixórdia originou-se o sincretismo religioso em que se emaranharam deuses do paganismo e do fetichismo, com supostos "santos" do catolicismo romano. Até os dicionários, enciclopédias e revistas seculares denunciam essa lamentável ocorrência de cerimônias pseudo-cristãs, que desfiguram e aviltam o cristianismo num culto politeísta e mitológico.

O carnaval é um exemplo de festa pagã encetada pelo romanismo. No mundo cristão medieval, o carnaval era o período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no Dia de Reis (Epifânia) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos costumes pagãos, como as festas dionisíacas, as saturnais, as lupercais e se caracterizava pela alegria desabrida, pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas.

Segundo o escritor Reginaldo Prandi, especialista em sociologia das religiões, no Brasil o sincretismo se formou no século 19, quando os escravos deixaram o confinamento das senzalas e passaram a viver nas cidades. "Eles já haviam experimentado uma assimilação intensa do catolicismo e começaram então a reconstruir suas religiões". Nas tradições africanas, divindades conhecidas como orixás governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo romano popular, os santos também tinham esse poder. "Iansã protege contra raios e relâmpagos e Santa Bárbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento", explica Prandi.

Cultuados nas duas mais populares religiões afro-brasileiras (a umbanda e o candomblé), cada orixá corresponde a um santo católico. Ocorrem variações regionais. Um exemplo é Oxóssi, que é sincretizado na Bahia como São Jorge, mas no Rio de Janeiro representa São Sebastião. A umbanda é a mais sincrética das religiões afro-brasileiras, tendo acentuado seu lado acidental com o kardecismo. Sua tendência mais recente é a incorporação dos elementos mágicos da chamada Nova Era.

"Não é a toa que no maior país católico do mundo, a passagem do ano é uma festa profana, com brasileiros de todas as origens sociais vestidos de branco, fazendo suas oferendas a Iemanjá", afirma o sociólogo Antônio Flávio Pierucci.

As festas juninas são outro exemplo. Tratam-se de comemorações populares de espírito lúdico, tendo boa parte delas origem religiosa, tanto do catolicismo romano quanto de cultos africanos, como se vê no caso do Afoxé e de Bumba-meu-boi. Tradicionalmente, as festas iniciam-se a 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio e vão até o final do mês, quando, no dia 29, se comemora o Dia de São Pedro. Nessas festas há fogueiras, danças de quadrilha, fogos de artifício e comidas típicas, e são freqüentes os casos de embriaguez, brigas e assassinatos.

Tais festas lembram uma outra. Jerusalém estava iluminada por fogueiras, conta-nos Flávio Josefo, quando houve a festa pelo aniversário de Herodes. O povo festejava na rua com banquetes, danças e bebidas. No palácio, em meio ao banquete oferecido aos oficiais e nobres da Galácia, Salomé, enteada de Herodes, dançava ante seus olhares incestuosos. Num acesso concupiscente de liberalidade, o rei ofereceu-lhe até a metade do seu reino. Salomé, talvez ainda uma adolescente, corre para sua mãe e pergunta-lhe o que deve pedir. Herodíades, para vingar-se de João Batista, que reprovava sua vida de adultério com o seu cunhado, manda que ela peça a cabeça do profeta num prato.

Assim morreu aquele de quem Jesus falou: "João batista jejua e não bebe vinho", Lucas 7.33. Morreu, em conseqüência de festejos com danças, comilanças, bebedeiras e fogueiras. E é assim que comemoram o São João: Fazendo justamente aquilo que ele reprovava e que lhe causou o cruel martírio.

Igualmente triste é a lembrança de uma fogueira na vida de Pedro. Foi exatamente sob a luz de uma pira que o afoito apóstolo sentiu o olhar penetrante de Jesus e lembrou das palavras "Antes que o galo cante, três vezes me negarás" (Mateus 14.3-12; Marcos 6.17-29 e Mateus 26.69-75).

Satanás escarnece dos crentes e ri dos foliões que induziu a participar e a comemorar as datas dos "santos", fazendo exatamente aquilo que lhes causou sofrimento e morte.

É lamentável que cristãos ditos evangélicos tomem parte nesses festejos pagãos em honra a Momo e a Baco, deus do vinho, ou fantasiem seus filhos para a "simples festinha folclórica", entregando-os de bandeja nas mãos de Satanás, que aproveita a excelente oportunidade para afastá-los da igreja e do Evangelho, talvez por toda a vida.

No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo, imoralidade, promiscuidade sexual e bebedeira.

Como cristãos não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus (Romanos 8:5-8 e I Cor. 6:20).

Por isto, a nós cabe, o grande desafio como Igreja do Senhor Jesus Cristo, nos posicionarmos em oração e jejum, anulando essa força no mundo espiritual e não nos conformando com tais manifestações em nossas cidades, estados e nação, pois feliz é a nação, cujo Deus é o Senhor. 

 Nós, Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a falsos deuses, patronos das orgias, das bebedices, dos desvarios e dos excessos, na verdade demônios. Pense nisso.

Veja que você pode fazer:  1) Se arrependa de seus pecados; 2) Confessa-os ao Senhor Jesus Cristo (única e diretamente); 3) Peça que Jesus faça morada em sua vida; 4) Ande em novidade de vida.

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