SE DEUS FEZ TUDO. QUEM FEZ DEUS?


Em nossa experiência cotidiana, tudo parece ter tido um início. De fato, as leis da ciência mostram que até mesmo coisas que parecem as mesmas ao longo de nossas vidas, como o Sol e outras estrelas, estão se degradando.
O sol está gastando seu combustível em milhões de toneladas por segundo. Como o mesmo não é eterno, teve de ter um início, obviamente. Isso se mostra verdadeiro por todo o universo.


Assim, quando os cristãos declaram que o Deus da Bíblia criou todo o universo, alguns irão fazer o que parece ser uma pergunta lógica: “De onde vem Deus?”.

A Bíblia deixa claro em muitas passagens que Deus está fora do alcance do tempo. Ele é eterno, sem princípio ou fim – Ele é infinito! Ele também conhece todas as coisas, sendo infinitamente inteligente.1
Isso é lógico? A ciência moderna pode sustentar tal noção? E como você poderia reconhecer a evidência de um Criador inteligente?

A existência de Deus é tida como confirmada na Bíblia. Em nenhum lugar há argumentos para provar isso. Aquele que abandona tal verdade é dito como destituído de entendimento (Sal 14:1).

Os argumentos geralmente feitos pelos teólogos como demonstração da existência de Deus são:
• O argumento a priori , que é o testemunho fornecido pela razão.

• O argumento a posteriori, pelo qual nós procedemos logicamente de experiências às suas causas. Estes argumentos são:
a. O cosmológico, pelo qual é provado que teve que haver uma Causa Primeira para todas as coisas, para todo efeito deve haver uma causa.

b. O teleológico, ou o argumento do projeto. Nós vemos em todo lugar as operações de uma Causa inteligente na natureza.
c. O argumento moral, também chamado argumento antropológico, baseado na consciência moral e na história da humanidade, que exibe uma ordem moral e propósito que só pode ser explicado na suposição da existência de Deus. A consciência e a história humana testificam que "verdadeiramente existe um Deus que julga a terra."
Matthew G. Easton

Como reconhecer inteligência
Cientistas ficam excitados quando encontram em uma caverna ferramentas de pedra, porque estas são sinais de inteligência – um construtor de ferramentas. Elas não poderiam ter se autoprojetado. Ninguém acreditaria que as cabeças esculpidas dos Presidentes no Monte Rushmore são o produto de milhões de anos de erosão. Nós podemos reconhecer um projeto — a evidência de esforços externos de inteligência — nos objetos feitos pelo homem que estão à nossa volta.

Semelhantemente, no famoso argumento de William Paley, um relógio implica em um relojoeiro.2 Hoje, porém, uma grande proporção de pessoas, incluindo muitos cientistas de liderança, acredita que todas as plantas e animais, incluindo os incrivelmente complexos cérebros das pessoas que fazem relógios, motores de carros, etc., não foram projetados por um Deus inteligente, mas por um irracional processo evolucionário. Mas esta posição é defensível?

Projeto nos seres vivos
O biólogo molecular Dr. Michael Denton, escrevendo como um agnóstico, concluiu:
‘Ao lado do nível de ingenuidade e complexidade exibido pela maquinaria molecular da vida, até os nossos mais avançados [artifícios tecnológicos do século XX parecem] grosseiros… Seria uma ilusão pensar que do que nós somos cientes no presente é algo mais do que uma fração da amplitude do projeto biológico. Em praticamente cada campo da pesquisa biológica fundamental, crescentes níveis de projeto e complexidade têm sido revelados em uma taxa acelerada.’3

O mundialmente renomado defensor do darwinismo e do ateísmo, Prof. Richard Dawkins, declara:
‘Nós temos visto que os seres vivos são muito improváveis e muito belamente “projetados” para terem vindo à existência por chance’4

Portanto, até o mais ardente ateu confessa que projeto está presente ao nosso redor. Para um cristão, o projeto que vemos ao nosso redor é totalmente consistente com a exposição bíblica de que Deus criou tudo.
Contudo, evolucionistas como Dawkins rejeitam a idéia de um Projetista. Ele comenta:
‘Contradizendo todas as aparências, o único relojoeiro na natureza são as forças cegas da física, embora organizada de uma forma muito especial. Um verdadeiro relojoeiro tem previsão: ele projeta dentes e molas, e planeja suas interconexões, com propósito futuro em sua mente. A seleção natural, o cego, inconsciente e automático processo que Darwin descobriu, e que nós agora sabemos ser a explicação para a existência da aparentemente propositada forma de toda a vida, não tem propósito em mente... Ela não tem mente... Ela não planeja para o futuro... ela é o relojoeiro cego.’5

Seleção e projeto
A vida é construída, contida naquela molécula da hereditariedade, o DNA. Dawkins acredita que seleção natural6 e mutações (cegos e despropositados erros na cópia do DNA), juntos, providenciam o mecanismo para produzir as vastas quantidades de informação responsáveis pelo projeto nos seres vivos.7
A seleção natural é um processo lógico que pode ser observado. Todavia, seleção pode apenas operar informação já contida nos genes— ela não produz informação nova.

8 Na verdade, ela é consistente com o relato bíblico da origem; Deus criou distintas classes de animais e plantas, cada uma para se reproduzir em sua própria espécie.
Pode-se observar grande variação em uma classe, e ver os resultados da seleção natural. Por exemplo, cães selvagens, lobos e coiotes têm se desenvolvido ao longo do tempo como um resultado da seleção natural operando na informação dos genes na classe lobo/cão.

Mas nenhuma informação nova foi criada — estas têm resultado de rearranjamento e sorteio da informação na classe original canina. Uma classe nunca foi constatada por mudar em uma outra totalmente diferente, com nova informação que não existia previamente!
Sem uma forma para aumentar a informação, a seleção natural não irá trabalhar como um mecanismo para evolução. Os evolucionistas concordam com isto, mas eles acreditam que mutações de alguma forma providenciam a nova informação para que a seleção natural aja sobre a mesma.

Mutações podem produzir nova informação?
Verdadeiramente, agora está claro que a resposta é não! Dr. Lee Spetner, um cientista altamente qualificado que ensinou informação e comunicação teóricas na Johns Hopkins University, torna isto bem claro em seu recente livro:
‘Neste capítulo trarei alguns exemplos de evolução, [i.e., exemplos alegados de serem de evolução] particularmente mutações, e mostrar que a informação não é acrescentada... Mas em toda a leitura que fiz em literatura da vida/ciência, nunca encontrei uma mutação que adicionara nova informação.’9

‘ Todas as mutações que têm sido estudadas no nível molecular tendem a reduzir a informação genética e não aumentá-la.’10

‘A TND [teoria neodarwiniana] é suposta explicar como a informação da vida tem sido construída por evolução. A diferença biológica essencial entre um humano e uma bactéria é a informação que eles contêm. Todas as outras diferenças biológicas seguem a partir desta. O genoma humano tem muito mais informação que o genoma bacteriano. Informação não pode ser construída a partir de mutações que a prejudiquem. Um trabalho não pode render dinheiro ao perdê-lo um pouco de cada vez.’11

Cientistas evolucionistas não trabalham de acordo com o que muitos cientistas, incluindo Dr. Spetner, têm concluído. Mutações não agem como um mecanismo que move o processo evolucionário.


Mais problemas!
Cientistas têm descoberto que, com a célula, há milhares das que podem ser chamadas de ‘máquinas bioquímicas’. Todas estas partes têm de estar no lugar simultaneamente ou a célula não pode funcionar. Coisas que foram tidas como sendo simples mecanismos, como ser capaz de absorver luz e convertê-la em impulsos eléctricos, são de fato altamente complicadas.
Visto que a vida é construída nestas máquinas, a ideia de que processos naturais poderiam ter feito um sistema vivo é insustentável. O bioquímico Dr. Michael Behe usa o termo “complexidade irredutível” ao descrever tais “máquinas” bioquímicas.
‘…sistemas de horrenda e irredutível complexidade habitam a célula. O pensamento resultante de que a vida foi designada por uma inteligência é chocante para nós do século vinte, que nos acostumamos a pensar da vida como resultado de simples leis naturais. Mas outros séculos tiveram seus choques, e não há razão em supor que nós deveríamos escapar deles.’12
Richard Dawkins reconhece este problema de falta de “maquinaria” para começar quando ele declara:
‘A teoria do relojoeiro cego é extremamente poderosa, dado que nós somos autorizados a assumir replicação e disso seleção cumulativa. Mas se replicação necessita de maquinaria complexa, visto que o único caminho que nós conhecemos para maquinaria complexa no final das contas vem à existência é seleção cumulativa, nós temos um problema.’13

Um problema realmente! Quanto mais nós olhamos os mecanismos da vida, mais complicado fica, e mais nós vemos que a vida não poderia surgir por ela mesma. Não somente é necessário uma fonte de informação, mas as complexas máquinas da química da vida precisam vir à existência logo no início!

Um problema maior ainda!
Alguns ainda tentam insistir que a maquinaria da primeira célula poderia ter surgido por puro acidente. Por exemplo, dizem eles, por aleatoriamente desenhar letras do alfabeto em sequência da palavra “faca”, às vezes você conseguirá uma palavra simples como “VACA”.14 Assim, em longos períodos de tempo, por que não teríamos até mesmo mais complexas informações surgidas por acaso?

Contudo, o que a palavra “VACA” significa para um alemão ou chinês? O fato é que uma ordem de letras não tem significado a não ser que exista uma linguagem convencional e um sistema de tradução no lugar que faz disto algo com significado.

Em uma célula, existe tal sistema (outras moléculas) que faz a ordem no DNA significativa. O DNA, sem o sistema de linguagem/tradução não tem significado, e estes sistemas, sem o DNA, não funcionariam também.
A outra complicação é que a maquinaria tradutora que lê a ordem de ‘letras’ no DNA é a si mesma especificada pelo DNA! Ela é outra daquelas ‘máquinas’ que necessitam serem totalmente formadas, ou a vida não funcionaria.

Pode a informação surgir da não-informação?
Dr. Werner Gitt, diretor e professor no Instituto Federal Alemão de Física e Tecnologia, diz claramente que uma das coisas que nós sabemos claramente na ciência, é que informação não pode surgir da desordem por sorte. Ela colhe o máximo de informação para produzir informação e, no fim de contas, a informação é resultado da inteligência:

‘Um sistema de código é sempre o resultado de um processo mental (isto requer origem inteligente ou inventor)... Deveria ser enfatizado que matéria como ela é não é capaz de gerar nenhum código. Todas as experiências indicam que um ser pensante, exercendo voluntariamente a sua livre vontade, cognição e criatividade é requerido.’15

‘Não existe nenhuma lei natural conhecida através da qual matéria pode dar origem a informação, e nem há algum processo físico ou fenómeno material conhecido que possa fazê-lo.’16
Qual é a fonte da informação?
Nós podemos portanto deduzir que a enorme quantidade de informação nos seres vivos deve originalmente ter vindo de uma inteligência, que teria de ter sido bem superior à nossa, como os cientistas estão revelando a cada dia. Mas então alguns irão dizer que tal fonte deveria ter surgido de algo com ainda maior informação/inteligência.

Todavia, se eles assim pensam, alguém poderia perguntar de onde esta maior informação/inteligência veio. E daí, perguntar de onde esta outra viera … um poderia extrapolar para o infinito, eternamente, a não ser...

A não ser que tenha existido uma fonte de infinita inteligência, além do nosso entendimento finito. Mas não é isto o que a Bíblia indica quando nós lemos: ‘No princípio, Deus...’? O Deus da Bíblia é um ser infinito que não está preso por limitações de tempo, espaço, conhecimento, ou qualquer outra coisa.

Então qual é a posição logicamente defensível? — Que a matéria sempre existiu (ou veio à existência por ela mesma, sem nenhuma razão), e então ela se arranjou sozinha em sistemas de informação, contra tudo que foi observado na ciência real? Ou que um ser com inteligência infinita17 criou sistemas de informação para que a vida existisse, concordando com a ciência real?

A resposta parece óbvia, por que todos os cientistas não concordam com isto? Michael Behe responde:
‘Muitas pessoas, incluindo muitos cientistas importantes e respeitados, simplesmente não querem que haja nenhuma coisa além da natureza. Elas não querem algo sobrenatural que afete a natureza, não importa o quão breve ou construtiva a interacção possa ser. Em outras palavras... elas produzem um depósito filosófico para sua ciência que restringe quais tipos de explanações eles irão aceitar acerca do mundo físico. Às vezes, isto leva a um comportamento um tanto bizarro.’18

O x do problema é este: Se alguém aceita que existe um Deus que nos criou, aceita também que somos propriedade desse Deus. Ele, portanto, tem o direito de criar as regras pelas quais nós devemos viver. Na Bíblia, Ele nos tem revelado que nós estamos em rebelião contra nosso Criador. Por causa desta rebelião chamada pecado, nossos corpos físicos estão designados para a morte- mas depois nós iremos viver, seja com Deus ou sem Ele, em um lugar de julgamento.

Mas as boas-novas são que nosso Criador proveu, através da cruz de Jesus Cristo, um meio de nos livrar de nosso pecado de rebelião, de modo que aqueles que vem a Ele em fé, arrependidos de seus pecados, podem receber o perdão de um Deus Santo e viver para sempre com seu Deus.

Então quem criou Deus?
Por definição, um infinito, e eterno ser sempre existiu – ninguém criou Deus. Ele é o ser auto-existente – o grande ‘Eu Sou’ da Bíblia.19 Ele está fora do tempo – na verdade, Ele criou o tempo.
Poderia dizer, ‘Mas então significa que eu tenho de aceitar isto pelar fé, já que eu não consigo entendê-lo.'

Nós lemos no livro de Hebreus: ‘Mas sem fé é impossível agradá-lo: porque aquele que vem a Deus deve crer que ele existe, e que é recompensador daqueles que diligentemente o buscam’ (Hebreus 11:6).

Mas esta não é uma fé cega, como alguns pensam. Na verdade, os evolucionistas que negam Deus têm uma fé cega – eles têm que acreditar em algo que é contra a ciência real – a saber, que informação pode surgir da desordem por azar. Acredita no azar? Acredita que se uma explosão acontecer numa velha sucata pode resultar um computador?

Você pode acreditar em algo que você nunca viu? Você já viu o seu cérebro? Nós todos acreditamos em muitas coisas que nunca vimos. Você já viu o vento? Você já viu a história? Nós vemos os efeitos do vento, mas o vento é invisível. Nós temos recordações da história, mas é por fé que nós acreditamos que certos eventos históricos aconteceram. Ondas de televisão são invisíveis, mas uma antena e um receptor pode detectar sua presença.

Você sabia que você tem um receptor? Antes de se tornar um filho de Deus, seu o receptor (seu espírito) está morto por causa do pecado (ver Efésios 2:1). Você precisa ser conectado a Deus, e assim você se tornará vivo e ciente do reino espiritual invisível.

A fé cristã não é uma fé cega — é uma fé logicamente defensível. É por isto que a Bíblia deixa claro que ninguém que não crê em Deus está desculpado:
‘Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.’ (Romanos 1:20).

Referências e Notas
1.Sal. 90:2; 106:48; 147:5. Notar que apenas coisas que têm um princípio têm que ter uma causa. Ver J. Sarfati, ‘Se Deus criou o universo, quem criou Deus?’ 12(1), CEN Technical Journal (1998), pp. 20-22.
2.W. Paley, Natural Theology, 1802. Reprinted in 1972 by St Thomas Press, Houston, Texas.
3.M. Denton, Evolution: A Theory in Crisis (Adler and Adler, Maryland: 1986), p. 342.
4.R. Dawkins, The Blind Watchmaker (N.Y.: W.W. Norton & Co, 1987), p. 43.
5.Ref. 4, p. 5.
6.Seleção natural — o conceito de que alguns variantes em uma população serão menos aptos para produzir descendência do que outros em um dado ambiente.
7.Ver C. Wieland, Stones and Bones (Australia: Creation Science Foundation Ltd, 1995), and G. Parker, Creation: Facts of Life (Green Forest, Arkansas: Master Books, 1996).
8.L. Lester and R. Bohlin, The Natural Limits to Biological Change (Dallas Texas: Probe Books, 1989), pp. 175-6.
9.L. Spetner, Not by Chance (Brooklyn, New York: The Judaica Press Inc.), pp. 131-2.
10.Ref. 9, p. 138.
11.Ref. 9, p. 143.
12.M. Behe, Darwin's Black Box (New York: The Free Press, 1996), pp. 252-253. Retorna ao texto.
13.Ref. 4, pp. 139-140. Retorna ao texto.
14.Verdadeiramente, gerar palavras é bem mais simples do que sentenças ou parágrafos. Cálculos simples mostram que até mesmo um bilhão de anos não seria tempo suficiente para gerar ao menos uma ‘sentença’ protéica.
15.W. Gitt, In the Beginning was Information, (Bielenfeld, Germany: CLV), pp. 64-7.
16.Ref. 15, p. 79.
17. Portanto, capaz de gerar informação infinita, e certamente a enorme, embora finita, informação da vida. Retorna ao texto.
18.Ref. 12, p. 243. Retorna ao texto.
19.Exodo 3:14; Job 38:4; João 8:58, 11:25.

0 comentários:

Postar um comentário

Comente, Questione, Critique, Aconselhe, Tire Dúvidas.

Mas difamações, ataques pessoais, trollagens, xingamentos, atitudes de intolerância, assim como comentários à serviço de militâncias políticas e religiosas não serão aceitos!

Fica reservado ao Blog Filhos de YHWH ou não, de comentários anônimos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

468x60

energia a preço justo
Nelson Neto. Tecnologia do Blogger.
 
Filhos de Yhwh © 2012 | Designed by Nelson Neto