O SENHOR DOS ANÉIS - PAGANISMO, CRISTIANISMO OU CRISTIANISMO SICRETIZADO

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Os pagãos amam O Senhor dos Anéis, enquanto alguns cristãos o defendem, como os autores do livro publicado pela editora Bompastor, Encontrando Deus em "O Senhor dos Anéis". De acordo com 2 Coríntios 6:14-18, o sincretismo a verdade bíblica com o paganismo é aceitável diante de Deus?

Resumo da Notícia: "'Senhor' Concorre ao Oscar", MSN Guide To The Academy Awards, em 24/3/2002:
"Majestoso, majestoso: não foi exatamente um marco, mas O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel superou a todos, registrando treze indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. O épico de Peter Jackson, baseado em J. R. R. Tolkien, também obteve diversas indicações técnicas e de Melhor Ator Coadjuvante para Ian McKellen, perdendo apenas para o marco de catorze indicações recebidas por Titanic e All About Eve."
Resumo da Notícia: "Os Bastardos Chegaram", Fã Clube Oficial de Peter Jackson:
"Peter Jackson foi homenageado hoje na Casa do Governo, em Wellington. O diretor de 'O Senhor dos Anéis' foi investido como Companheiro da Ordem de Mérito da Nova Zelândia. Seu sócio, Fran Walsh, que co-produziu o primeiro filme, também foi investido como Membro da Ordem de Mérito da Nova Zelândia. Seguindo o prêmio BAFTA da última semana para Melhor Diretor, Peter Jackson diz que é um verdadeiro privilégio receber ainda mais reconhecimento. Ele também está cotado para Melhor Diretor nos Prêmios da Academia, nos Estados Unidos."
Achamos altamente interessante que a página do Fã Clube Oficial de Peter Jackson associe a trilogia deO Senhor dos Anéis ao termo depreciativo "Os Bastardos". Às vezes, temos de ir ao outro lado de uma questão para obter a figura mais clara do que uma pessoa ou um evento verdadeiramente é. Nesse caso, os neopagãos de hoje não tem nenhuma dificuldade em reconhecer o paganismo verdadeiro de O Senhor dos Anéis. Assim sendo, por que os cristãos neo-evangélicos têm tanta dificuldade em reconhecer a verdade a respeito dessa trilogia?

Toda a história é de um total sincretismo, definido como: "Tendência à unificação de idéias ou de doutrinas diversificadas e, por vezes, até mesmo inconciliáveis; amálgama de doutrinas ou concepções heterogêneas; fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originários" [Novo Dicionário Aurélio]. A Bíblia proíbe totalmente a "unificação" de crenças, métodos, e doutrinas divinas com as de Satanás [2 Coríntios 6:14-17]. Todavia, é exatamente isso o que auto-intitulados líderes cristãos estão fazendo quando insistem que Deus e Jesus Cristo podem ser encontrados nesse enredo dos mais satânicos.

A colunista convidada Berit Kjos explica a Visão de Mundo Sincretista de O Senhor dos Anéis a seguir. Nos locais apropriados, a Cutting Edge intercalou maiores esclarecimentos sobre o assunto.
"A trilogia de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, inspirou mais comentários, criação e seguidores que qualquer outra obra de arte ou de literatura nos tempos modernos. Surpreendentemente, ela também tem sido interpretada — e, portanto, adotada — por aderentes de filosofias radicalmente divergentes, como neopagãos e cristãos evangélicos." [1].

"Ao produzir um mito, praticando a 'mitografia', e povoando o mundo com elfos, dragões e duendes, um contador de histórias... está realmente cumprindo o propósito do Deus, e refletindo um fragmento estraçalhado da verdadeira luz." [2] J. R. R. Tolkien

"...a coisa parece que se escreve sozinha uma vez que eu a inicio...The Letters of J. R. R Tolkien, [As Cartas de J. R. R. Tolkien], pág. 91.

"Harry Potter e Frodo Baggins, o protagonista de Tolkien, logo batalharão não somente contra o mal mas também um contra o outro para conquistar os corações e as mentes de uma geração", escreveu Brian Carney no artigo "Tolkien Põe Anéis em Potter", publicado no Wall Street Journal em dezembro. "Se há alguma justiça no mundo, Frodo deve vencer." [3].
A corrida ainda não acabou. Ambos os estúdios apostam seu sucesso em livros mais vendidos e na ascensão da popularidade do mito, magia e das forças místicas em nosso mundo pós-cristão. O tema e o entusiasmo de Harry Potter são mais simples, mais compreensíveis para a juventude de hoje, orientada para o visual. No entanto, a mitologia sofisticada de Tolkien conquistou um enorme número de fãs nas últimas décadas.

Ambas as histórias envolvem magos, feitiços, criaturas míticas e encantamentos mágicos. Ambas demonstram a batalha entre um mítico "bem" e o mal. Ambas apresentam a luta de um heróico mago "branco" contra o ameaçador ocultismo das trevas.

Entretanto, Harry Potter maneja sua "boa" magia em um ambiente obviamente ocultista sem nenhuma afirmação de simbolismo cristão. Em contraste, Frodo, o herói hobbit de O Senhor dos Anéis, vive em um mundo que supostamente reflete a verdade bíblica e o amor redentor de Cristo. Mas será mesmo?

O sofrimento de Frodo realmente representa o sofrimento de Cristo? O auto-sacrifício do mago Gandalf tipifica a crucificação? Muitos admiradores cristãos argumentam que "sim". Se têm razão, o que essas comparações realmente nos ensinam sobre a verdade e a redenção?

Ou poderia esse "evangelho" popular estar terrivelmente distorcendo a verdade de Deus? Talvez o próprio Tolkien possa nos oferecer algumas respostas.

O homem e sua mensagem. John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973) foi um homem de muitas contradições. Por exemplo:

Em 1969, escreveu uma carta afirmando que "o propósito principal da vida, para qualquer um de nós, é fazer crescer, segundo nossa capacidade, nosso conhecimento de Deus por todos os meios que temos, e sermos movidos por isso aos louvores e graças." [4] No entanto, o foco principal de sua vida foi sua mítica Terra Média, controlada por um "Deus" distante e impessoal, o que pode mais confundir do que esclarecer a natureza do Deus da Bíblia.

Em suas cartas pessoais (muitas estão incluídas em um livro intitulado The Letters of J. R. R. Tolkien[As Cartas de J. R. R. Tolkien]), expressou cautela com relação às práticas ocultistas. No entanto, equipou seu time de heróis míticos — a Sociedade do Anel — com os poderes pagãos que Deus proíbe. Por exemplo, "Gandalf [um mago prestativo] maneja a magia potente... Para batalhar contra os poderes das trevas, Gandalf, o Cinza, pode invocar não somente suas feitiçarias, mas também usar seu bastão de poder e a espada de Elven, Glamdring." [5].

Um católico romano ferrenho, afirmou sua fé no único Deus, que criou o universo. No entanto, seu Deus mítico parou de criar antes de o trabalho ficar pronto, então atribuiu o restante a um grupo de deuses menores ou "subcriadores". Em outras palavras, Tolkien inventou uma hierarquia de deidades que contraria as sábias advertências do Deus bíblico referentes tanto à real quanto à imaginada idolatria. [6].

Você não encontrará esses deuses e espíritos em O Senhor dos Anéis, pois o trabalho criativo deles terminou muito tempo antes de a história corrente começar. No entanto, essa estranha história de criação lançou os fundamentos para todas as outras partes do conto multifacetado de Tolkien. Isto também nos ajuda a compreender os pensamentos do autor e a avaliar a mensagem que divulga por meio de seu mito popular.

O Dr. Ralph C. Wood, professor de Inglês na Universidade Baylor e especialista nas obras de Tolkien, descreveu esses "deuses menores" ou espíritos dominadores. Observe que o Deus reinante parece-se mais como a deidade indiferente do deísmo que o Deus atencioso da Bíblia. Outros "deuses" podem se encaixar direitinho dentro das mitologias nórdica e celta (duas áreas de pesquisa que fascinaram Tolkien):
"No topo está Ilúvatar, o Pai de Todos, correspondendo grosseiramente àquele a quem os cristãos chamam de Deus Pai Onipotente, Criador dos Céus e da Terra. Dele todas coisas procedem, e para ele voltam todas as coisas. Ele é o começo e o fim, aquele que forma todos os eventos para seus próprios propósitos. Ele... raramente intervém em sua criação, preferindo em vez disso trabalhar por intermédio de... quinze seres subordinados...

"Manwë, o Bom e Puro... está mais preocupado com o ar, o vento, as nuvens, e os pássaros que voam. A esposa de Manwë é Varda, a Exaltada. Ela criou as estrelas, estabeleceu os cursos do sol e da lua, e criou a estrela da manhã e da noite Eärendil nos céus. Assim é ela conhecida dos elfos como Elbereth (Estrela-Rainha) e Gilthoniel (Acendedora das Estrelas). Ela ouve os clamores dos homens e dos elfos e vem em sua ajuda e socorro.

"Em seguida vem Melkor ('Aquele que sobe em poder'). Ilúvatar deu a ele maiores poderes e conhecimentos que para qualquer outro Valar... Ele desejou ter seu próprio poder para criar as coisas do nada — dar a elas a existência verdadeira — como tinha o Pai de Todos. Assim, ele buscou no Vazio a Chama Imperecível, perturbando a Música original que Ilúvatar tinha criado para conservar os Corredores Eternos em harmonia...

"Ulmo ('aquele que derrama, ou envia a chuva') é... senhor de águas... habita no Oceano Exterior ou nas águas debaixo da Terra Média, governando o movimento de todos os oceanos e rios. Ulmo se preocupa grandemente com os Filhos de Ilúvatar, aconselhando-os por aparições diretas, por sonhos, ou por meio da música das águas...
"Irmo ("mestre do desejo") é o autor das visões e dos sonhos..." [7].
Juntos, Ilúvatar e os deuses menores sugerem uma mistura não-bíblica de monoteísmo impessoal e politeísmo pessoal, pois somente os deuses menores se envolvem nas vidas das pessoas. Em contraste, a fé cristã baseia-se em uma compreensão clara de Deus como ele se revelou na sua Palavra. Ele somente é Criador e Senhor de tudo, e continua a se envolver na vida do seu povo. Ele não delega esse senhorio para nenhuma outra deidade.
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Logicamente, os mitos e as histórias não podem ser mantidas aferidas com a realidade. Ao contrário da verdade absoluta de Deus, os mitos são mutáveis — um produto da procura subjetiva do homem por significado. Nascidos na imaginação humana e sujeitos aos sonhos humanos, são livres para distorcer e estender qualquer "verdade" que supostamente ilustram. Vemos esse processo nas salas de aula de todo o país, em que os mitos do mundo são alterados de modo a fornecer o tipo "certo" de modelos para a planejada espiritualidade global.

O próprio Tolkien nos assegura que não pretendeu ensinar a realidade bíblica por meio de sua fantasia mítica. Em uma carta de 1956, ele escreveu: "Não há absolutamente nenhuma 'alegoria' — moral, política, ou contemporânea — na obra. É um 'conto de fadas'... [escrito] para adultos." Mais tarde, continuou:
"Esta é, devo dizer, uma mitologia 'monoteísta' mas ' subcriacional'. Não há nenhuma incorporação do Único, de Deus, que assim permanece remoto, fora do Mundo, e somente diretamente acessível ao Valar ou Governantes. Esses tomam o lugar dos 'deuses', mas são espíritos criados..." [8].
Todavia, muitos cristãos insistem que a hierarquia espiritual de Tolkien realmente faz paralelo com o relato bíblico. Mesmo Tolkien, a despeito de suas negativas, compara partes de seu mito com aspectos correspondentes da verdade. Entretanto, as semelhanças óbvias tendem a confundir em vez de esclarecer a verdade bíblica. O mito de Tolkien distorce as Sagradas Escrituras o bastante para mudar seus significados e confundir a verdadeira natureza de Deus. Como a tentação da serpente no jardim, as ilusões de Tolkien sobre a verdade apelam para os sentimentos humanos e podem conduzir ao engano.
Por exemplo, seus elfos e magos — as criaturas capacitadas com habilidades mágicas — desfrutam a certeza da vida eterna incondicional. Mas os seres humanos não. Suas vidas — com raras exceções [9] — precisam terminar com suas mortes físicas.

Em vez da esperança cristã de vida eterna, o mundo de Tolkien oferece reencarnação — mas somente para um grupo selecionado. Essa noção popular contradiz as Escrituras, que dizem "... aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo." [Hebreus 9:27]. Interessado nessa contradição, o gerente de uma livraria católica perguntou a Tolkien se ele poderia ter "ultrapassado a linha em matérias metafísicas". Tolkien escreveu esta resposta:
"'A reencarnação' pode ser má teologia (isso certamente, em vez da metafísica) quando aplicada à humanidade... Mas não vejo como até mesmo no mundo Primário qualquer teólogo ou filósofo, a não ser que muito melhor informado sobre a relação de espírito e corpo que acredito que qualquer um seja, possa negar a possibilidade de reencarnação como um modo de existência, prescrita para certas espécies de criaturas racionais encarnadas." [10].
Visto que Tolkien nega qualquer suposto elo alegórico entre seu mito e a verdade bíblica, não é honesto manter suas histórias relacionadas com essa verdade. Nem é sábio continuar afirmando que elas nos ensinam a verdade de Deus. Aqueles que podiam facilmente ser tentados a baixar sua guarda, põem de lado o discernimento, internalizam as sugestões fascinantes e são atraídos pelas imagens ocultas — o oposto da advertência de Deus em Romanos 12:9: "Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem."

A versão em filme de "O Senhor dos Anéis" idealiza o ocultismo e exalta as práticas pagãs usadas pelos personagens "bons". Como Guerra nas Estrelas, Harry Potter e as culturas pagãs do mundo, seduz seus admiradores em um mundo imaginário que usa a magia branca, ou benevolente, contra a magia negra, ou maligna. Ambos os lados dessa imaginada "batalha entre o bem e o mal" usam práticas ocultistas que Deus proíbe. [Deuteronômio 18:9-12]. Quem quer andar com Deus não pode se deleitar nas coisas que ele chama de malignas.

A Sociedade do Anel. O talento de Tolkien como narrador dá vida a esse mundo mítico. Ele faz sentir as ambições fatais do sequioso de poder Lord Sauron, que serve ao maligno Melkor. Portanto, a magia que evitaríamos no mundo real torna-se uma solução bem-vinda no contexto dessa história:

Um jovem hobbit, Frodo Baggins, herdou o anel de seu tio, Bilbo Baggins. Ao contrário de muitos donos anteriores, Frodo resiste ao impulso de guardar o anel e usar sua magia para propósitos egoístas. Em vez disso, inicia uma difícil viagem para destruir o anel amaldiçoado nos fogos de Monte da Condenação, onde ele foi forjado. No entanto, ele não pode fazer isso sozinho.

Três de seus amigos hobbits leais entram na equipe: Sam, Merry e Pippin. Assim também Aragorn e Boromir (dois seres humanos), Legolas (um elfo) e Gimli (um anão). Com ajuda de três outros elfos poderosos, o mago Gandalf os guia pelo caminho. Tolkien descreve a natureza deste último:
"Gandalf não é certamente um ser humano (homem ou hobbit). Não há naturalmente quaisquer termos modernos precisos para dizer o que ele seria. Eu arriscaria dizer que ele foi um 'anjo' encarnado... com os outros Istari, magos, 'aqueles que sabem', um emissário do Senhor do Ocidente, enviado para a Terra Média quando a grande crise de Sauron surgiu no horizonte. Por 'encarnado' quero dizer que eles foram incorporados em corpos físicos capazes de sentir dor e cansaço..." [11].

"Por que eles deveriam tomar tal forma tem que ver com a 'mitologia' dos Poderes 'angélicos' do mundo dessa fábula. Nesse ponto na história fabulosa, o propósito foi precisamente limitá-los e impedi-los de exibir 'poder' no plano físico, de modo que pudessem fazer aquilo para o que foram primeiramente enviados: treinar, aconselhar, instruir, despertar os corações e as mentes daqueles ameaçados por Sauron a uma resistência com seu próprio vigor... Os magos não ficaram isentos, realmente por serem encarnados, ficaram mais propensos a se desviar, ou errar. Somente Gandalf passou completamente no teste, em um plano moral, pelo menos. Na condição dele, seria um sacrifício perecer na Ponte em defesa de seus companheiros... Gandalf sacrificou a si mesmo, foi aceito, ascendeu e voltou." [11].

"Gandalf realmente 'morreu' e foi transformado... 'Sou Gandalf, o Branco, aquele que voltou da morte'." [12].
Esse "anjo" encarnado não pertenceria às hostes dos anjos bíblicos. No entanto, ele se encaixa bem na hierarquia de "devas" ou "anjos" e mestres elevados no elaborado sistema espiritual chamado Teosofia, ou "Sabedoria Antiga". Fundado pela senhora Helena Petrovna Blavatsky, essa mistura esotérica de hinduísmo e ocultismo ocidental recebeu suas doutrinas dos "mestres elevados", ou espíritos-guia, como Dwhal Khul, que canalizaram suas mensagens por meio da médium Alice Bailey.
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Fascinação pela Atlântida. A lendária Atlântida teve uma parte importante na cosmovisão teosófica — exatamente como na grande mitologia de Tolkien. Em A Doutrina Secreta, escrita para a Sociedade Teosófica, Helena Blavatsky fala sobre os "espíritos reveladores do Oriente", que trouxeram compreensão sobre a Atlântida e descreveram seu povo como uma de sete raças "raízes" da humanidade.

Incontáveis líderes e místicos, autores e psicógrafos sonham com a Atlântida. Eles incluem o "profeta adormecido" Edgar Cayce (que a vinculou com a "terra Maia"), Rudolph Steiner (fundador da Escola Waldorf) e a dra. Shirley McCune, oradora principal na Conferência do Governador Sobre Educação no Kansas, em 1989. Em seu livro The Light Shall Set You Free (baseado em mensagens canalizadas de vários seres angelicais ou mestres elevados), ela escreveu:
"Os atlantes operavam neste nível superior de existência, conectados ao seu Eu Superior. Com a queda da Atlântida, a humanidade experimentou uma luta pela sobrevivência e ficou atenta ao eu inferior, dominado pela vontade do ego. Agora, após milhares de anos de evolução, a maioria das pessoas esqueceu... como se conectar com as dimensões mais elevadas..." [13].
Tolkien pinta um quadro similar da Atlântida. Ele coloca a lenda na Primeira Era de sua história mítica. A destruição da Atlântida ocorreu na Segunda Era. O Senhor dos Anéis ocorre na Terceira Era. Mas elas todas se encaixam uma com a outra:
"O 'mito' particular que está por trás desse conto... é a Súbita Ruína de Numenor: uma variedade especial da tradição da Atlântida. Isso me parece tão fundamental na 'história mítica' — se tem ou não qualquer tipo de base na história real... que alguma versão dela teria de entrar..." [14].

"Numenor é minha alteração pessoal do mito e/ou da tradição da Atlântida, e a acomodação dela na minha mitologia geral. De todas as imagens míticas ou 'arquetípicas' essa é a mais profundamente assentada na minha imaginação, e por muitos anos tive um sonho recorrente da Atlântida: a onda gigantesca e da qual não se podia escapar avançando do oceano e cobrindo a terra, às vezes escura, às vezes iluminada pelo sol e verde." [15].

"Numenor", explicou Tolkien em uma carta anterior, "tomba e desaparece para sempre com toda a sua glória no abismo. Conseqüentemente, não há habitação visível do divino ou imortal na terra... Assim, o fim da Segunda Era leva a uma catástrofe maior..." [16].
Mito e inspiração. Em "O Senhor dos Anéis: Mitologia Verdadeira", uma introdução a uma série de artigos sobre Tolkien, Leadership U [patrocinada pela Christian Leadership Ministries (Ministérios de Liderança Cristã)] observa que "Muitos críticos zombaram da trilogia como mero escapismo, mas Tolkien a viu como realidade descoberta, que sua fabricação de um mito foi uma tentativa de descobrir o que é real da forma mais clara possível: 'mito verdadeiro'." [17].

A realidade mítica de Tolkien soa um tanto como um oximoro. Mito, por definição, implica em alguma coisa que não é a realidade. O próprio Tolkien nega o elo entre seu mito e a verdade de Deus. Todavia, esse vínculo resiste em muitas mentes contemporâneas — especialmente entre aqueles que gostam da história. Mas pode isso representar a realidade bíblica?

Leadership U continua: "O imaginário bíblico, muitos alegam, é abundante nos contos — que realmente não contêm nenhuma menção explícita a Deus, Cristo ou adoração. Essa aparente ambigüidade deixa muito espaço para os neopagãos e outros apontarem a abundância de deuses, espíritos, fadas e outros personagens míticos e pagãos no texto." [17].

A cultura de hoje está bem acostumada com a ambigüidade. Vemos isso nos anúncios, na propaganda política, nas novas leis que estão sendo aprovadas... Promessas grandiosas estão "em alta"; termos definidos estão "por fora". Estes últimos esclarecem e permitem escolhas racionais em vez da conformidade do "sentir-se bem".

Para ver algo da ambigüidade de Tolkien, alguém poderia olhar para suas fontes de inspiração. Uma vez mais, o estudioso de Tolkien, o professor Wood, pode nos ajudar. Em sua análise de A Question of Time: J. R. R. Tolkien's Road to Faërie, de Verlyn Flieger, ele reconhece que Tolkien foi influenciado pelos românticos do século XIX, como George MacDonald, "visto que seu amigo e companheiro literário C. S. Lewis também foi decisivamente influenciado por eles". Ele continua:
"O que vem como um choque genuíno é a notícia que a mente e o trabalho de Tolkien foram marcados pelas viagens de sonhos fictícios de George Du Maurier, pelas experiências psíquicas de Charlotte Moberly e de Eleanor Jourdain, pelas fantasias de viagem no tempo de H. G. Wells...

"Flieger mostra-nos um Tolkien mais tenebroso e menos alegre do que muitos de seus apologistas cristãos reconhecem. Aqui outra vez ela tem razão: Tolkien foi um homem cuja fé era coberta por sombras e dúvidas... No entanto, se o mérito de um estudo crítico se assenta em sua análise esclarecedora da obra principal de um autor, então o livro de Flieger deve ser falho, apesar de merecer elogios. Ela deixa de esclarecer 'O Senhor dos Anéis' o tanto quanto explica duas obras menores que interessam a poucas pessoas além de arquivistas Tolkienianos... E, como ela encontra Tolkien expressando noções de reencarnação, de viagem física no tempo e de experiências ocultistas nesses pontos particulares em sua ficção, assume que essas noções estejam em ação em toda parte da sua obra."

"Flieger tem razão em argumentar que Tolkien compartilhou sua crítica neognóstica do materialismo decadente e violento de nosso século. No entanto, deixa de ver que Tolkien também resiste ao que é espúrio na tentativa de ter Deus sem encarnação, ou cruz ou ressurreição — em resumo, ter Deus sem Deus..." [18].
Sim e não. Neste ponto, reina a ambigüidade. O mundo mítico de Tolkien realmente inclui um "Deus sem Deus". Um Deus está lá, mas não a cruz ou a ressurreição. Os cristãos, como os pagãos, podem interpretá-lo de qualquer forma que melhor se encaixe em sua cosmovisão ou satisfaça sua luxúria por vôos imaginários dentro dos domínios ocultistas da magia e do misticismo.

Terry Donaldson, fundador e diretor do Centro de Treinamento em Tarô, em Londres, faz esse vôo imaginário parecer fácil. Já imerso nas práticas ocultistas, ele embalou sua interpretação do mito de Tolkien em uma caixa de presente atraente. O título revela a natureza: "O Oráculo do Senhor dos Anéis: Um Pacote Místico com Cartas, Mapa, e Anel para Adivinhação e Revelação da Terra Média". A contracapa explica:
"O reino da Terra Média está dentro de cada um de nós. Portanto, lance o anel de ouro sobre o mapa, e preveja o futuro por meio das cartas. O Oráculo do Senhor dos Anéis é um novo e extraordinário sistema divinatório baseado no bestseller 'O Senhor dos Anéis'... uma história carregada de magia misteriosa." [19].
Em volta da caixa de presente estavam livros de Harry Potter e diversas publicações recentes sobre bruxaria, quiromancia, cartas de tarô e lançamento de feitiços. Juntos, mostram a aceitação crescente de um mundo proibido, que antigamente era considerado com cuidado e prudência.
Capa

Essa mudança espiritual está pegando muitos cristãos desprevenidos. Para outros, é necessário pouco mais de um olhar rápido nos mistérios ocultos para atiçar a curiosidade e os desejos que os levam a mergulhar mais fundo no mundo invisível que suas mentes liberaram.

O Senhor dos Anéis não é exceção. Décadas atrás, quando a bruxaria e a magia estavam ocultas da visão pública, os visionários da jovem "Terra Média" não tinham nenhum lugar na vida real para testar as novas sugestões. Isso tudo mudou. Por meio dos livros, dos conciliábulos locais, da Internet e de outras fontes disponíveis, os interessados podem facilmente encontrar tutores e práticas que tornam a fantasia da magia em realidade ocultista prática. Esse fato soberbo torna nosso mundo atual radicalmente diferente dos tempos quando Tolkien e seus amigos compartilhavam suas histórias uns com os outros.

Amizade com C. S. Lewis. Tolkien realmente conduziu o descrente Lewis a uma fé salvadora? Muitos cristãos responderiam "sim" — e, portanto, assumem que os mitos de Tolkien ensinam uma mensagem cristã. Walther Hooper, último secretário particular de Lewis, nos dá uma rápida e parcial visão desse evento.
"Lewis se tornou ateu quando tinha catorze anos", escreveu Hooper em Tolkien: A Celebration [Tolkien: Uma Celebração], uma coleção de ensaios. Aparentemente, o adolescente ficou frustrado com os professores que viam as crenças pagãs como "bobagem". Quando eles não conseguiam mostrar "como o cristianismo cumpriu o paganismo ou como paganismo prefigurou o cristianismo", o jovem Lewis concluiu que o cristianismo era igualmente "sem sentido". [20].
A mente de Lewis foi mudada na noite de 19 de setembro de 1931, o momento mais importante de sua vida. Lewis tinha convidado Tolkien e Hugo Dyson, um professor da Universidade Reading, para jantar. Quando Tolkien saiu de Magdalen às 03h00min da madrugada, Lewis compreendeu o relacionamento entre o cristianismo e o paganismo." Um mês mais tarde, Lewis escreveu a seguinte carta:
"A história de Cristo é simplesmente um mito verdadeiro. Um mito que trabalha em nós da mesma forma que os outros, mas com esta diferença tremenda: que ele realmente aconteceu e a pessoa deve estar contente em aceitá-lo na mesma forma, lembrando que é mito de Deus onde os outros são mitos dos homens; isto é, as histórias pagãs são Deus expressando a si mesmo por meio das mentes dos poetas, usando tais imagens como ele as encontrou lá, enquanto o cristianismo é Deus expressando a si mesmo por meio daquilo que chamamos de 'coisas reais'... a saber, a encarnação real, a crucificação e a ressurreição." [20].
Talvez Lewis, naquele momento, tenha recebido Cristo como seu Salvador e Senhor. No entanto, essa afirmação ainda é insuficiente para dar essa certeza. Dois outros relatos encaixam mais algumas peças.
Segundo Colin Gunton, professor de Doutrina Cristã no Departamento de Teologia e Estudos Religiosos no King's College, em Londres, os três amigos estavam discutindo a veracidade dos mitos. Lewis questionava a compatibilidade do cristianismo com o paganismo, e Tolkien explicava por que os mitos "não são mentiras":
"O homem não é em última instância um mentiroso. Ele pode perverter seus pensamentos em mentiras, mas vem de Deus, e é de Deus que traz seus ideais finais... Não meramente os pensamentos abstratos do homem, mas também suas invenções imaginativas precisam se originar em Deus e, em conseqüência, refletir alguma coisa da verdade eterna.

"Na criação de um mito, na prática da mitografia, e povoando o mundo com elfos, dragões e duendes, o autor... realmente está cumprindo o propósito do Deus, e refletindo um fragmento estraçalhado da verdadeira luz." [2].
O Deus da Bíblia tem uma visão muito mais inferior da imaginação humana que a de Tolkien, e certamente não dá crédito às suas especulações míticas. Em vez disso, ele repetidamente nos adverte que "a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice" [Gênesis 8:21]. Enquanto Tolkien parece ver o cristianismo e a unidade com Cristo de uma perspectiva universal, Deus nos diz que somente aqueles que são "nascidos do Espírito" podem compreender suas verdades e receber seus pensamentos. E até mesmo esse grupo seleto pode ser facilmente tentado a imaginar ou "inventar" mitos e imagens profanas.

Outro relato, C. S. Lewis and Emil Brunner: Two Mere Christians [C. S. Lewis e Emil Brunner: Dois Meros Cristãos], de Mark McKim, nos diz que Lewis "foi em parte conduzido de volta ao cristianismo como resultado de seu amor pelos grandes mitos pagãos e ao conhecimento que tinha deles. No cristianismo, ele concluiu, os indícios e sugestões no pensamento pagão foram cumpridos... Pelo resto de sua vida, e em todos os seus escritos, Lewis afirmou que as fés não-cristãs podiam ser a entrada para o cristianismo." [21].

Como o Dr. Hooper, Mark McKim incluiu uma porção de carta de Lewis a Arthur Greeves:
"...se eu encontrasse a idéia de sacrifício em uma história pagã, não me importaria nem um pouco com isso: novamente, se encontrasse a idéia de um deus sacrificando-se para si mesmo... Gostei muito dela e fui misteriosamente tocado por ela; outra vez, que a idéia do deus que morre e revive... similarmente me tocou, pois não a encontrei em nenhum lugar, exceto nos Evangelhos. A razão era que nas histórias pagãs fui preparado para sentir o mito como profundo e sugestivo de significados além da minha compreensão e apesar de que eu não possa dizer em prosa fria 'o que ele significa'. Agora, a história de Cristo é simplesmente um mito verdadeiro. Um mito que trabalha em nós da mesma forma que os outros, mas com esta diferença tremenda: que ele realmente aconteceu..." [21].
Lewis estava errado em chamar o evangelho "um mito verdadeiro" que funciona "em nós da mesma forma que os outros". O evangelho vive em nós pela operação do Espírito Santo, não pela imaginação humana. A misericórdia de Deus sempre alcançou os pagãos em todo o mundo por meio das vidas sacrificiais de missionários fiéis. Entretanto, seu dom da salvação vem por meio de sua Palavra e do seu Espírito. Os crentes que eram outrora oprimidos por forças ocultas foram transformadas a despeito de suas crenças pagãs, e não por causa delas.

Comentando sobre o mesmo "grande" evento, o historiador Glenn J. Giokaris escreveu,
"Lewis tinha insistido que os mitos eram mentiras, mas Tolkien respondeu, 'eles não são . . . Viemos de Deus,... e refletimos um fragmento estraçalhado da verdadeira luz, a verdade eterna que está com Deus. Realmente, somente pela criação do mito... o homem pode aspirar à perfeição que conheceu antes da queda.'

"Essa conversa levou Lewis a ver que o relacionamento entre as imagens da literatura e o mito de verdade era tal que os mitos inevitavelmente levavam a um ponto em que o mito se encontra com Deus para formar a realidade. Onze dias depois, C. S. Lewis escreveu a Arthur Greeves, 'Passei da crença em Deus para definitivamente crer no cristianismo em Cristo. Minha longa caminhada e discussão à noite com Dyson e Tolkien teve uma grande influência nisso.'"[22].
Descobrir Deus por meio da "fabricação de mitos" pode facilmente conduzir à contemporização. E, quando "o mito se encontra com Deus", produz uma ilusão da fé bíblica — uma fé baseada em uma mistura enganosa da verdade, mito e filosofias humanas. Vemos esse processo enganador hoje no movimento da igreja pós-moderna. Entretanto, há muito tempo, Deus nos disse para...
"Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas [mitos]. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista; cumpre o teu ministério." [2 Timóteo 4:2-5].
Para estarmos vigilantes e preparados, precisamos encher nossas mentes com a verdade de Deus, não com mitos sedutores. Precisamos vestir a Armadura de Deus inteira — um conjunto de verdades vitais sobre Deus e da nossa fonte de justiça, paz, fé e salvação — então tomarmos uma posição firmados em sua palavra e recusar a contemporização, não importa quão impopular se torne essa nossa posição.
Aqueles que confiam mais em sua imaginação do que em Deus não verão a grandeza de Deus nem tolerarão aqueles que o seguem. É por isso que Jesus advertiu seus discípulos, dizendo:
"Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." [João 15:19-21].

Conclusão
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Como você pode ver, o "cristianismo" de J. R. R. Tolkien estava totalmente misturado com o paganismo, uma sincretização no que há de pior. Mas, você sabe, o cristianismo neo-evangélico há muito tempo acredita que não há absolutamente nada de errado com a associação com os infiéis e com os cristãos apóstatas, apesar das instruções bíblicas contrárias. Hoje, esse sincretismo chegou ao ponto em que líderes e membros das igrejas estão sendo levados por caminhos espirituais falsos sem compreender que suas almas estão em perigo.

Hoje, vemos um vice-presidente da Focus on the Family promover um livro que escreveu, intitulado, "Descobrindo Deus em O Senhor dos Anéis" [publicado em português pela Editora Bompastor]! Não há forma alguma de encontrar Deus em um livro enlaçado com malignidade e evidente feitiçaria como O Senhor dos Anéis! O apóstolo Paulo escreveu muito bem:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." [2 Coríntios 6:14-18].
Essa mistura de paganismo e cristianismo que está sendo feita pela liderança está conduzindo a comunidade cristã diretamente para a religião ecumênica e global do Anticristo e do Falso Profeta. O simples fato de vermos essa inacreditável mistura de paganismo com cristianismo é um sinal seguro que estamos verdadeiramente no fim dos tempos e que o Anticristo está próximo.

Referências: Espadaeti

Fontes: 1. "Lord of the Rings: True Mythology" [O Senhor dos Anéis: Mitologia Verdadeira] emhttp://www.leaderu.com/focus/tolkien.html
2. Citado por Colin Gunton, Professor de Doutrina Cristã no Departamento de Teologia e Estudos Religiosos no King's College, em Londres. O artigo dele foi publicado primeiramente no King's Theological Review (Vol. 12, número 1), em 1989. Incluído como um capítulo em Tolkien: A Celebration, editado por Joseph Pearce (Londres: Fount, 1999), pág. 130.
3. Brian M. Carney, "No Contest: Tolkien runs rings around Potter" (30/11/2001) emhttp://interactive.wsj.com/articles/SB1007090082966403280.htm
4. The Letters of J. R. R. Tolkien, Humphrey Carpenter, editor (Boston: Houghton Mifflin Company, 1981), pág. 400.
5. Jude Fisher, The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, Visual Companion (Boston: New York, 2001), pág. 57.
6. The Letters, pág. 284.
7. Dr. Ralph C. Wood, Tolkien's Cosomogony, em http://www.leaderu.com/humanities/wood-cosmogony.html
8. The Letters, pág. 235.
9. Mas, diz, Tolkien, "parece sempre haver exceções; e assim certos 'mortais' que desempenharam algum grande papel nos assuntos dos elfos, podem passar com os elfos na Casa dos Elfos.", The Letters, pág. 198.
10. The Letters, pág. 189.
11. The Letters, pág. 202.
12. The Letters, pág. 201.
13. Norma Milanovich e Shirley McCune, The Light Shall Set You Free [Albuquerque, Novo México: Athena Publishing, 1996], págs. 104, 38.
14. The Letters, págs. 197-198.
15. The Letters, pág. 361.
16. The Letters, pág. 156.
17. Lord of the Rings: True Mythology, em http://www.leaderu.com/focus/tolkien.html
18. Dr. Ralph Wood, "Verlyn Flieger's A Question of Time: J. R. R. Tolkien's Road to Faërie", emhttp://www.leaderu.com/humanities/wood-review.html
19. Terry Donaldson, The Lord of the Ring Oracle [O Oráculo do Senhor dos Anéis] (Nova York: Esterlin Publishing Company, Inc., 1998). "O Senhor do Anéis — Baralho & Conjunto de Livros — Inclui o tarô e mais cartas e uma planilha para leitura das cartas e o livro de tarô do Senhor dos Anéis, de Terry Donaldson. A discussão de Donaldson a respeito das cartas passa pela obras de Tolkien, inspirações tradicionais do tarô, associações astrológicas, planilhas e meditações originais. O Tarô de O Senhor dos Anéis é o melhor guia para todos os visitantes que estiverem explorando a Terra Média por meio do tarô."
20. Walter Hooper, The Other Oxford Movement: Tolkien and the Inklings. Incluído como um capítulo em Tolkien: A Celebration, editada por Joseph Pearce (Londres: Fount, 1999), págs. 184-185
21. C. S. Lewis a Arthur Greeves, 18/10/1931, em They Stand Together: The Letters of C. S. Lewis to Arthur Greeves (1914-1963), ed. Walter Hooper (Nova York, MacMillan, 1979), pág. 427.
22. The Philosophical Journey, de C. S. Lewis, emhttp://www.stanford.edu/group/ww1/spring2000/Glenn/Lewis.htm, de Glenn J. Giokaris. Trabalho utilizado em um curso de História na Universidade de Stanford.


1 comentários:

  1. Gina Freitas disse...:

    Sou cristã evangélica e só Deus pode me julgar. Mas digo uma coisa sinceramente: não tenho nada contra esta linda trilogia. e mais: admiro o estilo de vida de JRR Tolkien, que viveu até melhor que muito cristão evangélico por aí nos dias de hoje! A matéria é boa para questionar, mas não diminui a grandeza da obra, não... ^^

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