CARNAVAL – CARNE PARA BAAL - PARTE 3

"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

Tudo isso era apenas pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodoxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.

O Carnaval Originário tem como marco inicial a criação dos cultos agrários e, como ponto final a oficialização das festas a Dioniso, durante o reinado de Pisistrato na Grécia, de 605 a 527 a.C.

"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa da deusa Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reúnem o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Católicos. 

Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente suspensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

O Carnaval é uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal e outros rituais e cerimônias pagãs. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchanalia era a festa em homenagem a Baco (o deus grego Dionísio em versão romana), deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal (http://www.uco.es/~ca1lamag/Galerias/PUUSSIN%20Bacamal.JPG), Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano: "O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186 dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

A Pintura “Triunfo de Baco y Ariadna” (http://cv.uoc.es/~991_04_005_01_web/fitxer/farnese2.jpg), de 1597, de Annibale Carracci:. Fresco. 600 x 1800 cm. Encontra-se no Palacio Farnese, em Roma (http://cv.uoc.es/~991_04_005_01_web/fitxer/perc68a.html).

"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine." 

"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor." 

"O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

Foi na Idade Média que a folia se expandiu numa verdadeira orgia, num delírio total e loucuras coletivas. Um pandemônio! Na Itália da Renascença era uma festa de arte; na França, uma festa mística, extravagante e irônica, como a debochada festa dos loucos, diante da Catedral de Notre-Dame, em Paris. Enquanto isso, na Espanha eram realizadas Batalhas de Flores.

Há referências a comemorações na França, com vinho e sexo; na Itália, como é o caso de Nápoles, os cortejos costumavam levar um enorme falo (órgão sexual masculino) pelas ruas da cidade.
O mundo vibra de alegria com o fascinante Carnaval, um misto de realidade e fantasia, período em que os foliões celebram o majestoso reinado de Momo à sua maneira nas ruas e nos salões, com uma alegria espontânea e imprevista.

Sofrendo transmutações ao longo do tempo, tornou-se mítico, conquistando o mundo inteiro e acolhendo até o irreverente deus Momo, que havia sido expulso do Olimpo e que, uma vez na Terra, incorporou-se de carne e osso na figura soberba do Monarca da Folia, tornando-se o símbolo eminente do Carnaval brasileiro.

Século XVIII - Os Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana, surgiram particularmente a partir do século XVIII. Melo Morais Filho, escritor do século passado, no seu livro "Festas e Tradições Populares", descreve uma Coroação de um Rei Negro, em 1742. Pereira da Costa, à página 215 do seu livro, "Folk Lore Pernambucano", transcreve um documento relativo à coroação do primeiro Rei do Congo, realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, da Paróquia da Boa Vista, na cidade do Recife. Os primeiros registros destas cerimônias de coroação, datam da segunda metade deste século nos adros das igrejas do Recife, Olinda, Igarassu e Itamaracá, no estado e Pernambuco, promovidas pelas irmandades de NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS e de SÃO BENEDITO.
Também o galante Arlequim, palhaço das antigas comédias italianas; a graciosa Colombina e o sentimental Pierrô passaram a figurar no Carnaval, aparecendo ainda na simbologia carnavalesca o misterioso Dominó, contribuindo, assim, para imortalizar a grandiosa festa pelo mundo afora. Pelo menos, os famosos personagens, Pierrô, Colombina e Arlequim, foram eternizados através de canções carnavalescas. 

No século XV, durante as festas do carnaval romano, o papa Paulo II gostava de apreciar as carruagens alegóricas que passavam diante do seu palácio, e, no reinado de Luiz XIV, o carnaval atingiu o seu esplendor na França. O magnífico soberano promovia festas carnavalescas em sua corte, onde chegou a se apresentar ostentando uma maravilhosa fantasia representando o Sol, ganhando então a pomposa denominação de Rei-Sol. 

Nos séculos XV e XVI surgiram as máscaras públicas na Itália e já em fins do século XIX a Europa se orgulhava de possuir os mais belos carnavais do mundo, festejados em Roma, Veneza, Colômbia (SIC: certo seria a cidade alemã Colônia), Nápoles, Florença, Moscou, Munique, Lisboa e em outras cidades do Velho Mundo. O Carnaval tinha um caráter diferente entre os povos europeus, era uma miscelânea e o delírio da folia envolvia a todos: nobres e plebeus. 

Contagiando pelo seu humor e ritmo, sonho, fantasia, realidade e irrealidade, o alegórico reinado de Momo se fixou em vários países e, de acordo com a opinião dos cronistas da época, era "leviano e licencioso", na França; "quase triste", na Inglaterra; "monótono e feio", na Rússia; "pesado e sensual", na Alemanha; "tumultuoso e alegre", na Espanha e "insípido e porco", em Portugal, através do Entrudo. 

Nos tempos dos doges, o carnaval de Veneza era romântico e lírico, com serenatas e bailes mascarados. A festa veneziana tornou-se mundialmente famosa pela exclusiva comemoração nos canais, onde navegavam gôndolas iluminadas, além de contar com alegres arlequins, polichinelos e outros personagens da Comédia d'ell arte, que se concentravam na Praça de São Marcos. 

Os primeiros desfiles alegóricos de Viareggio, na Região Toscana, remontam ao ano de 1873, transformando-se, com o correr do tempo, no maior centro carnavalesco da Itália, atraindo uma multidão de turistas para ver os desfiles de bonecos gigantescos. Em Portugal, a tradição carnavalesca foi mantida durante muito tempo nos arredores de Lisboa, cenário de corsos, batalhas de flores e do Zé Pereira, merecendo realce o carnaval do Estoril, com seus corsos floridos e desfiles alegóricos. 
Na Alemanha, predomina o carnaval de Colônia, às margens do Reno, onde foi coroado o primeiro rei da folia em 1832, cuja atração é um desfile de enormes carões e mascarados. Em Munique também reina grande animação, onde, segundo a tradição da Bavária, a rainha do carnaval recebe uma coroa de salsichas, além da distribuição de muita cerveja para os seus súditos. 

O carnaval de Luanda, em Angola, já teve o seu esplendor através de cortejos lembrando as cortes africanas, enquanto que o carnaval de Bâle, na Suíça, é muito divertido. O de Binche, na Bélgica, vem do século XVI, tendo como atração um fantástico cortejo de homens emplumados, iluminado por fogos de artifícios. Porém, o mais famoso carnaval da Europa é o de Nice, com uma monumental parada de carros alegóricos e gigantescas figuras movimentadas. A dinastia do seu Rei Carnaval vem de 1893, sendo que, em 1984, a majestosa festa carnavalesca da Riviera Francesa comemorou 100 anos. Até hoje é admirada e aplaudida pelas suas dimensões artísticas.

Na Rússia, a Maslenitsa dá adeus ao inverno, com corridas de esqui, patinação, danças com acordeão, balalaika, blinky masleye (panquecas amanteigadas) e, é claro, muita vodka.
No carnaval de Colônia, na Alemanha, as mulheres armam-se com tesouras e saem pelas ruas para cortar as gravatas dos homens.

Em Veneza, a tradição consagrou os fogos de artifício e foliões mascarados, inspirados na velha Commedia dell’Arte. 

Na Bolívia, os mineiros de Oruro veneram a mãe-terra, Pachamama, dançando fantasiados de demônios. 

Em New Orleans, nos Estados Unidos, uma torrente humana invade as ruas do French Quarter, na terça-feira do Mardi Gras, atrás de músicos que tocam toda a noite. O Carnaval de Nova Orleans é animado por grupos tocando o puro jazz. E, além do espetáculo visual dos carros alegóricos, conta com dois personagens reais, o King Rex (espécie de rei momo) dos brancos e o Rei Zulu, simbolizando a população negra através de personalidades como Luiz Armstrong (Satchmo), que liderou o setor do personagem preferido de todos em 1949.
Em Trinidad e Tobago, no mar do Caribe, o Carnaval é colorido e espetacular, conservando acentuada influência africana e chinesa, ao som do calipso tocado por bandas que desfilam pelas ruas, principalmente, em Port-of-Spain, com foliões ostentando vistosas fantasias, lembrando guerreiros, sacerdotes e deuses africanos, bem como mandarins e dragões da velha China.

Continua....

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