CARNAVAL – CARNE PARA BAAL - PARTE 5

 

As comemorações de Carnaval são anteriores ao surgimento do samba. Nos primórdios, o carnaval era dançando a moda européia, com músicas como a polca. Os participantes desfilavam ao som de óperas como Aída. No início do século, os desfiles se davam ao som de marchas-rancho. Nos bailes, podia-se ouvir valsas, marchas militares e xotes.

A origem do samba está nas danças e ritmos praticados pelos escravos africanos. Afirma-se que a palavra vem de semba, que significa umbigada em dialeto africano. 

O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos e timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.

A festa começa na sexta-feira, quando o Rei Momo recebe, em praça pública, as chaves simbólicas da cidade, depois de desfilar, em carro aberto, com a rainha e princesas, pelas ruas centrais da cidade. A ordem de "alegria geral" do Rei é cumprida literalmente.

Esse ato é tradição da Roma pagã, onde a inversão de papéis sociais marcava o carnaval desde o Império Romano. Dionísio, deus do vinho, por exemplo, era festejado por gregos e romanos. Conhecido como Baco entre os romanos, ele servia de inspiração à farra desmesurada e ao erotismo do período momesco. Aliás, você já se perguntou por que o carnaval ganhou esse nome gozado? Gozado mesmo. Momo era o símbolo da irreverência e do delírio.

Na Roma Antiga, todos os anos, havia enormes festejos em honra ao deus do tempo, Saturno. Eram as saturnais, que envolviam pessoas de todas as classes, da nobreza aos escravos. Nessa ocasião, um soldado era coroado Rei Momo. Por dias a fio, ofereciam-lhe banquetes, bebidas, diversões a toda prova. Mas a alegria durava pouco... Ao final da festa, ele era brutalmente sacrificado. Era a "quarta-feira de cinzas" do Império Romano, a ruptura que marcava o retorno à rotina e aos papéis sociais de origem.

Confira o Samba enredo da Escola de Samba: Camisa Verde e Branco (de São Paulo) para o Carnaval 2006 - "Das vinhas aos vinhos - Do profano ao sagrado, uma viagem ao mundo do prazer com o néctar dos deuses" (http://noticias.uol.com.br/carnaval/2006/sp/esc_camisaverdeebranco.jhtm):

Revivendo a história...

Das vinhas ao vinho, viagem ao prazer
Na Grécia a um cortejo apresentou
Mostrou magia, por onde passou
Deus Dionísio propagou, a vinicultura
Turcos, fenícios e as civilizações
Do fruto extraíram a bebida
Presente nas festas dos reis
Profano em sua monarquia
E a religião o consagrou
Da água para o vinho, a transmutação
Grande aliança entre os irmãos
Caminho de paz e da união

Tomai, eis o meu sangue sagrado
Bebei, pra remissão dos pecados
A benção do eterno salvador
A esperança de viver com mais amor

Néctar dos Deuses, seu sabor, vou desvendar...
Da Europa ao Brasil
Na trajetória das mudanças ao plantio
Volto as Quintas no horizonte
Sigo os passos do imigrante
Pioneiro lá do Sul
Pra comemorar...
Seja do “Porto”, espumante ou rosê
A Barra funda ergue a taça...
E brinda ao Ano Novo com você!

Sou Verde e Branco... Eu sou
Semente da Raiz
Celeiro do samba... Berço de bamba
Meu cantar é mais feliz...”


Vejamos ainda a poesia de Ligia Tomarchio:


"Carnaval de idéias
místicas tradições culturais remotas
carrosséis turbinados tecnológicos
nada lembra o passado.

História perdida no baú do esquecimento
passistas, porta-bandeiras, baianas,
baterias, alas de frente,
desfilam a falta da tradição perdida.

Sem mérito, moral, todos pagãos
reinventam a grande festa afro-brasileira
visitada por vários mundos distantes
fascinados pela sensualidade tropical.

Exibem aos forasteiros alucinados
estridentes sons e gestos sensuais
fantasias de anjos, deuses, animais
versejam cantos exóticos
perseveram no seu intento de entreter.

Um povo carente de educação e cultura
onde a fome, o tráfico e a impunidade imperam
financiados pelos donos do Brasil
expõem seus destaques seminus.

Sobre alegorias flutuantes milionárias
frenéticos corpos sedentos de sexo
dançam, rebolam, estrebucham
com a ausência de justiça social e igualdade de direitos.

Revolta minha envolta de espanto
vendo tanta dor e miséria periférica
vejo apenas mascarados qual bandidos
ladrões da dignidade e da poesia.

Com trabalho o ano inteiro
muitos sobrevivem da festividade pagã.
Pessoas religiosas, famílias unidas
na costura desses fardos da sociedade decadente.

Reflexos podem ser vistos
nos periódicos jornalísticos
do exibicionismo pernicioso
das rainhas e reis do Carnaval.

Súditos encharcados e bêbados
acometidos de loucura oportunista
digladiam-se por uma chance
de ao menos por alguns instantes
participarem de blocos fantasiados de alegria.

Sentem-se assim, menos miseráveis
e até cidadãos da pátria mãe gentil
entregue aos estrangeiros da guerra.

Pactuar com essa Babel
retroceder às medievais barbáries
não fará de mim alguém mais feliz...

Apenas uma brasileira envergonhada
pelas injustiças da pirâmide social
onde todos desmoronam
a cada quarta-feira de cinzas..."

Recapitulando, vemos à seguir um quadro cronológico:

  4.000 a.C.
Festas agrárias realizadas no antigo Egito em devoção a Osíris
2.000 a.C.
Surgimento do Deus Campestre Dioniso, na Trácia.
605 a 527 a.C.
Oficialização do culto a Dioniso na Grécia, durante o reinado de Pisistrato em Atenas, com bacanais e vinho.
século V a.C.
Referências de cultos semelhantes ao de Dioniso entre os Hebreus, a Festa das Sáceas; entre os Babilónios, a festa da Deusa Herta
443 a 429 a.C.
Reinado de Péricles. A cidade de Atenas se projeta como um grande centro de arte. Início da repressão ao culto a Dioniso na Grécia. Referências de cultos semelhantes ao de Dioniso no Egito, a festa da Deusa Ísis e do Touro Apís; entre os Hebreus, a Festa das Sáceas; entre os Babilônios, a festa da Deusa Herta.
186 a.C.
O Senado Romano reprime os bacanais, festas em homenagem a Baco, o Dionísio dos Romanos, pois geram desordens e escândalos.
325 d.C.
O Concílio de Niceia institui forma de cálculo da data da Páscoa, determinando que a Quaresma se inicia 40 dias antes. A marcação das datas do carnaval obedecem as regras que determinam a Páscoa dos católicos, por isso, são também móveis variando de 05 de fevereiro ao 03 de março (a Páscoa dos católicos não pode ter data fixa, para não coincidir com a Páscoa dos judeus que é fixa, a 15 de Nissam).
A Igreja Católica, ao constatar a ineficiência das proibições dos festejos, ditos pagãos, arraigados no inconsciente coletivo dos povos, tratou de adaptar ao calendário Eclesiástico as festas consideradas profanas, mas não totalmente desligadas da religião. Esse foi um dos assuntos exaustivamente debatidos no I Concílio de Nicéia, em 325 d.C.. Foram então, permitidas comemorações libertas de orgias e permissividades, na hipotética data do nascimento de Cristo, dia 25 de dezembro, época aproximada das festa greco-romanas. Permitiam-se celebrações que passando pela entrada do Ano Novo terminava na Epifania, dia 06 de Janeiro (Dia de Reis). A intenção da igreja era “cristianizar” as festas pagãs realizadas em dezembro (solistício do inverno, entre elas, a festa mitraica que celebrava o Natalis Invictis Solis da religião Persa, que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos da Era Cristã, bem como as Saturnálias de Roma e os cultos solares entre os Celtas e os Germânicos).
590
O Papa Gregório I, cria a expressão “dominica ad carne levandas”, sucessivamente abreviada até a palavra Carnaval.
Idade Média
Os franceses comemoravam o Carnaval com sexo e vinho. Em Itália fazem-se cortejos e as pessoas divertem-se com batalhas de água, ovos, etc. A Europa divide-se em países que encaram o Carnaval como celebração religiosa e países em que o Carnaval é a festa da gula, do vinho, da música e do sexo
1420
Ocorreu o primeiro carnaval veneziano para comemorar a vitória de Veneza sobre Aquiléia: a realização de um desfile satirizando os derrotados. 
1464
O Papa Paulo II incentiva o Carnaval de Veneza na sua vertente religiosa, mas o Carnaval continua a ser visto como um período de permissividade associado ao uso das máscaras transformadoras, alegorias e fantasias.
1500
Em 1500, a maioria dos párocos eram homens com nível social e cultural semelhantes aos de seus paroquianos. Os reformadores não estavam satisfeitos com a situação e exigiram um Clero culto. Em áreas protestantes os Cléricos tendiam a ser indivíduos com grau universitário e nas áreas católicas, depois do Concílio de Trento, os padres começaram a ser formados nos Seminários.
1545
No Concílio de Trento, o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua importante, não devendo ser hostilizado pelo Clero. Hélio Damante em “Secularização do Carnaval”, cultura nº 172, 1980, página  6 e 7, a respeito do assunto diz: “ainda após Trento a igreja considerava o carnaval pecaminoso somente em círculos restritos, como a  Corte francesa de antes da revolução, onde os bailes de máscaras se transformavam em bacanais, exatamente como na antiga Roma decadente. Não entre o comum do povo entregue a ingênuos folguedos, bailados, banhos de cheiros, revelando o vigoroso e sadio espirito de festa, aculminar nos cortejos (desfiles) expressando não só o pitoresco, mas freqüentemente a crítica aos costumes e  aos poderosos”.
1549
Ocorreu a primeira procissão brasileira de Corpus Christi quando o primeiro governador-geral, Tomé de Souza, fundou a cidade de Salvador (BA).
1582
O Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval.
1711
Início das festas de coroação dos Rei e Rainha do Congo.
1723
Portugueses introduzem celebrações do Entrudo no Brasil proveniente das ilhas portuguesas da Madeira, Açores e Cabo Verde.
1785
É realizado em Lisboa o primeiro baile de máscaras à moda francesa, para festejar o casamento do filho do rei, mais tarde D. João VI e Carlota Joaquina.
1800
Data deste ano o início da procissão dos ossos, um dos mais antigos cortejos religiosos. A procissão dos ossos deixou de se realizar após 1850, quando o Imperador daí em diante passou a indultar os condes condenados à última pena.
1832
Na Alemanha, às margens do Reno, foi coroado o primeiro rei da folia.
1840
Os primeiros bailes de Carnaval surgiram por volta de 1840 e eram animados por canções portuguesas, sobretudo as quadrilhas e as chamadas chanças lusitanas. Seguiram-se a polca e os ritmos do carnaval italiano.
No Brasil, surgiram os bailes de carnaval, no Hotel Itália, no Rio, ao som de valsas, quadrilhas e habaneras, inspirados nos grandes bailes de máscaras realizados na Europa.
1848
No Brasil, o sapateiro português José Nogueira de Azevedo Prates, o Zé Pereira, saiu por aí tocando bumbo. Deu origem aos primeiros blocos de rua.
1850
No Brasil, o Carnaval foi para as ruas.
1855
No Brasil, surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos.
1857
Em Nova Orleans aconteceu o primeiro carnaval norte-americano, o Mardi Grass. O Mardi Grass que significa terça gorda, se iniciou quando negociantes fundaram o clube “The Mystick Krewe of Comus” e fizeram um desfile com monumentais carros alegóricos, tendo à frente negros com archotes (na terça-feira de carnaval).
Durante o Mardi Grass, mais de 50 agremiações desfilam pelas ruas da cidade, os bares ficam o tempo todo abertos, e são tomados por multidões com os mais exóticos trajes, que bebem e saem as ruas fazendo a maior algazarra nas passagens das agremiações. O ponto de encontro do carnaval negro é a Av. Clair Borne, onde se espalham as mais exóticas tribos, com elaboradas e esquisitas fantasia. O monarca da festa é o Rei ZULÚ. Há uma mistura de ritmos de origem negra.
1866
No Brasil, os cordões começaram com as sociedades carnavalescas.
1870
No Brasil, foi criado o Maxixe, um tipo de música tipicamente brasileira e específica para o Carnaval.
1873
Ocorrem os primeiros desfiles alegóricos de Viareggio, na Região Toscana, transformando-se, com o correr do tempo, no maior centro carnavalesco da Itália, atraindo uma multidão de turistas para ver os desfiles de bonecos gigantescos.
1882
Surge em Nice, O corso que é formado por um grande cortejo, onde se destacam o Rei Momo e seu grupo de cortesões acompanhando de um séquito de 5 mil crianças, 20 carros alegóricos e 800 máscaras gigantescas representando personagens conhecidos da cidade. No último dia de carnaval acontece o cortejo de incinerações. As máscaras e bonecos são queimados na praia e há um espetáculo de fogos de artifício, marcando o fim das festividades. Na avenida Atlântica de Nice, na Promenade de Anglais, são organizadas as famosas batalhas das flores,  compostas pelo cortejo de inúmeros carros alegóricos, cheios de bonitas garotas, entre elas a rainha do carnaval, que passam jogando milhares de buquês de flores para o público. Cerca de 10 toneladas de flores são distribuídas pela prefeitura. O carnaval de Nice tem um calendário dilatado, de 15 de fevereiro a 4 de março.
1884
A Sra. da Conceição Aparecida passou a usar, oficialmente, a coroa ofertada em 1884 pela Princesa Isabel, bem como o manto azul-marinho.
1885
Nasce o primeiro afoxé. Era o Embaixada Africana, que desfilou com roupas e adornos importados na África. Os afoxés são sociedades carnavalescas fundadas por negros, na Bahia, inspiradas nas tradições africanas.
Os grupos de afoxé são manifestações artísticas de grande valor na cultura baiana, ligadas diretamente aos cultos afro-brasileiros, especialmente aos antigos atos de devoção às divindades do candomblé.
Apesar das mudanças socioculturais, os grupos de afoxé mantêm vários traços característicos da cultura africana: entoam cantos em dialetos africanos, usam instrumentos de percussão como atabaques e agogôs, além das cores e símbolos ligados às tradições dos cultos africanos. Um dos afoxés mais conhecidos, citado pelos compositores baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil em algumas de suas canções, é o Filhos de Gandhi.
1889
Os primeiros blocos foram licenciados pela polícia no Rio. Os integrantes fantasiados percorriam as ruas ao som de instrumentos de percussão.
Surge a Sociedade Carnavalesca Triunfo das Concubinas, o primeiro cordão organizado da Cidade.
A compositora Chiquinha Gonzaga compõe O ABRE-ALAS, considerada primeira música de Carnaval.
1895
Na Bahia nascia o primeiro afoxé: estava inventada a batucada.
1904
Oficializado o nome Tenentes do Diabo para os Zuavos.
1906
O lança-perfume, com perfume e cloreto de etila, começou a ser trazido da França.
1907
Surgiu o Corso, um desfile de automóveis que se constituiu em uma das principais atrações do carnaval carioca durante as primeiras décadas do século XX.
1908
Os filmes eram mudos. A sonorização era feita na hora por cantores e músicos atrás das telas. Os filmes eram exibidos imediatamente após o carnaval, na quarta feira de cinzas.
Cinemas Documentais: O corso em Botafogo, o Corpo de Carruagens, o Corso de 19 de Fevereiro, o Préstito do Clube Democráticos, os Capadócios da Cidade Nova - filmes  mudos.
1909
Filmes mudos: ficção Carnavalesca de Antônio Serra e Pega na Chaleira.
1910
Filme mudo: O Rio Por um Óculos.
1911
Filme mudo: O Cordão.
1919
Filmes mudos: Pierrôs e colombinas e Amor e Boêmia.
Com o fim da guerra, os filmes americanos entram no mercado nacional.
1925
Realiza-se o primeiro concurso de sambas e marchinhas no Teatro São Pedro.
1928
Foi fundada a  primeira Escola de Samba no Brasil, no bairro do Estácio, pelo sambista Ismael Silva, era a Deixa Falar.
As escolas de samba estrearam no Rio de Janeiro e, com o tempo, adquiriram estrutura e orientação empresariais, reunindo até 15.000 integrantes. Hoje, elas comercializam apresentações, direitos autorais e de imagem, sob o patrocínio do Estado e de banqueiros do jogo do bicho.
1929
A Sra. da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI.
1932
Ocorreu o primeiro desfile, ainda extra-oficial, da Deixa Falar.
O termo “escola de samba” surgiu no século XIX, mas foi definitivamente adotado nos anos 30, desde que o bloco Deixa Falar (a primeira de todas) passou a fazer ensaios à porta da antiga Escola Normal.
Da procissão brasileira de Corpus Christi surgiu a ala das baianas escravas enfeitadas, obrigatória nas escolas de samba.
1933
O Rei Momo foi instituído pelo jornal carioca “A Noite” como símbolo do Carnaval. O primeiro Rei Momo foi o compositor Silvio Caldas.
Primeiro filme nacional falado - O Carnaval de 1933.
Outro filme - A voz do Carnaval, produção da Cinédia, direção de Ademar Gonzaga e Humberto Mauro, argumento Joraci Camargo.
Carmem Miranda aparece pela primeira vez na tela.
1935
Os desfiles das escolas de samba foram legalizados pela Prefeitura do Distrito Federal.
Ocorreu o primeiro desfile oficial da Deixa Falar na Praça Onze de Junho, ponto tradicional de concentração de blocos e cordões.
Alô, Alô Brasil, primeiro filme pré-carnavalesco - Cinédia.
1937
Houve o primeiro desfile, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro igualitária dos carnavais.
1946
Filme: Caídos do Céu - Cinédia.
1949
Primeira transmissão do Carnaval pela Rádio Continental com Paulo Palut, Afonso Soares, Cid Ribeiro e Jorge Sampaio.
1950
O primeiro trio elétrico saiu às ruas. Era um calhambeque Ford T1929, equipado por dois alto-falantes. O dono do carro, Osmar Macedo, e seu amigo, Adolfo do Nascimento, tocavam frevos de Pernambuco com guitarra, baixo e bateria.
Circulando pelas ruas, juntavam pessoas que seguiam o percurso cantando e dançando. No ano seguinte, o velho carro foi substituído por uma caminhonete e denominado Trio Elétrico Dodô e Osmar, que passou a ter como patrocinador a fábrica de refrigerantes Fratelli Vita. O patrocínio possibilitou-lhes a compra de um caminhão. O equipamento de som aumentou, assim como o número de músicos.
1954
A prefeitura do Rio de Janeiro convidou astros e estrelas de Hollywood para a festa e com isso atraiu para o desfile milhares de turistas. A partir de então, a TV, interessada na transmissão dos desfiles, teve um papel fundamental na modificação das relações entre a sociedade e o samba.
1960
O lança-perfume foi proibido porque a substância era aspirada como uma droga.
1963
Foram construídas as primeiras arquibancadas, cujos lugares foram vendidos ao público, na Av. Presidente Vargas.
1965
Como nas bandas, não existia uniforme ou regulamento, cada um ia como podia ou queria, assim, em Ipanema, no Rio de Janeiro surgiu a primeira banda organizada.
1966
Filme: Rio 40 graus.
1981
Torna-se obrigatória a presença de uma ala de crianças nos desfiles das Escolas de Samba.
1984
Construção do Sambódromo - Passarela do Samba.
A primeira Escola a desfilar na Passarela do Samba foi a Império do Marangá. Leandro Miguel da Silva, de 6 anos foi o primeiro sambista a pisar o asfalto do Sambódromo, em 02/03.
A Conferência Nacional dos Bispos [Católicos] do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional, o maior Santuário Mariano do mundo.
1994
Inauguração do Terreirão do Samba na Praça Onze - Rio de Janeiro - RJ, em 20/01.
Achado o corpo de Mestrinho, assassinado dias atrás. Mestrinho foi parceiro de Didi, em 18/04.
Assinado o tombamento da Passarela do Samba, em 09/06.


 Continua...

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