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EXPERIMENTOS DA CIA - IMPLANTES EM CÉREBROS

Experimentos da CIA com Implantes em Cérebros Podem Ser Revelados Por Ação Judicial de Veteranos

A CIA é notória por suas experiências durante a Guerra Fria com LSD e outras substâncias químicas em soldados e cidadãos desprevenidos. Detalhes apareceram em livros e artigos desde 30 anos atrás.

Mas, se os veteranos militares ganharem uma ação judicial na Califórnia, a tentativa da agência de espionagem para transformar seres humanos em assassinos robôs, através de eletrodos implantados em seus cérebros, terá uma exposição muito maior do que as drogas da CIA testadas em pacientes que vão desde soldados a donos de bares e clientes de prostitutas.

Não é apenas ficção científica ou da imaginação de doentes mentais.

Em 1961, um importante cientista da  CIA informou em um memorando interno que "foi demonstrada a possibilidade do controle remoto de atividades em várias espécies de animais...investigações especiais e avaliações serão realizadas para a aplicação de elementos selecionados dessas técnicas em seres humanos", de acordo com o livro "A CIA e a
busca pelo Manchurian Candidate", escrito em 1979 pelo ex-oficial de inteligência do Departamento de Estado John Marks.

Livro: A busca pelo Machurian Candidate

" Este projeto cruel", Marks escreveu, " foi concebido para a liberação de agentes químicos e biológicos ou 'operações do tipo ação executivas". "Ação executiva" foi um eufemismo usado pela CIA para designar assassinato."

As vítimas têm procurado justiça por anos, mas em vão. Agora, quase 40 anos depois, um juiz federal ordenou que a CIA apresentasse documentos e testemunhas sobre o LSD e outras experiências "alegadamente realizadas em milhares de soldados a partir de 1950 até 1975", de acordo com relatos na imprensa.

A ordem de 17 de novembro do Juiz John Larsen isenta a CIA de ter de depor sobre testes de eletrodos em seres humanos, mas Gordon P. Erspamer, chefe dos advogado para os veteranos, diz que " nós também estamos buscando isso."

" Não há dúvida de que esses experimentos foram realizados", disse na terça-feira Erspamer via e-mail, os réus dizem que eles usaram investigadores privados e pacientes para os teste vieram de prisões, hospitais, lares de idosos e soldados da reserva. A CIA disse que não tinha ninguém com conhecimento sobre este assunto.

Erspamer, conselheiro sênior do escritório de São Francisco da Morrison & Foerster, disse que "várias" testemunhas da CIA "ainda estão vivas", citando algumas que foram identificados publicamente, mas optou por manter as outras testemunhas secretas até chamá-las para depor.

Documentos apresentados no caso descrevem "dispositivos elétricos implantados no tecido cerebral, com eletrodos em várias regiões, incluindo o hipocampo, hipotálamo, lobo frontal (através do septo), o córtex e vários outros lugares", disse Erspamer, com base na investigação escrita por cientistas do governo.

" Acreditamos que uma das vítimasrecebeu um implante septal", disse ele, com base em uma ressonância magnética", mostrando um" corpo estranho" na fronteira entre o septo e o lobo frontal.

" Muito deste trabalho foi feito fora da Universidade de Tulane usando um hospital público local e financiado por uma organização de fachada chamada Commonwealth Fund", continuou ele.

" Tentamos obter documentos de Tulane, mas eles nos disseram que estes foram destruídos nas enchentes causadas pelo furacão."

A CIA afirma que pelo menos alguns dos documentos devem permanecer classificados como "segredos de Estado." Mas o magistrado disse à agência para apresentar uma melhor fundamentação, uma "declaração complementar explicativa com especificidade elevada" explicando por que os documentos devem ficar protegidos depois de todos estes anos.

Fontes:
Washington Post: CIA brain experiments pursued in veterans’ suit
Ação Judicial (pdf)
The Search for the Manchurian Candidate
Court House News: CIA Must Disclose Data on Human Experiments
Whashington Post: (estudo) Correlation of Rhinencephalic Electrograms with Behavior
Estudo: ELECTRICAL SELF-STIMULATION OF THE BRAIN IN MAN

 WikiLeaks: Dilma Rousseff impediu medidas contra o terrorismo islâmico 

no Brasil

Jornal O Estado de S. Paulo faz reportagem onde documentos de WikiLeaks mostram como Rousseff facilitou que terroristas islâmicos não fossem alvos do governo brasileiro

A reportagem completa do Estado encontra-se abaixo:
Documentos revelados pelo site WikiLeaks mostram que os Estados Unidos suspeitaram de que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, teria "cassado", em 2007, um projeto de lei que reforçaria o combate ao terrorismo no País. Dilma, então chefe da Casa Civil, teria rejeitado o projeto por questões "ideológicas".
"Apesar de não podermos confirmar definitivamente que a Casa Civil cassou a iniciativa por motivos políticos ou ideológicos, isto é certamente plausível", alertou um telegrama de 4 de abril de 2008, assinado pelo embaixador americano no País, Clifford Sobel.
A lei antiterrorismo foi um anteprojeto elaborado pelo Gabinete da Segurança Institucional. O objetivo era ampliar a tipificação dos crimes de terrorismo para punir ações de facções criminosas, como as deflagradas em São Paulo, em maio de 2006.
O projeto foi criticado por organizações de defesa dos direitos humanos e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello por não definir o que seria um "ato terrorista". O texto considerava "terrorismo", entre outras coisas, a ocupação de prédios públicos e propriedades privadas, o que incluiria ações de movimentos sociais.
Imigrantes xiitas
Imigrantes xiitas no Brasil teriam recebido até US$ 50 mil do Hezbollah para abrir comércios em São Paulo. Em troca, dariam parte de seus lucros para o grupo libanês. A revelação faz parte de dois telegramas divulgados pelo WikiLeaks.
Preocupado com a radicalização de muçulmanos em São Paulo, o governo de Barack Obama monitorou e mapeou a comunidade islâmica no Brasil em 2009. A avaliação era a de que o País teria de 400 a 500 mil muçulmanos, a maioria moderados. Os EUA, porém, apontam uma "nova onda de imigração vinda do Líbano, de maioria xiita, que seria mais radical". "Elementos radicais existem aqui, alguns na área da tríplice fronteira."
Temor
Pelo menos seis telegramas do Departamento de Estado americano publicados pelo WikiLeaks mostram que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal (PF) consideram que a ameaça terrorista no Brasil é real. Os telegramas oficiais, porém, mostram o esforço do Itamaraty para minimizar a existência do problema, minar projetos políticos e até criticar a Argentina por considerar a tríplice fronteira como um local de atividades terroristas.
Os telegramas, enviados da Embaixada dos EUA em Brasília para informar Washington sobre os acontecimentos no País, revelam como a alta esfera do governo teria feito de tudo para reduzir a visibilidade de algumas das operações. A meta seria a de não estigmatizar a população árabe no País e não afetar a imagem do Brasil no exterior.
Longe da retórica, entretanto, os documentos ainda revelam que algumas autoridades acreditavam que o fato de o Brasil ter sido escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 faria do País um alvo mais atrativo para ataques terroristas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Divulgação: www.juliosevero.com

TATUAGENS: O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE

 Olá a Todos!!!

Decidi postar este artigo sobre tatuagens e escarificação onde mais abaixo segue algumas imagens fortes e um vídeo do youtube, portanto é inadequado para crianças, tire-os de perto.

"Não amem o mundo nem o que nele há. 
Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele."

Este é um tema que tem tirado o sono de muitos pastores e pais, segundo os críticos "cristãos" tem sido "contra" aos versículos e o texto abaixo que vão contra a marca no corpo dizendo que o contexto diz outra coisa, por questões religiosas pagãs da época. Porém eu me pergunto; "Posso eu Crente em Cristo e atuante em uma comunidade Fazer uma Tatu? Será que as religiões pagãs não existem mais?

Bem, eu não faria e nem farei, creio que a Bíblia é clara em dizer para não sermos amigos do "mundo", nem ser a seu favor(sistema),pois que diferença teríamos do mundo? Será mesmo que para evangelizar precisamos fazer marcas no  nosso corpo? Muitos dizem que sim, usando o que Paulo disse: "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns." 1 Coríntios 9:22,  Mas até que ponto podemos nos fazer de fraco? sendo assim posso eu também ir ao pagode toda sexta e beber umas 2 ou 3 vodka Ice ou umas cervejinhas para ganhar aos que chamamos de fracos? 

"Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno." 1 João 5:19

Quem é o que jás no mundo? "Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno." 1 João 5:19 , Quem o manipula? Quem dita as regras? 

Creio que no passado eram declaradas abertamente como praticas pagãs em cultos a se marcarem como gados para Deuses que agem ainda no nosso tempo, só que com nomes diferentes e maneiras diferentes de agir nos levando a cadeias de almas, a uma ilusória "liberdade" e expressão falsa de que amamos a Deus camuflando uma tatu de demônios pelo nome de Jesus ou versículos.
Antes de se marcar, pergunte-se: 

Qual é a verdadeira motivação que me leva a Tal desenho ou marca?
Se eu sirvo a Jesus, O Cristo, Ele também o Faria?

A bíblia Diz que Jesus deixou sobre nós os que crêem Nele o Espírito da verdade (João 14:17) para que não sejamos confundidos, porque o mundo não o vê e nem o entende continuando assim a pregar suas praticas pagãs e a introduzi-las nas Igrejas como um ato correto.


Por: Filhos de YHWH

 



TATUAGENS: O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE

Contribuição de Ap. Hélio Ribeiro do Lago

"O que atenta prudentemente para a palavra prosperará; e feliz é aquele que confia no Senhor." - Provérbios 16:20

"Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor." -
Levítico 19:28.




A revista Galileu número 86 traz algumas informações 
interessantes sobre a tatuagem nos dias atuais:

A TATUAGEM NUNCA ESTEVE TÃO NA MODA



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Video



"Disse-lhes Jesus: "Se Deus fosse o Pai de vocês, vocês me amariam, pois eu vim de Deus e agora estou aqui. Eu não vim por mim mesmo, mas ele me enviou.
Por que a minha linguagem não é clara para vocês? Porque são incapazes de ouvir o que eu digo.
Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. João 8:42- 44


ASSASSINATOS CONTRA GAYS: DADOS MANIPULADOS

Júlio Lins
Segundo reportagem da Agência Câmara, "pesquisas registram mais de 200 assassinatos a homossexuais em todo o país". Sim, mas assassinados por quê? Pelo fato de serem homossexuais? Pelo fato de estarem em ambientes marcados pela violência? Pelo consumo de drogas? Pela libertinagem? Por latrocínios? Pelo fato de estarem de madrugada em ruas e bairros perigosos? Não se cita. Assim sendo, parece que, se um homossexual estiver andando de madrugada na Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro e calhar de ele ser assassinado, engrossará as estatísticas de "assassinatos contra homossexuais".
Não bastasse a ausência de detalhes em tais pesquisas, todos os veículos de imprensa falham em mencionar que, no Brasil, no ano de 2007, ocorreram 47.707 assassinatos. Logo, se cerca de 200 são contra homossexuais, então o número de assassinatos contra homossexuais é 0,42% do total.
Homossexuais representam 0,42% da população? Certamente não. Não há pesquisas isentas sobre o número de homossexuais no Brasil, embora os grupos gays mais radicais dizem chegar a 9% da população. No entanto, na Europa, onde a aceitação ao homossexualismo é maior que no Brasil, a porcentagem de gays não chega a passar de 2%.
No Reino Unido, segundo pesquisa da ONS (Office for National Statistics), feita com quase 250.000 pessoas, chegou-se à conclusão que 1,3% dos homens são gays, 0,6% das mulheres são lésbicas e 0,5% são bissexuais. No total, 1,5% das pessoas são gays ou bissexuais.
Na Espanha, pesquisa da INE, baseada em 10.838 entrevistas praticadas no último semestre de 2003, assinalou que somente 1% da população mantém relações exclusivamente homossexuais. A população que reconhece ter tido em alguma ocasião este tipo de relação ao longo de sua vida é de 3%, 3,7% entre os homens e 2,7% entre as mulheres.
No Canadá, pesquisas feitas em 2003 com 121.000 adultos canadenses mostrou que somente 1,4% se consideravam homossexuais.
O fato é que, de uma forma ou de outra, se o número de assassinatos contra gays é de cerca de 200, os gays estão subrepresentados quanto ao total de assassinatos, ou seja, os gays são menos propensos a sofrer violência e assassinatos que o resto da população, ao contrário do que a grande mídia propala.
Alguém poderia dizer: e a agressão contra um homossexual ocorrida recentemente em São Paulo? Eu responderia: Sim, é um caso deplorável, mas se a pessoa agrediu o homossexual, o Código Penal já prevê punição para ela; o que não pode acontecer é o crime se tornar maior pelo fato de o agredido ser homossexual, pois isso configuraria uma discriminação contra todos os não-homossexuais.
Quantas pessoas morrem por ano em filas de hospitais? Seriam menos de 200? E o número de mendigos mortos queimados, principalmente no Nordeste? Seriam menos de 200 por ano? Quantas pessoas inocentes morrem por dia na violência das grandes cidades? Seriam menos de 200 por ano? Quantos policiais morrem vítimas da violência? Quantas pessoas morrem por ano vítimas das drogas? Quantas pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito? Seriam menos de 200?
Logo, não faz sentido nenhum as polícias e o Poder Judiciário desviarem a atenção dos 99,58% de assassinados no Brasil (uma vez que a segurança pública brasileira é insuficiente para atender as pessoas que mais precisam dela) para dar tratamento especial a uma minoria de 0,42% que, aliás, está subrepresentada nas estatísticas de assassinatos.
Divulgação: www.juliosevero.com

CABLEGATE BRASIL: DOCUMENTOS RELACIONADOS COM O BRASIL

Cablegate Brasil No primeiro dia da publicação do Cablegate fizemos uma breve descrição sobre os documentos divulgados até aquele momento. Como veremos muitas outras informações relacionadas com o Brasil nas próximas semanas, resolvi criar este post, onde irei atualizar a medida que mais informações se tornarem disponíveis.
Os documentos mostram estreita relação do Brasil com a inteligência americana, e uma grande preocupação por parte do governo americano sobre a falta de legislação anti-terrorista no Brasil.

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Doc. 08STATE3034 - Al-Quaeda na tríplice fronteira com o Brasil: um dos cabos publicados mostra como em 2008 Washington ordenou a seus diplomatas em Assunção (Paraguai), para que investigassem a possível presença da Al-Qaeda em uma zona de fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil. Este documento solicitava informações sobre grupos terroristas e simpatizantes, incluindo a Al-Qaeda e
outros grupos militantes islâmicos como o egipcio Jamaa Islamiya, o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e o Hezbollah do Líbano.

Doc. 09BRASILIA1540
e 08BRASILIA504 - Preocupação pela falta de legislação anti-terrorismo no Brasil
Nestes  dois documentos vemos uma crescente preocupação do governo americano com a falta de uma legislação anti-terrorismo no Brasil. De acordo com o sumário do documento de 2008:
Em novembro do ano passado, o Governo do Brasil anunciou que estava retrocedendo em seu esforço para apresentar uma legislação anti-terrorismo depois de um esforço de longos anos de um grupo de trabalho dentro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), para coordenar a elaboração da iniciativa dentro do governo. Apesar de que hoje procuram diminuir a importância de ter essa legislação, antes da reversão funcionários alegaram que a legislação anti-terrorista era necessária para melhorar o seu regime jurídico - que atualmente não trata de atividades terroristas, financiamento do terrorismo, ou o apoio ao terrorismo como crimes. Algumas notícias têm sugerido que o poderoso chefe de gabinete do presidente Lula anulou a legislação proposta, que havia sido atacado por alguns ativistas sociais e grupos de defesa, que temiam que a legislação poderia ser usado contra eles, e comparou-a com a repressão da era militar. Os meios de comunicação e o silêncio político após a reversão do governo expôs um vácuo em matérias relacionadas com o terrorismo entre as elites, cujo apoio seria necessário para superar a resistência. Como resultado, nossos esforços para colocar esta legislação novamente na agenda do Brasil será uma batalha árdua.
A maioria dos legisladores e público em geral ainda são adeptos da mentalidade do "isso não pode acontecer aqui", pois eles não têm qualquer idéia de táticas terroristas, o conceito de redes de apoio,... Segundo ele, o único fator que poderia mudar essa indiferença é uma outra onda de violência como a desencadeada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo em 2006 (ref D). O terrorismo perpetrado por extremistas islâmicos é muito remoto para os brasileiros se preocuparem. A única maneira que eles vão se mover, acrescentou, é quando o problema os afetar de forma diária.
Diante da situação atual no Rio de Janeiro, seria esta onda de violência no Rio parte de um movimento para ganhar apoio para uma nova lei-anti-terrorismo no Brasil? Seria a onda de violência no Rio um Ataque de Falsa Bandeira?

Outro documento publicado pelo WikiLeaks traz a mais recente avaliação da política brasileira de combate ao terrorismo, de 31 de dezembro de 2009 (
Cable 09BRASILIA1540). Nele, a Ministra Conselheira da Embaixada Lisa Kubiske reitera a existência de "dois discursos separados" no Brasil: enquanto o governo nega, a polícia monitora e colabora em operações de contraterrorismo. Ela cita como exemplo a prisão, em maio daquele ano, de um integrante da Al Qaeda.

A prisão foi feita pela PF em São Paulo durante uma pretensa investigação sobre células nazistas. O libanês, conhecido como "senhor K", foi preso sob acusação de racismo. Para a PF, ele coordenava uma célula de comunicação e recrutamento da Al Qaeda em São Paulo.


Doc. 08BRASILIA43 - Brasil oculta prisões de terroristas
: O governo brasileiro disfarça a existência e a prisão de pessoas ligadas ao terrorismo, de acordo com textos enviados pelo então embaixador americano no Brasil em 2008. Segundo o documento, "o governo brasileiro é um parceiro de cooperação no combate ao terrorismo e actividades relacionados com o terrorismo no Brasil [...] No entanto, os mais altos níveis do governo brasileiro, particularmente o Ministério das Relações Exteriores, são extremamente sensíveis a quaisquer créditos públicos de que terroristas têm presença no Brasil - seja para arrecadar fundos, organizar a logística, ou mesmo trânsito no país - e vai vigorosamente rejeitar quaisquer declarações implicando o contrário".

Doc. 08BRASILIA43 - Governo Brasileiro com relações estreitas com as agências de inteligência dos EUA

As forças de segurança brasileira cooperam estreitamente com a inteligência dos EUA e as agências de segurança no combate ao terrorismo no país, apesar dos desmentidos do governo brasileiro.

Segundo um
telegrama secreto enviado para Washington em janeiro de 2008 pelo embaixador dos EUA Clifford Sobel, a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência ABIN monitoraram suspeitos terroristas e prenderam alguns deles, utilizando outras acusações:
"A Polícia Federal, muitas vezes, prende pessoas com ligações ao terrorismo, mas nunca usa acusações de terrorismopara evitar chamar atenção da mídia e dos altos escalões do governo. Durante o ano passado a Polícia Federal prendeu várias pessoas envolvidas em atividades suspeitas de financiamento ao terrorismo, mas os deteve sob acusações de tráfico de narcóticos e contrabando.".
O governo brasileiro nega a existência de operações contra o terrorismo no país.

Doc 09MOSCOW111 - Ahmadinejad disse ao Ministro do Exterior da Rússia: "Iran não está fazendo nada diferente do Brasil".


Em uma conversa do Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, com o embaixador americano em Moscou, Lavrov conta o que ouviu de Ahmadinejad:

Lavrov elogiou a nova abordagem dos EUA para o Irã, acolhendo a disponibilidade do presidente Barack Obama para envolver os EUA "plenamente" nas negociações com o Iran. A disposição de discutir "todas" as questões foi um passo positivo, um passo que a Rússia vinha defendendo há vários anos, disse Lavrov. Iran exercia uma grande influência na região, inclusive no Afeganistão, Iraque, Hezbollah, Hamas, em Gaza, etc. Iran por muito tempo vem se preocupando com Israel, e viu o Paquistão como um concorrente de armas nucleares. Putin perguntou à Ahmadinejad durante uma reunião em Teerã, alguns anos antes, por que ele fez tais declarações anti-israelenses, mas Ahmadinejad não respondou, dizendo apenas que o Iran "não estava fazendo nada na esfera nuclear diferente do Brasil." Putin respondeu que o Brasil não estava no Oriente Médio.

Notícias relacionadas :

Por: A Nova Ordem Mundial.com

QUEIMA DE ARQUIVO


Autor: Ubirajara Crespo
Categoria: Cura Interior
Conteúdo - Capítulo 1 do livro.

Se bisbilhotar a vida alheia fosse tão ruim assim, realityes shows como o Big Brother Brasil não fariam tanto sucesso. Aliás, dizem que a privacidade já não existe mais. Ultimamente, a privacidade da conta bancária de alguns políticos foi violada por ordem judicial, para desvendar crimes contra o Estado. Muitos gostariam de proceder a uma queima geral e irrestrita de vários de seus arquivos. Até pessoas que se transformaram em arquivos vivos são apagadas. Esta área é muito perigosa.

               

DEUS ACREDITA EM VOCÊ

Autor: André Shalitt
Tamanho: 14x21 cm, 96 pgs.

“Deus Acredita em Você! É uma obra que vai tocar o seu coração. O grande desafio de André Shalitt é fazê-lo entender que você é um grande parceiro de Deus para implementar o Seu Reino”.

Pastor Vilarindo Lima – Igreja Batista Central de Brasília


             

FARMABURGUERS - UMA REALIDADE

‘Farmaburguers’: Eles estao se tornando uma realidade (Investigação sob os fast-food)

Vídeo traduzido pelo Canal luish06 noyoutube
Via: Blog Revelatti

O que você ganha quando você combina de
fast food com a indústria farmacêutica? Farmaburger! Esse é o nome de um episódio do "Investigações sobre alimentos", a nova série de mini-documentário criada por Mike Adams, editor da NaturalNews.com.

Investigações sobre os alimentos (www.FoodInvestigations.com) apresenta vídeos documentários de curta duração (menos de 10 minutos cada) expondo fatos pouco conhecidos sobre alimentos
fastfood e industrializados.

O mini-documentário Pharmaburger discorda do médico do Imperial College de Londres, cujo estudo, publicado no American Journal of Cardiology, o levou a recomendar para
estatinas (remédio para colesterol alto) serem entregues, como pacotes de ketchup em restaurantes de fastfood. Isso, segundo ele, iria "neutralizar" os perigos de riscos de doenças de coração causados por fast foods.

Veja o vídeo a seguir (Vídeo do Mike Adams, Natural News, sobre o plano sinistro da indústria farmacêutica que intenciona submeter a humanidade debaixo de uma engenharia de doença.)



Por: A Nova Ordem Mundial.com

UNIÃO EUROPEIA QUER IMPOR CASAMENTO DO MESMO SEXO

Parlamento da UE vota para impor “casamento” de mesmo sexo em todos os países membros

Hilary White

ROMA, Itália, 24 de novembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Quase que simultaneamente, o Parlamento Europeu anunciou sua intenção de “fortalecer a família” para lidar com a vertiginosa queda demográfica que está vindo para a Europa, e impor o “casamento gay” ou parcerias civis homossexuais em todos os países membros da União Europeia.
O Parlamento da UE votou ontem a favor de um relatório que tem a intenção de forçar todos os 27 países a reconhecerem mutuamente e defenderem legalmente os “efeitos de documentos de estado civil” de outro país da UE, que imporá a exigência do reconhecimento do “casamento” homossexual, parcerias civis ou arranjos semelhantes.
A organização pró-família Vigilância da Dignidade Europeia (European Dignity Watch [EDW]) diz que o relatório, “além das exigências razoáveis” que faz, “poderia implicar” num reconhecimento em toda a UE de casamento de mesmo sexo “mediante meios sorrateiros e gravemente passando por cima do princípio da subsidiariedade”*.
De acordo com a Vigilância da Dignidade, a Seção 40 do relatório “poderia significar que os países membros serão forçados indiretamente a reconhecer uniões de mesmo sexo como iguais ao casamento mesmo que tal reconhecimento não exista no sistema legal do respectivo país”.
A consequência, disse a organização, “seria incontrolável ‘turismo de casamento’ para países que reconhecem o ‘casamento’ de mesmo sexo” como Bélgica, Espanha, Portugal e Suécia, “ou até ‘casamentos’ polígamos… que já são reconhecidos na Holanda”.
Uma das questões legais úteis que está provocando discórdia para os grupos homossexuais de pressão política dentro da UE é a questão da “harmonização que cruza fronteiras”, um conceito de que os países membros precisam reconhecer as leis, inclusive leis com relação à condição conjugal dos cidadãos, em todos os 27 países. Isso, junto com a liberdade legal de todos os cidadãos da UE de viverem em qualquer país da UE que escolherem, é a base de argumentos feitos pelas influentes organizações homossexuais como a Associação Internacional de Gays e Lésbicas (cuja sigla em inglês é ILGA).
VDE diz: “Se o relatório for aprovado em sua forma de rascunho agora, violará gravemente o princípio da subsidiariedade*, um dos principais princípios da fundação da UE. Há um risco óbvio de minar a soberania dos países membros no direito de família e especificamente a definição de casamento em seu próprio país por meio da mudança da definição de casamento transformando-o de direito de família — que é uma competência exclusiva dos países membros — para direito processual”.
A Seção 40 menciona o direito de os cidadãos à “livre circulação” nos países da UE e “fortemente apoia planos para possibilitar o reconhecimento mutuo dos efeitos dos documentos de condição civil”. A seção pede “iniciativas adicionais para reduzir as barreiras para os cidadãos que exercem seus direitos de livre circulação, particularmente com relação ao acesso aos benefícios sociais aos quais eles têm direito de votar nas eleições municipais”.
Os grupos homossexuais de pressão política têm em várias jurisdições ao redor do mundo adotado com êxito a tática de manipular os tribunais para estabelecer o “casamento gay” ou parcerias civis legais. Em vários casos, os ativistas homossexuais “se casaram” num país com o único propósito de forçar os tribunais, e mais tarde as assembleias legislativas, de outro país a reconhecer a “união” deles.
A ILGA recomenda esse método para seus membros, dizendo que o relatório pode ser “usado para propósitos de pressão política e legal” para “exercer pressão em seus governos para exigir que os casamentos domésticos sejam reconhecidos em toda a UE”.
Ao mesmo tempo em que está tentando impor em toda a UE a dissolução do casamento natural e procriativo, a UE está começando a reconhecer a ameaça do iminente colapso demográfico devido a seus baixos índices de fertilidade.
Em 11 de novembro, o Parlamento da UE votou para apoiar um relatório elaborado pelo parlamentar alemão Thomas Mann sobre o “desafio e solidariedade demográficos entre as gerações”.
O relatório frisa a importância da família natural e o papel dos pais para o bem-estar econômico da sociedade em tempos de mudança demográfica.
O relatório também pede uma “mudança de mentalidade” para com os idosos, que, diz ele, não devem ser considerados como um peso sobre a sociedade, mas em vez disso como um recurso de estabilidade. Pede o reconhecimento das igrejas e organizações sem fins lucrativos que contribuem para o “desenvolvimento social da sociedade”.
O relatório citou várias razões para o “inverno demográfico” da Europa, inclusive o adiamento dos adultos para se casarem e formarem famílias à luz de um “mercado de trabalho cada vez mais inseguro”.
O relatório prediz uma mudança demográfica em que haverá um aumento de 4 a 11 por cento de pessoas idosas e uma diminuição de 100 a 66 milhões em 2050 de pessoas jovens com menos de 15 anos de idade.
* Nota do tradutor: O princípio de que um governo central tem função subsidiária, realizando apenas aquelas tarefas que não podem ser realizadas num nível mais local.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Por:  Julio Severo
 

DIPLOMACIA AMERICANA - DOCUMENTOS BOMBÁSTICOS

wikileaksApesar dos apelos do governo americano para que o  Wikileaksdisponibilizar parcialmente o conteúdo destes reveladores documentos. Ao fim do domingo o próprio wikileaks começou a publicá-los diretamente. Até agora, apenas 200 dos 250 mil documentos foram completamente disponibilizados. não divulgasse o novo conjunto de arquivos que incluem milhares de documentos de comunicações diplomáticas, vários jornais pelo mundo inteiro já começaram a 
Os documentos, datados de 1966 até fevereiro de 2010,  mostram a realidade por trás da diplomacia americana, onde autoridades internacionais são tratadas pejorativamente, solicita espionagem em altas autoridades na ONU e até mesmo pede informações sobre atividades terroristas na tríplice fronteira. Veja mais abaixo um resumo dos principais pontos.

O
WikiLeaks havia disponibilizado previamente os arquivos para os seguintes veículos de comunicação: o diário espanhol El Pais, o britânico The Guardian, o New York Times dos EUA, o Le Monde da França e a revista alemã Der Spiegel.

O escândalo está sendo apelidado
cablegate, da mesma forma que o climategate, em uma referência ao escândalo do Watergate, onde Nixon foi pego espionando inimigos políticos.
Um "cable", ou cabo em português, no linguajar diplomático, é um registro oficial escrito por funcionários de uma embaixada para o Departamento de Estado em Washington ou vice-versa. As informações incluídas em um cabo é um resumo e detalhes importantes de uma reunião entre diplomatas dos EUA e os seus homólogos.

Os arquivos vazados incluem milhares de documentos mostrando trocas de informações com várias embaixadas por todo o mundo. São 1947 cabos relacionados com a embaixada do
Brasil. Esta planilha mostra a quantidade de cabos por embaixada.

Os cabos cobrem um conjunto enorme de documentos oficiais: 251.287 despachos, de mais de 250 embaixadas e consulados americanos no mundo inteiro. É uma imagem única da linguagem diplomática dos EUA,  incluindo mais de 50 mil documentos que abrangem a atual administração de 
Obama. Mas o que os dados incluem?

Os documentos incluem um grande número de assuntos reveladores e que devem com certeza repercutir na imagem dos
EUA ao redor do mundo. Eu irei detalhar mais nos próximos dias, mas abaixo está uma listagem com os principais assuntos:

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Al-Quaeda na tríplice fronteira com o Brasil: um dos cabos publicados mostra como em 2008 Washington ordenou a seus diplomatas em Assunção (Paraguai), para que investigassem a possível presença da Al-Qaeda em uma zona de fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil. Este documento solicitava informações sobre grupos terroristas e simpatizantes, incluindo a Al-Qaeda e outros grupos militantes islâmicos como o egipcio Jamaa Islamiya, o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e o Hezbollah do Líbano.

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Vários dos documentos se referem de forma pejorativa ou negativa a vários dos líderes mundiais: a respeito de Angela Merkel, chanceler alemã, foi dito que ela não teria criatividade e evitava riscos.  O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, foi chamado de "Hitler", o presidente francês, Nicolas Sarkozy, seria o  "imperador nú", o presidente afegão, Hamid Karzai, como "impulsionado pela paranóia". O Primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, foi chamado de "macho alfa", enquanto o presidente Dmitry Medvedev de "medroso e hesitante". Os documentos também dizem que líder norte-coreano Kim Jong-il sofre de epilepsia, que a enfermeira ucraniana em tempo integral do líder líbio Muammar Gaddhafi é uma "loira quente", e que o premier italiano Silvio Berlusconi adora "festas".

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Espionagem na ONU: sob o nome de Hillary Clinton, um cabo de 2009 mostra como os órgaos diplomáticos americanos, juntamente com o FBI, a CIA e o servico secreto americano, estavam envolvidos em uma coleta de informações biográficas e biométricas de várias autoridades da ONU e do conselho de seguranca da ONU. Estas informações incluíam detalhes técnicos dos sistemas de comunicação, e até mesmo senhas e chaves criptográgicas de segurança. Este documento foi enviado também para a embaixada americana no Brasil.

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Os líderes árabes pedem de forma privada um ataque aéreo contra o Irã

- Doadores da Arábia Saudita são os maiores financiadores de grupos terroristas


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Acordo secreto entre Washington e o Iêmen para encobrir o uso de aviões dos EUA para bombardear alvos da Al-Qaeda: um cabo registra que durante uma reunião em janeiro com o general David Petraeus, então comandante dos EUA no Oriente Médio, o presidente iemenita, Abdullah Saleh disse: "Nós vamos continuar dizendo que são nossas bombas não suas.".

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Descrição de um quase "desastre ambiental", no ano passado, durante uma transferência clandestina de urânio enriquecido.

- Detalhes técnicos de
negociações secretas entre EUA e Rússia em Genebra, Suíça, sobre mísseis nucleares.

- Choque dos diplomatas americanos com o
rude comportamento do príncipe Andrew (do Reino Unido), quando no exterior.

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Suspeitas de corrupção no governo afegão, com um cabo alegando que o vice-presidente Zia Massoud estava carregando 52 milhões de dólares em dinheiro quando foi parado durante uma visita ao Emirados Árabes Unidos. Massoud nega ter levado dinheiro para fora do Afeganistão.

Neste domingo o site do
wikileaks sofre um ataque de negação de serviço, de acordo com uma mensagem postada em seu twitter: "Estamos atualmente sofrendo um distribuído ataque de serviço em massa". Foi criado um o cablegate.wikileaks.org, um novo site para divulgar os documentos, onde estes podem ser visualizados e agrupados de diversas formas, além de apresentar várias estatísticas.

Acredito que nos próximos dias veremos vários escândalos surgirem a medida que os documentos são analizados e absorvidos. Pretendo publicar mais detalhes dos documentos, especialmente aqueles que envolvem o
Brasil.

Fontes:

Site Cablegates do Wikileaks

Times of India: Wikileaks: US probed al-Qaida presence in Paraguay

Portal do Jornal El Pais sobre os documentos diplomáticos

The Guardian: US embassy cables leak sparks global diplomacy crisis

Globe and Mail: WikiLeaks confronts cyberattack

Cabo solicitando espionagem na ONU

Cabo solicitando informações de atividades terroristas na Tríplice-Fronteira


Por: A Nova Ordem Mundial.com 

DROGA SINTÉTICA EM ISRAEL

Droga "legal" que imita maconha é vendida livremente em Israel

 
O mabsuton custa cerca de R$ 47, na embalagem com 5 g
Foto: Gabriel Toueg/Especial para Terra

Gabriel Toueg
Direto de Tel Aviv
Quiosques em Tel Aviv estão vendendo livremente uma nova droga sintética apelidada de "mabsuton". A raiz da palavra, mabsut, significa "alegre" em árabe e é largamente utilizada em hebraico, entre os israelenses, como gíria. Apesar de ter efeito bem mais forte do que a maconha, droga em falta no país, e de poder causar problemas de saúde, o "mabsuton" não é considerado ilegal.

De acordo com um israelense que consumiu a substância "mais de uma vez", o efeito da droga durou por cerca de uma hora e meia - bem mais que a maconha. Ele relatou ao Terra que, além dos efeitos psicológicos do "mabsuton", ele teve ainda pressão alta e pulso acelerado. "Senti como se tivesse acabado de correr uma maratona", contou. Ele explicou que fez a medição duas vezes depois de fumar a droga, que recebeu de amigos.

Além de ser vendida livremente, a droga não é cara - um pacote com 5 gramas sai por cerca de 100 shekels (cerca de R$ 47). O valor é baixo quando comparado ao de drogas ilegais, como a maconha ou o haxixe. De acordo com a imprensa israelense, 50 gramas de maconha podem valer mais de 1,7 mil shekels (R$ 820). O haxixe é ainda mais caro: 10 gramas saem por 500 shekels (R$ 235). O valor sofreu um aumento expressivo por conta da baixa oferta de drogas no país. Antes da "seca", 50 gramas de maconha valiam 150 shekels (R$ 70 reais). E 10 gramas de haxixe eram vendidos por 200 shekels (R$ 94).

Chá de ervas, telefone e internet
 
O "mabsuton" é anunciado nos quiosques como um "chá de ervas aromáticas e naturais" e comercializado em baixas quantidades, em embalagens plásticas. Segundo o usuário que conversou com o Terra, o fato de a maconha estar em falta no país abriu uma oportunidade de mercado para a venda do "mabsuton", que imita a droga inclusive no cheiro. "Mas estou certo de que isso é um veneno", disse, pedindo para não ser identificado.



Na rua Allenby, localizada no sul de Tel Aviv em uma região lotada de bares e discotecas, quiosques vendem a droga sem qualquer disfarce. Neste sábado pela manhã pelo menos quatro desses locais estavam abertos e vendiam o produto, e encontrá-los não foi difícil: cartazes e adesivos anunciavam a venda.

Em um dos locais, na movimentada esquina das ruas Allenby e Ben Yehuda, um sujeito se mostrou avesso à reportagem e acabou contando que, embora a venda da substância não seja ilegal, a polícia já o prendeu "algumas vezes". Mesmo assim, ele garantiu que o quiosque em que estava, apesar de ter vários adesivos do "mabsuton", não vende mais a substância.

Na mesma quadra, um local anunciava uma outra droga, chamada de "Mr. Nice Guy". A funcionária do local disse que 1 grama sai por 50 shekels, o mesmo valor do haxixe. "Mas é bem mais forte que o 'mabsuton'", garantiu. Apesar de ela ter feito a comparação, a embalagem traz a informação de que a substância deve ser usada apenas em incensos, e que não serve para consumo humano.

Como não há lei para coibir a venda das substâncias, a comercialização também é feita pela internet e pelo telefone, inclusive com serviço de entrega a domicílio. O "Mr. Nice Guy" tem um site e o "mabsuton" é oferecido pelo telefone.

Imitação
 
Não é a primeira vez que drogas desse tipo são vendidas em Israel. Há cerca de seis anos uma substância apelidada de "chaguigá", hebraico para "comemoração", começou a ser vendida em cápsulas. A "chaguigá" imita a cocaína, podendo ser inalada como o pó ou consumida por via oral. Como o "mabsuton", a "chaguigá" também tem efeito muito mais forte do que a droga original. Mas a venda foi enquadrada na lei de entorpecentes do país como ilegal.


De acordo com um policial israelense que realizava esta semana uma blitze rodoviária próximo a um quiosque que vende "mabsuton", não há nada que a polícia possa fazer para coibir a venda. "Até que a comercialização seja enquadrada na lei, a venda é absolutamente legal", disse, apesar de reconhecer os danos que a nova substância pode causar. Procurada pelo Terra, contudo, a polícia não deu nenhuma declaração oficial a respeito da droga.

De acordo com especialistas, o "mabsuton" pode ser nocivo à saúde. Entre os sintomas registrados em pessoas que disseram ter usado a substância estão sudorese, vômitos, tonturas e convulsões psicóticas.

Recentemente, uma pesquisa realizada anonimamente em Israel revelou que cerca de 47 mil adolescentes admitiram ter usado algum tipo de substância vendida em quiosques no país, apenas no ano passado. Cerca de 3 mil quiosques em Israel comercializam essas substâncias, algumas delas já ilegais, como a "chaguigá".


Por: Terra Noticias

HISTÓRIA DA LÍNGUA HEBRAICA


Os livros da Bíblia Hebraica foram compostos em hebraico, apenas algumas passagens foram compostas em aramaico. O hebraico encontrado nos livros bíblicos do Tanach não é uniforme e apresenta três estágios distintos.
O trabalho com o texto hebraico bíblico possibilita corrigir interpretações de outras teologias que corromperam seu sentido original e, conseqüentemente, a identidade do texto como um todo.
Exemplo: A maior parte das traduções convencionais opta pelo verbo “pairar” para traduzir o hebraico merahefet. O radical rhf, porém, do qual merahefet é derivado, traz a idéia básica de movimento, deslocamento e vibração, um sentido que o hebraico compartilha com o ugarítico (língua semita ocidental, da mesma família do hebraico). O verbo associado a ruach, vento, sopro, espírito divino, reforça ainda mais a idéia de que a superfície das águas estaria agitada: a presença divina gerando movimento e dinamismo e alterando a natureza informe e estática do caos primordial.

No tópico “História da Língua Hebraica”, optei por fazer um breve “fichamento” das considerações de alguns estudiosos sobre o tema. O objetivo foi elaborar um panorama dos trabalhos realizados e levar as pessoas a ler o trabalho (na íntegra) dos respectivos autores.

A Bíblia Hebraica e a História da Língua Hebraica

Extraído de: MALANGA. Eliana Branco. A Bíblia Hebraica como obra aberta: uma proposta interdisciplinar para uma semiologia bíblica. São Paulo: FFLCH/USP; Associação Editorial Humanitas; FAPESP, 2005. p.76-81.

Originalmente o trabalho de Eliana Malanga foi apresentado como sua tese de doutoramento, no Departamento de Lingüística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade do Estado de São Paulo (USP), em 2002.

A questão da datação dos textos bíblicos se relaciona à história da língua hebraica por duas vertentes: por um lado, as características gramaticais e semânticas dos textos ajudam a datá-los; por outro, os fatos descritos nos textos e os elementos míticos que os compõem, funcionando como indicativos sobre a época provável de sua redação, colaboram para que se estabeleça uma datação da formação e da evolução do idioma hebraico. Quando dizemos que o hebraico bíblico divide-se em três períodos — arcaico, Primeiro Templo e Segundo Templo —, estamos utilizando períodos que têm por base fatos descritos na Bíblia. Mas, quando se afirma que o Livro de Daniel é do século II a.E.C., é a partir do uso intenso do aramaico que se pode estabelecer tal datação.

O tema da datação dos livros da Bíblia Hebraica se refere tanto à formação e à transformação do hebraico antigo como do moderno. Um dos aspectos relevantes no estudo de um discurso poético é a construção de um parâmetro comparativo em relação ao discurso usual. Paralelamente, o conhecimento do contexto histórico e pessoal do autor pode ser útil para entender o processo de construção poética. Embora a poesia hebraica clássica tivesse regras claras, que já foram estudadas pela crítica bíblica, tais como a.repetição (simples, por sinonímia e por antinomia), muitos textos da Bíblia Hebraica que não podem ser formalmente considerados poesia apresentam, do ponto de vista da densidade do significado, uma função poética. A compreensão da “história da redação dos textos” pode ser um útil instrumento para uma leitura mais apropriada destes quando se busca separar o uso poético de outras funções da linguagem. Isso pode evitar armadilhas como as que tantas vezes enganaram os estudiosos da Bíblia, que viam imagens Figuradas em descrições de fatos corriqueiros, como mais tarde se pôde descobrir por meio da arqueologia.
É importante traçar um “elo operacional” entre o estudo das transformações sofridas pela língua hebraica e a abordagem semiológica do estudo da Bíblia. A questão de datação dos textos bíblicos, a partir do estudo de algumas teorias já conhecidas, pode fornecer subsídios para compreender o contexto de sua redação.

É preciso levar em conta que, no que se refere à datação, ainda está longe de um consenso, embora alguns princípios gerais norteadores, como a teoria das fontes, já tenham sido aceitos por quase todos os estudiosos da Bíblia (no âmbito da ciência e da universidade, naturalmente e, em alguns casos, mesmo no âmbito da religião). Apesar dos grandes progressos realizados pelas escavações arqueológicas em Israel e em algumas partes do Oriente Médio nas últimas décadas, há um longo caminho a ser trilhado até que se possa conhecer com maior exatidão quando foram escritos os textos bíblicos. Essa dificuldade é certamente maior em vista das camadas redacionais que a maioria deles possuiu, ou seja, compilamentos e acréscimos posteriores à redação original, e também por causa dos problemas em identificar o autor ou autores de cada livro ou camada redacional. Não obstante, é preciso reconhecer que muito se progrediu, que já não estamos totalmente às escuras e podemos, com alguma precisão, situar as datas de redação dos livros da Bíblia Hebraica.

A pretensão aqui não é a de chegar a posições conclusivas com respeito a datações dos textos bíblicos... [...] Trata-se apenas de um levantamento, ainda que não suficientemente extenso ou profundo, sobre algumas teorias e orientações aceitas pelo mundo científico que permitem uma reflexão sobre a construção histórica dos significados, aspecto fundamental na questão da creleitura da obra aberta.

► Texto hebraico bíblico e a língua hebraica ► Observamos que na Bíblia Hebraica, a língua hebraica sofreu mudanças ao longo de aproximadamente mil anos em que provavelmente foram escritos os livros que dela fazem parte. Os estudos lingüísticos permitiram uma datação mais correta dos livros da Bíblia Hebraica, embora também se continue recorrendo à pesquisa histórica.

► Comentário 2: Trebolle Barrera ► O conceito de “hebraico bíblico” não deixa de ser uma ficção [...]. Os textos bíblicos refletem um milênio inteiro de desenvolvimento lingüístico, pelo que não pode deixar de refletir hebraicos diferentes e de terem incorporado diversos dialetos. As diferenças dialetais entre o hebraico de Judá no Sul e o de Israel no Norte remontam a dialetos cananeus do segundo milênio a.C. (TREBOLLE BARRERA, Julio. A Bíblia judaica e a Bíblia cristã: introdução à história da Bíblia. Trad. Ramiro Mincato. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. p.75).
 
Comentário 3: Malanga (2005:78) observa que essas diferenças dialetais são um dos elementos a que recorre o estudioso na tentativa de realizar a datação dos textos e das camadas redacionais. Contudo, o material também pode levar a enganos na tradução e na interpretação dos textos em razão da mudança de sentido que o vocábulo tenha sofrido ao longo do tempo.


Hebraico Bíblico (MALANGA)[1]
Períodos
Características
Textos
Arcaico
Primeira camada na qual o léxico apresenta maior proximidade com as línguas vizinhas.
Presente na Torá por meio de poemas e cânticos de redação anterior ao texto bíblico.
Pré-exílico
ou clássico
O hebraico do período clássico serviu de modelo da língua pura e perfeita.
É uma língua rica em termos concretos e pobre em termos abstratos e adjetivos.
Possui grande riqueza de sinônimos para as idéias mais importantes, os quais não são sinônimos perfeitos, mas representam sutilezas de expressão, o que é importante para a poesia e para o estilo do hebraico, baseados na repetição.
Os livros atribuídos a esse período têm grande grau de homogeneidade lingüística, com apenas 500 radicais hebraicos, mas ocorrem 2 mil casos de hapax legomena, ou seja, de palavras que aparecem uma única vez, o que dificulta a tradução.
Abrange a maior parte da Bíblia Hebraica.
No período clássico foi escrita a maior parte da Torá e, de acordo com alguns estudiosos, quando do retorno dos exilados e da construção do Segundo Templo, apenas teria sido feita a fusão das fontes.
Os livros históricos de Samuel e Reis pertencem a esse período.
Observação 1: Como os mesmos relatos de Samuel e Reis são repetidos nos livros de Crônicas, que são do período pós-exílico, foi possível estudar comparativamente ambos os textos para descobrir diferenças de língua e de estilo.
Observação 2: A maior parte dos livros dos profetas também foi escrita no período do Primeiro Templo: Amós e Oséias (século VIII a.E.C.); Isaías de 1-39 e Miquéias (século VII a.E.C.); Jeremias e Habacuc (século VI a.E.C.). Também do século VI a.E.C. seria o Livro das Lamentações.
Pós-exílico
ou do
Segundo Templo
O hebraico pós-exílico apresenta uma maior influência do aramaico, graças a um maior contato com essa língua, sobretudo para aqueles que tinham ficado em Judá, justamente a população menos culta.
O hebraico do período tem uma maior aproximidade com o hebraico mishnaico, a fase posterior da história do idioma hebraico.
Observação 1: Anterior ao exílio já havia um contato com os povos de fala aramaica no norte e no nordeste.
Em 721 a.E.C. o reino do norte foi subjugado pelos assírios, a população israelita da Samaria foi em parte substituída por uma população de língua aramaica, colocando o hebraico em constante contato com esta.
Observação 2: Após a restauração, no período do Segundo Templo, o hebraico permanece em constante contato com o aramaico: a) os vizinhos ao norte da Judéia; b) o aramaico tornou-se a língua oficial administrativa do Império Persa para todo o Crescente Fértil que faz parte dos seus domínios de 538 a 533 a.E.C.


[1] Adaptado de: MALANGA. Eliana Branco. A Bíblia Hebraica como obra aberta: uma proposta interdisciplinar para uma semiologia bíblica. São Paulo: FFLCH/USP; Associação Editorial Humanitas; FAPESP, 2005. p.79-81.


Hebraico Bíblico (AUTH)[1]
Períodos
Características – Contexto Histórico
1ª fase
aproximadamente do ano 1000 até
o ano 100 a.E.C.
As palavras eram escritas só com as consoantes. E estas não eram escritas do mesmo jeito em todos os lugares. Depois do exílio da Babilônia, por volta do ano 538 a.E.C., a escrita das consoantes começou a tomar a forma quadrada, como é até hoje no hebraico bíblico.
2ª fase
do ano 100 a.E.C.
ao ano 500 E.C.
Nesse período é fixada uma forma única de escrever as consoantes.
3ª fase
do ano 500 ao
ano 900 E.C.
Nesse período, a língua chega a adquirir sua estabilidade com o acréscimo e fixação das vogais, O trabalho de unificar as consoantes e acrescentar as vogais foi definitivamente sistematizado no século IX E.C. por um grupo de judeus de Tiberíades, estudiosos da Bíblia, chamados de massoretas, que colocavam por escrito todas as tradições orais que diziam respeito ao texto bíblico e, em particular, ao modo de lê-lo e escrevê-lo.


[1] Adaptado de: AUTH, Romi. Bíblia, comunicação entre Deus e o povo. São Paulo: Paulinas, 2001. p.22-23. (Bíblia em comunidade, 1). 




Hebraico Bíblico (TREBOLLE BARRERA)[1]
Trebolle Barrera (1995:8-9) mostra a necessidade dos estudos bíblicos de construir pontes entre os diversos campos de estudo. O estudo da Bíblia exige o trabalho conjunto de epigrafistas e paleógrafos por um lado, e de historiadores da religião bíblica, do pensamento judaico e do pensamento cristão por outro. Muitas são as questões que exigem atualmente um tratamento interdisciplinar.
Histórico: As descobertas modernas resgataram outras línguas semíticas com os quais o hebraico está aparentado (acádico, ugarítico, fenício, etc.), assim omo línguas não semíticas, que de alguma forma influíram no hebraico e no aramaico.
Segundo Trebolle Barrera (1995:9), no terreno lingüístico a Bíblia trilíngüe exige um novo diálogo e não o velho distanciamento entre hebraístas, helenistas e latinistas. O trilingüísmo hebraico-aramaico-árabe, com o qual conviveram os massoretas, gramáticos e exegetas judeus do Oriente árabe e da Espanha muçulmana, exige não esquecer-se da contribuição do árabe para compreender a tradição gramatical exegética presentes na transmissão textual da Bíblia Hebraica.
A descoberta na época moderna das línguas semíticas do Oriente Antigo originou um novo trilingüísmo representado pelo hebraico/aramaico-ugarítico-acádico, que ajuda a explicar muitas questões mal colocadas ou erroneamente resolvidas no passado com o cooperação unicamente da crítica textual ou do testemunho das versões. Essa nova descoberta lingüística possibilita também situar a literatura e a religião bíblica no seu contexto cultural originário.
Línguas semíticas

O hebraico e o aramaico pertencem à família das línguas semíticas. Estas se dividem em 4 grupos:
Semítico do Sul: inclui o árabe e o etiópico. Anteriormente o árabe era praticamente o único canal de aproximação ao estudo do semitismo antigo. Atualmente, o acádico tomou o lugar do árabe nesta função. Os comentários atuais dos livros bíblicos ignoram muitas referências utéis ao árabe que enchiam os comentários da primeira metade do século.
Semítico do Noroeste: é o cananeu em suas distintas formas: o hebraico, moabita, edomita por uma parte, e ugarítico, fenício e púnico, por outra.
Semítico do Norte: é basicamente o aramaico, subdividido em 2 grupos: o grupo ocidental (o aramaico da Bíblia, dos targumim e da Guemará do Talmud palestinense e ainda o samaritano e o nabateu) e o grupo oriental (o aramaico do Talmud babilônico e o siríaco das traduções bíblicas e dos escritos cristãos e mandeus).
Semítico do Leste: compreende o acádico e suas línguas derivadas, assírio e babilônio.
Observações gerais sobre o hebraico: A língua hebraica é conhecida na Bíblia como a “língua de Canaã” (Is 19,18), e mais freqüentemente como “judaica” (Is 36,11; 2 Cr 32,18). Os grupos de hebreus relacionados com os hapiru, encontrados em Canaã nos finais do século XIII a.E.C., somaram-se outras tribos do futuro Israel ali sediadas desde a Antigüidade. Depois da sedentarização em Canaã, os grupos vindos de fora começaram a falar também o hebraico.
1) Ortografia: Num primeiro período, durante os anos 900-600 a.E.C., a ortografia hebraica, como a fenícia, tendia a representar graficamente somente as consoantes. Ao longo do século XI, os arameus desenvolveram um sistema rudimentar de notação vocálica mediante as denominadas matre lectionis. Este sistema foi utilizado pelos israelitas a partir dos inícios do século IX a.E.C. No período entre os anos 600 e 300 a.E.C. começou-se a usar as matre lectionis para indicar a presença de uma vogal longa, sobretudo ao final de palavras. Com o passar do tempo desenvolveu-se uma tendência a representar inclusive as vogais breves.
2) Sistema de escrita: Até os séculos V-VI E.C., o hebraico não dispunha de um sistema de escritura dotado de vogais. Observa-se um esquecimento crescente da pronúncia exata do texto bíblico. Para evitar esta perda, ao lado da escritura consonântica foi criado um sistema de acentos e de vogais, que são indicados através de pontos e de traços diversos, situados em cima ou embaixo da consoante, depois da qual se pronunciam. Esta estrutura consonântica do hebraico (variações vocálicas dentro de uma mesma raiz estável e o sistema de escritura que utliza unicamente signos de valor consonântico) permitem mudanças fonéticas e gráficas (significantes) que ocasionam mudanças de significado. Isto permite uma duplicidade de sentidos em numerosos textos legais ou narrativos.
3) Raiz triconconantal: A característica mais particular da estrutura lingüística do hebraico e das línguas semíticas em geral é a composição triliteral das raízes, muitas das quais eram no início biconsonantais. Verbos e substantivos que se referem a um mesmo núcleo de significado derivam de uma mesma raiz. Dificulade de identificar a raiz de uma forma verbal. O texto bíblico apresenta algumas vezes duas leituras variantes, ocasionadas pela diferente identificação da raiz verbal.
4) Tempos verbais: Os tempos dos verbos, denominados de perfeito e imperfeito, não designam o tempo da ação (passado, presente e futuro), mas o caráter concluso (perfeito) ou inconcluso (imperfeito) da mesma. O leitor deverá deduzir do contexto se o verbo refere-se a tempo passado, presente ou futuro. A poesia hebraica pode servir-se indistintamente do perfeito e do imperfeito, justapondo-os pelo único prazer do paralelismo. Um judeu da época pós-exílica podia surpreender-ser tanto quanto um tradutor atual ao ver utilizadas num mesmo verso duas formas verbais que significam aspectos diferentes. O paralelismo poético pode jogar também com variantes na conjugação. Tais procedimentos poéticos podiam dar ocasião a variantes textuais. Por isso, é necessário muito cuidado para não corrigir os textos poéticos conforme os critérios gramaticais de épocas tardias.[2]
5) Indicação de caráter gramatical: Os primeiros escribas judeus podem ter deixado no texto indicações de caráter gramatical que não devem ser confundidas com o próprio texto bíblico. Exemplo: Na expressão do Sl 61,8b “Graça e lealdade (+ mn) o protegerão”, as consoantes mn não aparecem em alguns testemunhos do texto nem se encontram na passagem similar de Pr 20,28, pelo que resulta tentadora a proposta de sumprimi-las (cf. BHS – Bíblia Hebraica Stuttgartensia). Trata-se de uma indicação intorduzida pelo escriba: mn é uma abreviatura de male´ nûn (“plene nun”), pela qual se adverte que o nûn do verbo no tempo futuro, que segue imediatamente, não se elide[3], mas que há de escrever-se em sílaba fechada não acentuada. Estas duas consoantes não devem ser consideradas, portanto, como a partícula hebraica min (“de,” “desde”) nem como o pronome aramaico interrogativo man (“quem”).
6) Terminações específicas: Em suas origens, o hebraico dispunha de terminações específicas para indicar o caso dos nomes. O mesmo ocorreu na evolução das línguas românicas a partir do latim. Os casos terminaram desaparecendo e as relações de dependência começam a ser expressas através da ordem das palavras e mediante à utilização de partículas. Para expressar o genitivo o hebraico dispõe da forma chamada “construta”. A perda dos casos no hebraico determinou uma mudança de língua sintética para língua analítica. Esta passagem todavia não está completa pois o hebraico ainda conserva o estado construto.
7) Adjetivos: O hebraico é uma língua relativamente pobre em adjetivos. Carece também de formas específicas para expressar o comparativo e o superlativo. Em seu lugar faz uso da forma do construto ou de outro tipo de expressão.
8) Sintaxe: A sintaxe[4] hebraica prefere a parataxe à completa subordinação de frases (hipotaxe), característica do grego e do latim.[5]
9) Formas arcaicas: Os textos poéticos conservam freqüentemente formas arcaicas. Exemplo: o uso do imperfeito yiqtol para expressar o tempo passado, no lugar das formas qatal ou waw-yiqtol. O Sl 78 apresenta vários exemplos de uso poético característicos dos poemas de Ugarit. Igualmente poemas arcaizantes como o Sl 68 mostram a tendência a prenscindir do artigo definido ha (n)-, introduzido e generalizado após 1200 a.E.C.
10) Lexicografia: Ocorrência de muitos empréstimos tomados das línguas dos povos com os quais os israelitas tiveram contato ao longo do primeiro milênio a.E.C. As variantes léxicas podem dar lugar a variantes textuais. O hebraico tomou do semítico oriental numerosos termos.Os empréstimos das línguas não semíticas oferecem um interesse particular.
11) Lingüística comparada: A lingüística comparada pode esclarecer termos ou passagens obscuras do Texto Hebraico Bíblico (Antigo Testamento) com palavras ou expressões análogas em outras líguas semíticas. As fontes acádicas sempre se sobressaíram neste tipo de estudos. O descobrimento dos textos de Ugarit em 1929 orientou os estudos até o marco geográfico e cultural cananeu, habitat natural da língua e da literatura bíblica. Textos ugaríticos paralelos aos textos bíblicos permitem reconstruir a forma e o significado primitivos de palavras hebraicas mal copiadas ou mal interpretadas na tradição manuscrita.[6] Isto permite propor novas e melhores traduções de numerosas passagens do AT.
12) Hebraico Bíblico 1: O conceito de “hebraico bíblico” não deixa de ser uma ficção, como o é também o de “texto bíblico” ou, inclusive, o de “texto massorético” (Cf. Trebolle Barrera, 1995:322). Os textos bíblicos refletem um milênio inteiro de desenvolvimento lingüístico, pelo que não pode deixar de refletir hebraicos diferentes e de terem incorporado diversos dialetos. (Cf. Trebolle Barrera, 1995:75.)
13) Hebraico Bíblico 2: Coleções de livros bíblicos: a formação, a transmissão, tradução e interpretação do textos dos mesmos, deu-se ao longo dos séculos, o que corresponde ao uso do hebraico bíblico tardio e ao hebraico de Qumrã. O hebraico clássico e o pós-bíblico coexistiram por algum tempo. A obra do Cronista e dos livros do Eclesiastes e Ester mostram a evolução da língua nos períodos persa e grego. A forma do pronome anokhi “eu”, é substituída com freqüência pela de ani, e a forma do pronome relativo asher por –she. No hebraico pós-bíblico, o sistema do vav consecutivo começa também a decompor-se. As inovações léxicas do hebraico pós-bíblico são em geral, embora não sempre, empréstimos do aramaico.
14) Hebraico Bíblico 3: Ao longo dos períodos helenístico e romano, o hebraico bíblico, o clássico, sobreviveu não só como língua falada senão também como língua escrita, inclusive fora do âmbito da sinagoga.
15) Hebraico Bíblico 4: A gramática, o léxico e o estilo literário do hebraico mishnaico repousam sobre a base de um hebraico coloquial cujo uso sobreviveu durante esta época, embora não estivesse generalizado. O hebraico mishnaico se inscreve na evoluçãolingüística da língua hebraica bíblica com características próprias. O hebraico mishnaico contém alguns elementos genuinamente semíticos, que não se encontram no hebraico bíblico e carece, ao contrário, de outros comuns ao hebraico bíblico e ao aramaico. Características do hebraico mishnaico: a substituição definitva do relativo asher por –she, a forma shel do genitivo, o uso restrito do “estado construto”, o desaparecimento do sistema do vav consecutivo, maior freqüência do uso do particípio, convertido praticamente ao tempo presente.

[1] Adaptado de: TREBOLLE BARRERA, Julio. A Bíblia judaica e a Bíblia cristã: introdução à história da Bíblia. Trad. Ramiro Mincato. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. p.67-79.
[2] Ver o estudo de: BARCO, Francisco Javier del. Temporalidad, aspecto, modo de acción y contexto en el verbo hebreo bíblico. IN: Revista MEAH (Miscelánea de Estudios Árabes y Hebraicos). Sección Hebreo. 2003. v 2, p.3-286. ISSN: 0544-408X
Disponível em:
<http://www.ugr.es/~estsemi/hebreo/hebmeah52.htm>.
[3] Elidir: fazer elisão de; suprimir. / Elisão: eliminação, supressão; supressão da vogal átona final duma palavra, quando a seguinte principia por vogal (exemplo dalgo = de algo).
[4] Parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e das frases no discurso.
[5] Veja o estudo sobre o classicismo bíblico de TREBOLLE BARRERA, J. (1995) p.162-165.
[6] Veja o estudo de: PIQUER OTERO, Andrés. Estudios de sintaxis verbal en textos ugaríticos poéticos. Tese de Doutorado. Madri, Espanha: Departamento de Estudios Hebreos y Arameos da Facultad de Filologia/ Universidad Complutense de Madrid, 2004.
Disponível nos links:
<http://www.ucm.es/eprints/4653/> e
<http://www.ucm.es/BUCM/tesis/fll/ucm-t26689.pdf.>.

Hebraico Bíblico (FRANCISCO)[1]

Todos os períodos históricos do hebraico demonstram uma evolução contínua e às vezes profunda em sua estrutura Iingüística.
A Bíblia Hebraica foi composta entre o século XII e II a.E.C. e seus livros refletem mais de um estágio na evolução da língua hebraica durante o período bíblico. Percebe-se também mais de um dialeto empregado em seus textos (o dialeto de Judá e o de Israel).
O vocabulário da Bíblia Hebraica é relativamente limitado compreendendo um pouco mais de 8.000 vocábulos, dos quais 2.000 são palavras ou expressões que ocorrem uma única vez ao longo do texto da Bíblia Hebraica (esses casos são denominados de hapax legomena). Os estudos realizados sobre os hapax legomena no texto hebraico bíblico apontam que a maior concentração deles se encontra nos livros (em ordem de quantidade): Jó, Ct, Is, Pr, Na, Lm e Hab. Os livros que apresentam um menor registro de hapax legomena são (em ordem de quantidade): 1 e 2 Cr, 1 e 2 Rs, Js, Ex e 1 e 2 Sm.
Os hapax legomena podem ser divididos em dois grupos: os hapax parciais (palavras que são únicas em uma determinada forma, mas em outros textos a mesma ocorre com alguma diferenciação, como artigo, preposição, plural, conjunção) e os hapax absolutos (a palavra não possui uma outra forma similar em todo o texto bíblico, constituindo assim, uma forma totalmente única).

Período Hebraico Arcaico
(séc. XIII a X a.E.C.)
Características
A poesia hebraica arcaica possui muitos elementos próprios, como o uso de determinados verbos e um vocabulário típico do hebraico nos séculos XII a X a.E.C.
Uma grande parte do vocabulário é constituída de palavras raras e arcaicas e além disso, aparecem uma única vez, no texto bíblico (hapax legomena).
Os textos em hebraico arcaico demonstram também que havia uma diferença entre a linguagem literária e entre a linguagem falada no cotidiano pelo povo israelita.
Textos
Gn 49, Ex 15, Nm 23 e 24, Dt 32 e 33, Jz 5, Sl 18, Sl 68
Os textos de Ex 15 e Jz 5 (o Cântico de Débora) datam do século XII a.E.C.
Os textos de Sl 18 e Sl 68 surgiram provavelmente na época da Monarquia Unida, em Israel (século XI e X a.E.C.).
Todos os textos poéticos, transmitidos oralmente de geração em geração, foram posteriormente colocados por escrito.
O primeiro texto bíblico a ser composto foi Jz 5 ( o Cântico de Débora), escrito provavelmente por volta de 1125 a.E.C. logo após os fatos ali relatados.
Os textos poéticos compostos na antiga forma do hebraico bíblico são de procedência do reino do Norte (Israel) e apresentam influência de povos vizinhos e de suas literaturas.

Hebraico Pré-Exílico ou Hebraico Clássico
(séc. X a VI a.E.C.)
Características
A linguagem do hebraico pré-exílico assinala o auge de desenvolvimento da língua hebraica no período bíblico e coincide com o apogeu da vida política, social, cultural, espiritual e econômica do povo israelita desde a sua entrada na Palestina ocorrida no século XIII a.E.C.
O hebraico pré-exílico alcançou uma elevada perfeição de linguagem e de composição que serviu de modelo para os outros estágios posteriores do hebraico, como o hebraico póséxílico e o hebraico de Qumran.
Alguns estudiosos debatem até que ponto a linguagem dos livros bíblicos pré-exílicos refletia o falar cotidiano do povo israelita. Provavelmente a linguagem do hebraico pré-exílico era uma forma de composição literária típica dos escribas da corte, os quais padronizaram e fixaram as regras de uma literatura em língua culta e acabaram por desenvolver uma linguagem oficial.
A linguagem do hebraico pré-exílico reflete o dialeto próprio de Jerusalém e arredores, mas alguns livros como o de Oséias e o de Amós refletem o dialeto falado no Reino do Norte (Israel) que conservou a linguagem da época da Monarquia Unida sob Davi e Salomão (séc.XI e X a.E.C.). Contudo, a linguagem predominante nos livros bíblicos escritos antes do Exílio da Babilônia é a de Jerusalém.
O hebraico pré-exílico tinha se tornado uma linguagem unificada e padronizada já na época de Salomão (961-922 a.E.C.) e fora criada provavelmente na capital, Jerusalém. Tal linguagem também era utilizada pelos sacerdotes do Templo de Jerusalém e pelos escribas profissionais da corte e como tal, conservava rigidamente o padrão literário e mantinha distância da língua falada.
A estrutura consonantal dos textos bíblicos compostos no período pré-exílico é satisfatoriamente preservada pela tradição manuscrita. Em relação à vocalização, observa-se consideráveis diferenças entre a pronúncia do hebraico desse período e entre aquela fixada pelos massoretas 15 séculos mais tarde. O sistema de vocalização massorética reflete o ponto-de-vista dos próprios massoretas e em seu sistema encontra-se evidente influência do aramaico e de uma desmedida reconstrução subjetiva.
Textos
Pentateuco, Js, Jz, 1 e 2 Sm, 1 e 2Rs, Is (cap. 1 a 39), Jr, Ez, Am, Os, Mq, Na, Hab, Sf, Sl 2, Sl 3, Sl 6, Sl 11, Sl 15, Sl 20, Sl 21, Sl 24, Sl 27, Sl 28, Sl 30, Sl 31, Sl 42, Sl 43, Sl 44, Sl 45, Sl 56, Sl 57, Sl 59, Sl 61, Sl 63, Sl 78, Sl 80, Sl 82, Sl 89, Sl 101, Sl 109, Sl 110, Sl 132 e Sl 144
Uma boa parte dos livros da Bíblia Hebraica foram compostos no período que antecede o Exílio da Babilônia ocorrido a partir de 586 a.E.C. e tal época compreende o século X ao VI a.E.C., isto é, entre a época da Monarquia Unida (séc.X a.E.C.) e entre a Queda do Reino de Judá (séc.VI a.E.C.).
Essa época marca o início da composição sistemática dos livros bíblicos, os quais refletem a tradição e a experiência religiosa do povo de Israel com a fé monoteísta, como as tradições históricas relacionadas ao período patriarcal, ao Êxodo, à conquista de Canaã, à época dos juízes e à epoca da monarquia.

Hebraico Pós-Exílico ou Hebraico Tardio
(séc.
VI a.E.C. a II a.E.C.)
Características
Depois do Exílio da Babilônia a língua hebraica sofreu modificações em sua estrutura lingüística e os livros que foram escritos na época exílica e pós-exílica refletem um novo estágio. Alguns estudiosos afirmam que o hebraico pós-exílico é a língua da maioria dos livros bíblicos.
No período do Exílio e em época posterior, os judeus começaram a falar o aramaico em suas relações com seus dominadores e com as nações vizinhas. O aramaico era uma língua semítica muito próxima ao hebraico e na época do domínio assírio (período recente, séc. IX-VII a.E.C.), neobabilônico (séc. VII-VI a.E.C.) e persa (séc. VI-IV a.E.C.) tinha se tornado o idioma internacional do comércio e das relações diplomáticas. Uma boa parte do Oriente Médio dessa época falava a língua aramaica como a Síria, a Babilônia e a Assíria.
Quando os judeus retornaram do Exílio na Babilônia, na mesma época em que ocorreram as atividades de Esdras, Neemias e dos profetas Ageu e de Zacarias, o aramaico tinha se tornado uma língua comum de comunicação entre os exilados judeus e além dessa língua, também uma forma popular do hebraico que séculos mais tarde se tornaria o hebraico rabínico ou hebraico talmúdico.
Na época do domínio babilônico e persa, o hebraico não tinha desaparecido como idioma falado no cotidiano pelos judeus. Exemplo: vários livros da Bíblia Hebraica compostos após o Exílio Babilônico e outros documentos desse período em diante, como as cartas de Bar Kokhba (132-135 E.C.), os comentários rabínicos como os de Hille e os de Shammai (séc. I a.E.C., os escritos da comunidade de Qumran, entre outros. Provavelmente na região sul da Palestina conhecida como Judéia era muito comum o uso do hebraico nas relações diárias entre os judeus, enquanto na Galiléia e na Samaria era mais utilizado o aramaico.
Uma das características do hebraico pós-exílico é a evidente influência do aramaico, da linguagem popular hebraica e o uso de alguns elementos do hebraico pré-exílico na composição dos livros bíblicos pós-exílicos.
Encontramos abundantes aramaísmos nos livros de Esdras, Neemias, Daniel, Jô, Crônicas, Ester, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos. Os livros de Rute, Lamentações e um bom número de salmos, de escritos proféticos e de escritos sapienciais não foram afetados pelo aramaico. Além do vocabulário, o aramaico também influenciou a sintaxe e a morfologia do hebraico pós-exílico.
Durante o período pós-exílico, o hebraico pré-exílico continuou a ser usado como modelo e como inspiração literária para os escritores bíblicos desse período, como pode-se constatar em determinados textos bíblicos, como Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Daniel, vários salmos, entre outros textos.
Alguns estudiosos constataram que os autores dos livros bíblicos mencionados e dos textos de Qumran tentaram imitar o estilo e usar o vocabulário do hebraico como encontrado no texto da Torá (Pentateuco).
Textos
Esd, Ne, 1 e 2Cr, Is 40-66, Ag, Zc, Ab, Ml, Jn, Jl, Jó, Pr, Rt, Lm, Ct, Dn, Est, Ecl, Sl 1, Sl 6, Sl 8, Sl 9, Sl 10, Sl 12, Sl 14, Sl 16, Sl 22, Sl 23, Sl 25, Sl 26 , Sl 32, Sl 33, Sl 34, Sl 36, Sl 37, Sl 38, Sl 40, Sl 41, Sl 46, Sl 47, Sl 48, Sl 49, Sl 50, Sl 51, Sl 52, Sl 55, Sl 58, Sl 62, Sl 65, Sl 66, Sl 67, Sl 69, Sl 71, Sl 73, Sl 75, Sl 76, Sl 79, Sl 83, Sl 84, Sl 85, Sl 86, Sl 87, Sl 88, Sl 90, Sl 91, Sl 92, Sl 93, Sl 94, Sl 95, Sl 96, Sl 97, Sl 98, Sl 99, Sl 100, Sl 102, Sl 103, Sl 104, Sl 105, Sl 106, Sl 107, Sl 108, Sl 111, Sl 112, Sl 113, Sl 114, Sl 115, Sl 116, Sl 117, Sl 118, Sl 119, Sl 121, Sl 122, Sl 123, Sl 124, Sl 125, Sl 126, Sl 127, Sl 128, Sl 129, Sl 130, Sl 131, Sl 132, Sl 133, Sl 135, Sl 136, Sl 137, Sl 138, Sl 140, Sl 141, Sl 143, Sl 145, Sl 146, Sl 147, Sl 148, Sl 149 e Sl 150
Os livros das Crônicas de todos os livros bíblicos pós-exílicos demonstram como era o hebraico pós-exílico e seus traços diferenciais em relação ao hebraico pré-exílico Uma das características dos livros das Crônicas, como de outros livros pós-exílicos, é o constante uso de grafias plenas e das matres lectionis e a substituição de formas arcaicas por outras mais novas.
No livro de Cântico dos Cânticos constata-se pela primeira vez o emprego da linguagem popular em um escrito literário. Ocorre ainda o uso constante de palavras estrangeiras.
No livro de Eclesiastes há palavras compostas com o sufixo aramaico ōn.



[1] Adaptado de: FRANCISCO, Edson de Faria. Características da língua hebraica: Hebraico Arcaico, Hebraico Pré e Pós-Exílico, Hebraico de Qumran e Hebraico Massorético. IN: Estudos de Religião 21. Práxis Religiosas e Religião. Ano XV, Número 21, dezembro de 2001, São Bernardo do Campo, São Paulo: UMESP. p.165-195.


Hebraico Bíblico (BEREZIN)[1]Período Bíblico
(de 1200 até aproximadamente 130 a.E.C.)
Histórico: O hebraico pertence ao ramo das línguas semíticas. Quando os Patriarcas hebreus chegaram a Canaã (por volta do século XII a.E.C.), encontraram uma terra onde predominava o idioma canaanita, que se aproximava da língua falada pelos fenícios.
As Cartas de Tel-El-Amarna, datadas de época anterior à conquista da terra de Canaã pelos hebreus, constituem uma fonte muito importante para a pesquisa da pré-história da língua hebraica. Trata-se de uma correspondência de centenas de cartas, trocadas entre os faraós e os monarcas cananeus, no período que medeia entre 1450 e 1360 a.E.C.. Essas cartas, encontradas em Tel-El-Amarna, fornecem ampla informação sobre a cultura, a língua e a literatura da época. Escritas em acádio, língua internacional naquela região, fácil se tornou decifrá-las, graças à colaboração, não intencional, dos escribas da época. Estes, talvez por insegurança, ao traduzirem as palavras para o acádio, anotavam, à margem, palavras em canaanita. Tão abundantes são essas anotações, que é possível reconstituir, com base nelas, o verbo canaanita da época. Essa língua canaanita não é propriamente o hebraico, mas uma forma muita antiga e próxima dele. Contém muitas propriedades que desapareceram no decorrer do tempo e outras que comprovam ser o hebraico um desenvolvimento ou uma continuação da língua de Tel-El-Amarna. Isso suscita a questão da origem do hebraico sobre a qual divergem as teorias.
Documentação: A fonte mais antiga do hebraico clássico em nosso poder (não levando em conta alguns recentes achados arqueológicos) é a Bíblia. Do ponto de vista científico, existem divergências quanto ao início exato do período bíblico, mas, quanto ao seu término, é amplamente aceita a data aproximada do século II a.E.C.. Tanto o conteúdo como a linguagem das Escrituras são variados. Nota-se a diferença entre os relatos em prosa, os cantos e poemas e a linguagem dos profetas. Do ponto de vista cronológico, há uma grande distância entre a linguagem dos primeiros livros e dos livros finais. Até os mesmos relatos são apresentados, em linguagem diferente, no livro de Juizes e nos das Crônicas. Há, ainda, uma pequena parte escrita em aramaico (livro de Daniel e parte do livro de Esdras). A diferença entre as diversas partes da Bíblia manifesta-se no vocabulário, nas estruturas gramaticais e sintáticas. Entretanto, não há um critério objetivo para estabelecer, com precisão, a data da elaboração dos livros bíblicos.
Hebraico Bíblico
Características
Textos
Hebraico
Bíblico Arcaico
Trata-se de remanescentes antigos, datando do período da Conquista, que constituem uma amostra da linguagem épica dos primeiros colonizadores. Essa linguagem sofre influência do aramaico e do ugarítico que supõe-se que tenha predominado no norte de Canaã.
Aparece na poesia bíblica antiga como: Canção de Débora (Jz 5), Haazinu (Dt 2,43), Canção do Mar (Ex 15,1-9).
Linguagem do período do Primeiro Templo
(desde cerca de 1055 até 586 a.E.C.)
O período do Primeiro Templo termina com o exílio da Babilônia (586 a.E.C.), quando os portadores da cultura hebraica foram exilados, permanecendo na Judéia apenas as pessoas de classe mais humilde.
A prosa bíblica, como aparece, principalmente, nos relatos do Pentateuco e nos livros dos Primeiros Profetas (Josué, Juizes, Samuel e Reis).
Hebraico Bíblico
Posterior
Na época do Segundo Templo (536 a.E.C. a 70 E.C.), o povo começa a falar aramaico e hebraico sendo que, a partir de então, o aramaico vai acompanhando de perto o hebraico. Essa ligação iniciou-se no exílio babilônico. O aramaico é uma língua muito próxima do hebraico e do grupo das línguas canaanitas.
No período do Segundo Templo, o hebraico era falado somente na Judéia e nas demais regiões falava-se o aramaico e o grego.
O hebraico constituía a língua sagrada e era usada sempre para fins religiosos.
Encontrado, principalmente, nos livros do Segundo Templo, como os de Crônicas, Neemias, Eclesiastes, Ester e os de alguns profetas, como Ezequiel, Esdras e Daniel; os dois últimos, escritos em grande parte, em aramaico.
No livro de 2 Reis 18,19, a língua aramaica já é mencionada no diálogo com um alto funcionário assírio, Rabsaqué. Na Babilônia, nessa época, predominava o aramaico; portanto, os exilados não encontraram mais o acádio como língua falada.
No livro de Ezequiel, observa-se a influência aramaica tanto no vocabulário como no estilo, se bem que se trata de um aramaico ainda com traços acádios.


[1] Adaptado de: BEREZIN, Rifka. As origens do léxico do hebraico moderno. São Paulo: EDUSP, 1980. p.13-30.



Por: Língua Hebraica.blogspot


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