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MACKENZIE DEVE PARAR A DISTRIBUIÇÃO DE BÍBLIAS?

Universidade Mackenzie deveria parar de distribuir Bíblias?

Em vez de questionar distribuição de kits gays para crianças de escola, jornal Estadão questiona distribuição de Bíblias em universidade evangélica

Julio Severo
A Universidade Mackenzie deveria parar de distribuir Bíblias para seus próprios estudantes? No que depender dos sentimentos do jornal Estadão, a resposta parece ser sim, de acordo com uma matéria tendenciosa que diz:
Os calouros da Universidade Presbiteriana Mackenzie ganharam no segundo dia de aulas um kit contendo mochila e uma Bíblia com o logotipo da instituição. “É desejo do Mackenzie que você encontre aqui não só conhecimento humano, mas que você conheça a Deus, relacione-se com ele e encontre alegria nesse relacionamento”, diz a universidade no texto de apresentação.
Além do Antigo e do Novo Testamento, o livro, em formato de bolso, traz informações sobre a Igreja Presbiteriana do Brasil, que controla o instituto responsável pelo colégio e pela universidade — descrita como “cristã, fiel à cosmovisão reformada e, ao mesmo tempo, comprometida com um ensino de qualidade, em ambiente de liberdade acadêmica e ausência de discriminação”.
Os novos alunos também foram recebidos pela direção, coordenações de curso e professores. Um dos que deram as boas-vindas foi o reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes, chanceler do Mackenzie. Em novembro, a universidade publicou em seu site um manifesto assinado pelo líder religioso em que ele se posiciona contra a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, cujo objetivo é criminalizar a homofobia.
Após polêmica na internet e entre seus alunos, a universidade retirou do ar o texto do chanceler. Ele estava no site para “servir de orientação à comunidade acadêmica”. O manifesto desagradou ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) do Mackenzie e motivou a realização de um protesto que reuniu cerca de 300 pessoas em frente ao câmpus da Rua Itambé, na região central de São Paulo.
O Estadão parece pensar que não faz sentido uma universidade evangélica distribuir Bíblias para seus estudantes. Nessa lógica, fará sentido uma laranjeira produzir laranjas? Fará sentido uma macieira produzir maçãs?
Mas o problema é mais profundo. O sentimento do Estadão é que já que o Mackenzie cedeu no manifesto anti-PLC 122, por que não também na distribuição de Bíblias? Aliás, o sentimento da mídia esquerdista em geral é que os cristãos têm a obrigação de ceder toda vez que algum grupo de gays, feministas, bruxos ou outros indivíduos politicamente corretos se sentir “ofendido”.
Quando nós nos sentimos ofendidos com as iniciativas agressivas deles para impor a agenda gay em nossos filhos, eles não cedem um centímetro. Mas quando eles se sentem ofendidos com nossas atitudes de proteger nossos filhos contra a agenda gay, eles ainda têm a cara de pau de exigir que cedamos quilômetros.
Ao contrário do Mackenzie, que retrocedeu em seu manifesto anti-PLC 122, provavelmente por causa das pressões e reclamações da forte ala esquerdista que há nessa instituição, os ativistas da agenda gay jamais recuam em suas posições imorais. Pena que entre eles não haja uma ala “conservadora” para fazer barulho e dizer: “Ei, vamos parar com isso! Retiremos tal projeto gay (ou manifesto gay). Estamos violentando a inocência das crianças!”
Kit gay
O famoso e infame kit gay, que o governo distribuirá nas escolas com o pretexto de combater o “preconceito” e a “homofobia”, ensinará as crianças a valorizar o sexo anal dos homossexuais. (Veja este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=lCsBc0tm6lc) Crianças de todo o Brasil estão para sofrer um sistemático estupro psicológico com a distribuição dos imorais kits gays nas escolas, e o Estadão está incomodado com a distribuição de Bíblias numa universidade evangélica?
O PLC 122, que é o maior projeto de lei anti-“homofobia” do Brasil, provocará paranoias muito maiores, usando igualmente a desculpa do combate à “discriminação” para impor todos os tipos de doutrinação homossexual em todos os níveis da sociedade. E o alvo principal da obsessão anti-“homofobia” são os que Toni Reis tachou de “religiosos fundamentalistas”.
O que é necessário fazer para sofrer o rótulo de “religioso fundamentalista”? Apenas dizer que o sexo homossexual é pecado. Nada mais. Basta dizer isso, e você entra automaticamente para a categoria de “homofóbico”, “fanático”, “preconceituoso”, “incitador de ódio e violência”, “incitador de assassinatos de homossexuais” e mil e um títulos dignos de filmes de terror. Se ficarmos calados, talvez eles parem de nos fazer encolher de medo com rotulações e estereótipos.  
Entretanto, se cedermos sempre às birras deles, chegará o tempo em que precisaremos lhes perguntar: “Eu ainda tenho permissão de dizer que sou cristão?”
“Sim”, dirá o governo e a mídia, “desde que seja sozinho no seu quarto, longe de sua esposa e filhos. Nem seu cachorro deve escutar isso! Por enquanto, você tem plena liberdade de expressão e religião de dizer isso para si mesmo”.
Os ativistas da agenda gay querem distância da Bíblia, pois esse é o único livro que orienta de forma enérgica os leitores a evitar todos os pecados.
Os autores — o próprio governo federal! — do kit gay querem levar crianças diretamente para o buraco do estupro psicológico e físico. O Autor da Bíblia não quer ninguém no buraco.
Por isso, enquanto é tempo — e mesmo fora de tempo —, distribuamos Bíblias, como muito bem fez o Mackenzie. E, enquanto ainda nos resta alguma liberdade de expressão, façamos, sem ceder e sem esmorecer, todos os tipos de manifestos e manifestações contra toda lei que, com o pretexto de combater o “preconceito” e a “homofobia”, quer calar os que discordam da agenda gay e impor selvagemente sobre as crianças uma perversa doutrinação pró-homossexualidade.

CARNAVAL – CARNE PARA BAAL - FINAL

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O significado da palavra Carnaval em sua raiz é "festa da carne", ou melhor, carne para Baal (o falso deus do Antigo Testamento). Carne vem do latim caro, carnis, tradução dos termos gregos sarkikos e sarkinos. Usualmente este vocábulo alude ao corpo de carne, mas também usado metaforicamente para indicar os apetites do corpo, ou então, aquilo que é mundano, fazendo contradição ao que é espiritual.

No livro de Romanos 7:14 indica-se a posse da natureza da carne e isso governado por considerações e valores humanos e não pelo Espírito de Deus.

O que é carnal também pode ser uma alusão ao que é inerentemente fraco (II Cor. 10:4), ao que é temporal (Heb. 7:16), ao que é débil e pecaminoso (II Cor. 1:42). Também pode ser uma distinta disposição anti-espiritual (Rom. 7:14) ou então aquela disposição anti-espiritual que aliena os homens de Deus (Rom. 8:5-8). O poder do que é carnal pode ser tão grande que chega a dominar a mente, tornando-a inimiga de Deus (Rom. 8:7).

Romanos 7:5 – “Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.”

Romanos 8:5-8,12-14 – “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus. (...) Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” 

Romanos 6:11-12 - "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;"

I Tessalonicenses 4:5 – “Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.”

I Pedro 2:11 – “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma;”

I João 2:15-17 - “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

É tremendamente impactante a influência na vida e nas atitudes daqueles que desta "festa da carne" participam. Ainda que de forma consciente ou inconsciente, vemos explicitamente a pratica e a vivência das "obras da carne" conforme o apóstolo Paulo, há vários séculos atrás, no poder do Espírito Santo já denunciava estas obras, na carta endereçada aos Gálatas (Gal. 5:16-26).

Gálatas 5:13,17,19-22,24 – “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (...)Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis (...) Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (...) E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.”

Gálatas 6:8 – “Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” 

A carne milita contra o Espírito, as obras da carne são conhecidas: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias (disputas), ciúmes, iras, discórdias, facções, invejas, bebedices, glutonarias... é inegável a presença de manifestações como essas no "carnaval". Não podemos deixar de destacar o respaldo que tais atitudes recebem no mundo espiritual, pois é sabido que entidades (demônios) são alimentadas durante o ano todo com oferendas: flores, bebidas, comidas, sangue, ritos, danças, etc... pelos "Pais de Santo", "Babalaorixás" ou Cambonos", ou seja, como se chamem os que tais ritos praticam para que essas entidades lhes concedam os pedidos feitos. Mas é somente no Carnaval que não se alimentam os demônios para que tais criaturas fiquem livres do local de oferenda para saírem e se alimentarem dos apetites carnais insaciáveis dos seres humanos e toda sorte de violência induzidas por esses demônios durante este período do ano. Período este, no qual é comprovado o aumento gritante das práticas de adultério, traição, fornicação, gula, cobiça, embriaguez, luxúria, vaidade, etc  e nos índices de crimes, acidentes, mortes, overdoses, estupros, violência, gravidezes indesejadas e precoces, etc ...

Lucas 21:34 - "E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia."
Romanos 13:13-14 - "Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências."

I Pedro 4:2-4 - “Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.”

II Timóteo 2:22 - "Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."
 
Judas 1:7 – “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno."

Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se, por, isso de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pela Bíblia. Seja no Egito, nas celebrações à deusa Isis e o touro Ápis; seja nas celebrações à deusa Herta, dos teutônicos; seja na Grécia ou na antiga Roma, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno (rituais dionisíacos gregos e os licenciosos Bacanais, Saturnais e Lupercais; as suntuosas orgias romanas), ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou no Rio de Janeiro, sempre notaremos a louca, desinibida e desenfreada celebração com as características bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, músicas lascivas, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas.

Então qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas? Devemos por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização? Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento? Cremos que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da Igreja de Cristo Jesus nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.

Aquilo que não é bom, que é errado, pecado, imoral, torpe, etc nos outros momentos da vida, nos outros dias do ano, não pode tornar-se positivo, permitido, legal, válido, certo ... em determinados dias (porque é carnaval). Deve-se indubitavelmente procurar a alegria, as manifestações passíveis de felicidade, mas é importante questionar-se sobre o que realmente é capaz de gerar essa felicidade e se determinadas alegrias não são aparentes e unicamente geradoras de sofrimentos futuros para nós mesmos e/ou para o nosso próximo. Também aqui é válida a clássica Regra Áurea do Cristianismo: "Fazer aos outros somente o que faríamos para nós mesmos". Até porque, quando o sofrimento recai sobre o outro por nossa culpa, ainda que, momentaneamente, nossa consciência se encontre anestesiada, faz-se sobre nós a inexorável reação da Lei Divina. É apenas questão de tempo.

As religiões que seguem a revelação bíblica - judaísmo e cristianismo - criaram a distinção entre sagrado e profano, ao introduzir a idéia do pecado e o conceito da santidade de Deus. O profano e o sagrado não têm espaço na religião destituída da idéia do pecado. As religiões antigas e as espiritualistas de hoje não têm para essas categorias um conceito claro, exatamente porque não estabelecem a realidade do pecado e da redenção.

Biblicamente há uma grande expressão para o Carnaval na vontade do povo em crucificar Cristo Jesus. A partir do momento em que Pilatos decidiu lavar as mãos, que pela vontade do povo permitiu trocar a morte de Barrabás pela morte de Jesus, uma grande folia se instalou pelas ruas de Roma. Espiritualmente o Carnaval significa apoio às forças de Satanás. O desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí - Rio de Janeiro, por exemplo, é do jeitinho como o diabo gosta!!!

Pouco antes do carnaval é feita uma eleição e é escolhido um homem, que é coroado rei, para reinar e comandar os dias da festa, que é chamado rei Momo. É a mesma festa que acontecia no passado, com algumas mudanças estratégicas feitas por Satanás. Já que nos dias de hoje não seria aceitável o sacrifício do representante de Momo, Satanás troca essa vida (o sacrifício do rei Momo) pela vida de todos os que são brutalmente assassinados no período do carnaval.

Mas após ser coroado, essa representação da entidade maligna, Momo, Baco, Dionísio, Saturno, deus sol (Ninrode, Tamus), recebe das mãos do prefeito da Cidade ou da autoridade máxima daquela Cidade, Estado ou País, as chaves "da cidade". Este ato de entrega das chaves, no mundo espiritual tem uma repercussão devastadora, pois chave na Bíblia significa poder, autoridade, domínio, ligar, desligar e abrir e fechar (Isaias 22:22, Apocalipse 1:18, 3:7, 9:1 e 20:1 e Mateus 16:19). É transferida/dada toda a autoridade do lugar a esse ente espiritual, num ato do povo formalizando o pedido para que ela reine, governe, mande ... sobre eles. Estão recusando a coroação e o reinado de Jesus Cristo em troca do reinado desse demônio. 

Ao receber as chaves espirituais da cidade os demônios que comandam o carnaval, ligam espiritualmente os foliões ao inferno.

Juízes 9:8 – “Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.”

Romanos 6:12 – “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;”

Isaías 28:1 – “AI da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho.”

Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas, casas de massagem, festas de bebedeiras e orgias, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra ela? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?

Desculpem-me, mas o título "Carnaval de Jesus" - utilizado como propaganda de retiros e encontros católicos por ocasião dos feriados pela folia carnavalesca - é absolutamente inaceitável. O Carnaval é, no conceito e experiência de domínio público, uma festa pagã em que prevalecem os desmandos morais, sexo sujo, drogas, bebedeira, perversões de toda a espécie. 

É, ao menos uma incoerência, para não dizer uma clamorosa blasfêmia, querer "canonizar" o termo conhecidamente devasso, anexando-lhe o Santíssimo nome de Jesus, Nosso Senhor - Nome a cuja pronúncia devem dobrar-se os joelhos, no céu, na terra e até nos infernos, como ensina São Paulo na Carta aos Filipenses, 2:10.

Ao tratarmos com práticas pagãs, é preciso agir com a maior prudência, mesmo que o propósito seja o de evangelizar e, especialmente, de trabalhar pela conversão dos pecadores.
Absurdo como o dessa união de termos - "Carnaval de Jesus" pode dar ensejo a que, com idéia tão infeliz como essa, se pense em criar um retiro com o título "Boca de Fumo de Jesus" para promover a conversão de viciados em drogas!!!

Por amor de Jesus, peçam ao Divino Espírito Santo que preserve vocês de "casamentos" descabidos com esses, tentando reunir palavras inteiramente incompatíveis, porque, como ensinam os bons gramáticos - toda palavra tem forma e conteúdo, significado! E o significado é o mais importante em uma palavra, especialmente nas que são usadas para transmitir o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Durante a história de Israel (o primeiro povo a quem Deus se revelou, fazendo uma aliança com os patriarcas da nação), muitas vezes esse povo misturava suas crenças com as dos outros povos que não temiam a Deus, e em vez de escolhas, faziam misturas. Ainda hoje isto acontece muito; em vez de escolherem entre Deus e o pecado, as pessoas tentam misturar os dois e ficar com um pouco de cada.

Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: "O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

No carnaval, depois de vários dias de festa, imoralidade, bebedeira, drogas e tantas outras coisas nocivas ao ser humano, a religião ainda sustenta que tudo deve terminar numa quarta-feira de cinzas e "arrependimento"! 

Planeja-se o pecado e seu posterior arrependimento antes de tudo acontecer. Isto é uma forma de não ter que escolher, mas poder misturar as duas coisas... Só que o detalhe é que Deus não aceita isto. Nunca aceitou e jamais aceitará! Cada vez que isto aconteceu com o seu povo, o Senhor exigiu uma postura, uma decisão. Quero mostrar isto em dois textos que refletem esta exigência em duas ocasiões distintas:  

"Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR." (Josué 24:14-15).

"Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu." (I Reis 18:21).

Há um texto de Malaquias (2:3) que diz: "Eis que (...) espalharei esterco sobre o vosso rosto, o esterco das vossas festas; e com ele sereis tirados". Esse texto pode ser aplicado às festas pagãs que hoje se vêem no Brasil e outros países, a maioria com raízes no catolicismo romano.

"E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas" - Apocalipse 18:4.

"Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei" - II Coríntios 6:17.
Perdão, mas a crítica é feita com todo o amor, com toda a caridade e para vossa salvação.

Quando o imperador Constantino I (280-337dC) proclamou-se cristão, designou bispos e pastores para elevados cargos públicos. A Igreja dantes perseguida, agora apoiada pelo imperador, foi levando sua religião aos povos e nações dominados por Roma. Mas, nesse processo de evangelismo imposto sem preocupação doutrinária, absorveu muito da idolatria, dos mitos e das festas pagãs daquelas gentes. Desse modo é que o calendário cristão foi sendo infestado pelos eventos, costumes e festas e dos rituais da mitologia pagã.

Dessa mixórdia originou-se o sincretismo religioso em que se emaranharam deuses do paganismo e do fetichismo, com supostos "santos" do catolicismo romano. Até os dicionários, enciclopédias e revistas seculares denunciam essa lamentável ocorrência de cerimônias pseudo-cristãs, que desfiguram e aviltam o cristianismo num culto politeísta e mitológico.

O carnaval é um exemplo de festa pagã encetada pelo romanismo. No mundo cristão medieval, o carnaval era o período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no Dia de Reis (Epifânia) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos costumes pagãos, como as festas dionisíacas, as saturnais, as lupercais e se caracterizava pela alegria desabrida, pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas.

Segundo o escritor Reginaldo Prandi, especialista em sociologia das religiões, no Brasil o sincretismo se formou no século 19, quando os escravos deixaram o confinamento das senzalas e passaram a viver nas cidades. "Eles já haviam experimentado uma assimilação intensa do catolicismo e começaram então a reconstruir suas religiões". Nas tradições africanas, divindades conhecidas como orixás governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo romano popular, os santos também tinham esse poder. "Iansã protege contra raios e relâmpagos e Santa Bárbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento", explica Prandi.

Cultuados nas duas mais populares religiões afro-brasileiras (a umbanda e o candomblé), cada orixá corresponde a um santo católico. Ocorrem variações regionais. Um exemplo é Oxóssi, que é sincretizado na Bahia como São Jorge, mas no Rio de Janeiro representa São Sebastião. A umbanda é a mais sincrética das religiões afro-brasileiras, tendo acentuado seu lado acidental com o kardecismo. Sua tendência mais recente é a incorporação dos elementos mágicos da chamada Nova Era.

"Não é a toa que no maior país católico do mundo, a passagem do ano é uma festa profana, com brasileiros de todas as origens sociais vestidos de branco, fazendo suas oferendas a Iemanjá", afirma o sociólogo Antônio Flávio Pierucci.

As festas juninas são outro exemplo. Tratam-se de comemorações populares de espírito lúdico, tendo boa parte delas origem religiosa, tanto do catolicismo romano quanto de cultos africanos, como se vê no caso do Afoxé e de Bumba-meu-boi. Tradicionalmente, as festas iniciam-se a 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio e vão até o final do mês, quando, no dia 29, se comemora o Dia de São Pedro. Nessas festas há fogueiras, danças de quadrilha, fogos de artifício e comidas típicas, e são freqüentes os casos de embriaguez, brigas e assassinatos.

Tais festas lembram uma outra. Jerusalém estava iluminada por fogueiras, conta-nos Flávio Josefo, quando houve a festa pelo aniversário de Herodes. O povo festejava na rua com banquetes, danças e bebidas. No palácio, em meio ao banquete oferecido aos oficiais e nobres da Galácia, Salomé, enteada de Herodes, dançava ante seus olhares incestuosos. Num acesso concupiscente de liberalidade, o rei ofereceu-lhe até a metade do seu reino. Salomé, talvez ainda uma adolescente, corre para sua mãe e pergunta-lhe o que deve pedir. Herodíades, para vingar-se de João Batista, que reprovava sua vida de adultério com o seu cunhado, manda que ela peça a cabeça do profeta num prato.

Assim morreu aquele de quem Jesus falou: "João batista jejua e não bebe vinho", Lucas 7.33. Morreu, em conseqüência de festejos com danças, comilanças, bebedeiras e fogueiras. E é assim que comemoram o São João: Fazendo justamente aquilo que ele reprovava e que lhe causou o cruel martírio.

Igualmente triste é a lembrança de uma fogueira na vida de Pedro. Foi exatamente sob a luz de uma pira que o afoito apóstolo sentiu o olhar penetrante de Jesus e lembrou das palavras "Antes que o galo cante, três vezes me negarás" (Mateus 14.3-12; Marcos 6.17-29 e Mateus 26.69-75).

Satanás escarnece dos crentes e ri dos foliões que induziu a participar e a comemorar as datas dos "santos", fazendo exatamente aquilo que lhes causou sofrimento e morte.

É lamentável que cristãos ditos evangélicos tomem parte nesses festejos pagãos em honra a Momo e a Baco, deus do vinho, ou fantasiem seus filhos para a "simples festinha folclórica", entregando-os de bandeja nas mãos de Satanás, que aproveita a excelente oportunidade para afastá-los da igreja e do Evangelho, talvez por toda a vida.

No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo, imoralidade, promiscuidade sexual e bebedeira.

Como cristãos não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus (Romanos 8:5-8 e I Cor. 6:20).

Por isto, a nós cabe, o grande desafio como Igreja do Senhor Jesus Cristo, nos posicionarmos em oração e jejum, anulando essa força no mundo espiritual e não nos conformando com tais manifestações em nossas cidades, estados e nação, pois feliz é a nação, cujo Deus é o Senhor. 

 Nós, Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a falsos deuses, patronos das orgias, das bebedices, dos desvarios e dos excessos, na verdade demônios. Pense nisso.

Veja que você pode fazer:  1) Se arrependa de seus pecados; 2) Confessa-os ao Senhor Jesus Cristo (única e diretamente); 3) Peça que Jesus faça morada em sua vida; 4) Ande em novidade de vida.

PRISIONEIROS DA FÉ

Sinopse: Embora em cadeias, eles viviam livres por causa da fé.
Esta é a comovente história de Georgi, Fyodor e Bekir, três cristãos russos que milagrosamente se encontraram na mesma prisão.
O diretor do campo de concentração não entende como tamanho erro pôde acontecer.
Conheça suas lutas, alegrias e tristezas. E veja como Deus fortalece a fé em meio a uma perseguição e escárnio por parte dos opositores.

Áudio: Dublado em Português - Tempo aproximado: 73 minutos - Ano de Produção: 1995 - Formato: .AVI

OBS: O filme deve parar em um determinado tempo e para continuar assistindo é só marcar o tempo onde parou, reiniciar seu modem e o seu computador, depois é só continuar de onde parou.

OBS: O filme deve parar em um determinado tempo e para continuar assistindo é só marcar o tempo onde parou, reiniciar seu modem e o seu computador, depois é só continuar de onde parou.

CARNAVAL – CARNE PARA BAAL - PARTE 5

 

As comemorações de Carnaval são anteriores ao surgimento do samba. Nos primórdios, o carnaval era dançando a moda européia, com músicas como a polca. Os participantes desfilavam ao som de óperas como Aída. No início do século, os desfiles se davam ao som de marchas-rancho. Nos bailes, podia-se ouvir valsas, marchas militares e xotes.

A origem do samba está nas danças e ritmos praticados pelos escravos africanos. Afirma-se que a palavra vem de semba, que significa umbigada em dialeto africano. 

O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos e timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.

A festa começa na sexta-feira, quando o Rei Momo recebe, em praça pública, as chaves simbólicas da cidade, depois de desfilar, em carro aberto, com a rainha e princesas, pelas ruas centrais da cidade. A ordem de "alegria geral" do Rei é cumprida literalmente.

Esse ato é tradição da Roma pagã, onde a inversão de papéis sociais marcava o carnaval desde o Império Romano. Dionísio, deus do vinho, por exemplo, era festejado por gregos e romanos. Conhecido como Baco entre os romanos, ele servia de inspiração à farra desmesurada e ao erotismo do período momesco. Aliás, você já se perguntou por que o carnaval ganhou esse nome gozado? Gozado mesmo. Momo era o símbolo da irreverência e do delírio.

Na Roma Antiga, todos os anos, havia enormes festejos em honra ao deus do tempo, Saturno. Eram as saturnais, que envolviam pessoas de todas as classes, da nobreza aos escravos. Nessa ocasião, um soldado era coroado Rei Momo. Por dias a fio, ofereciam-lhe banquetes, bebidas, diversões a toda prova. Mas a alegria durava pouco... Ao final da festa, ele era brutalmente sacrificado. Era a "quarta-feira de cinzas" do Império Romano, a ruptura que marcava o retorno à rotina e aos papéis sociais de origem.

Confira o Samba enredo da Escola de Samba: Camisa Verde e Branco (de São Paulo) para o Carnaval 2006 - "Das vinhas aos vinhos - Do profano ao sagrado, uma viagem ao mundo do prazer com o néctar dos deuses" (http://noticias.uol.com.br/carnaval/2006/sp/esc_camisaverdeebranco.jhtm):

Revivendo a história...

Das vinhas ao vinho, viagem ao prazer
Na Grécia a um cortejo apresentou
Mostrou magia, por onde passou
Deus Dionísio propagou, a vinicultura
Turcos, fenícios e as civilizações
Do fruto extraíram a bebida
Presente nas festas dos reis
Profano em sua monarquia
E a religião o consagrou
Da água para o vinho, a transmutação
Grande aliança entre os irmãos
Caminho de paz e da união

Tomai, eis o meu sangue sagrado
Bebei, pra remissão dos pecados
A benção do eterno salvador
A esperança de viver com mais amor

Néctar dos Deuses, seu sabor, vou desvendar...
Da Europa ao Brasil
Na trajetória das mudanças ao plantio
Volto as Quintas no horizonte
Sigo os passos do imigrante
Pioneiro lá do Sul
Pra comemorar...
Seja do “Porto”, espumante ou rosê
A Barra funda ergue a taça...
E brinda ao Ano Novo com você!

Sou Verde e Branco... Eu sou
Semente da Raiz
Celeiro do samba... Berço de bamba
Meu cantar é mais feliz...”


Vejamos ainda a poesia de Ligia Tomarchio:


"Carnaval de idéias
místicas tradições culturais remotas
carrosséis turbinados tecnológicos
nada lembra o passado.

História perdida no baú do esquecimento
passistas, porta-bandeiras, baianas,
baterias, alas de frente,
desfilam a falta da tradição perdida.

Sem mérito, moral, todos pagãos
reinventam a grande festa afro-brasileira
visitada por vários mundos distantes
fascinados pela sensualidade tropical.

Exibem aos forasteiros alucinados
estridentes sons e gestos sensuais
fantasias de anjos, deuses, animais
versejam cantos exóticos
perseveram no seu intento de entreter.

Um povo carente de educação e cultura
onde a fome, o tráfico e a impunidade imperam
financiados pelos donos do Brasil
expõem seus destaques seminus.

Sobre alegorias flutuantes milionárias
frenéticos corpos sedentos de sexo
dançam, rebolam, estrebucham
com a ausência de justiça social e igualdade de direitos.

Revolta minha envolta de espanto
vendo tanta dor e miséria periférica
vejo apenas mascarados qual bandidos
ladrões da dignidade e da poesia.

Com trabalho o ano inteiro
muitos sobrevivem da festividade pagã.
Pessoas religiosas, famílias unidas
na costura desses fardos da sociedade decadente.

Reflexos podem ser vistos
nos periódicos jornalísticos
do exibicionismo pernicioso
das rainhas e reis do Carnaval.

Súditos encharcados e bêbados
acometidos de loucura oportunista
digladiam-se por uma chance
de ao menos por alguns instantes
participarem de blocos fantasiados de alegria.

Sentem-se assim, menos miseráveis
e até cidadãos da pátria mãe gentil
entregue aos estrangeiros da guerra.

Pactuar com essa Babel
retroceder às medievais barbáries
não fará de mim alguém mais feliz...

Apenas uma brasileira envergonhada
pelas injustiças da pirâmide social
onde todos desmoronam
a cada quarta-feira de cinzas..."

Recapitulando, vemos à seguir um quadro cronológico:

  4.000 a.C.
Festas agrárias realizadas no antigo Egito em devoção a Osíris
2.000 a.C.
Surgimento do Deus Campestre Dioniso, na Trácia.
605 a 527 a.C.
Oficialização do culto a Dioniso na Grécia, durante o reinado de Pisistrato em Atenas, com bacanais e vinho.
século V a.C.
Referências de cultos semelhantes ao de Dioniso entre os Hebreus, a Festa das Sáceas; entre os Babilónios, a festa da Deusa Herta
443 a 429 a.C.
Reinado de Péricles. A cidade de Atenas se projeta como um grande centro de arte. Início da repressão ao culto a Dioniso na Grécia. Referências de cultos semelhantes ao de Dioniso no Egito, a festa da Deusa Ísis e do Touro Apís; entre os Hebreus, a Festa das Sáceas; entre os Babilônios, a festa da Deusa Herta.
186 a.C.
O Senado Romano reprime os bacanais, festas em homenagem a Baco, o Dionísio dos Romanos, pois geram desordens e escândalos.
325 d.C.
O Concílio de Niceia institui forma de cálculo da data da Páscoa, determinando que a Quaresma se inicia 40 dias antes. A marcação das datas do carnaval obedecem as regras que determinam a Páscoa dos católicos, por isso, são também móveis variando de 05 de fevereiro ao 03 de março (a Páscoa dos católicos não pode ter data fixa, para não coincidir com a Páscoa dos judeus que é fixa, a 15 de Nissam).
A Igreja Católica, ao constatar a ineficiência das proibições dos festejos, ditos pagãos, arraigados no inconsciente coletivo dos povos, tratou de adaptar ao calendário Eclesiástico as festas consideradas profanas, mas não totalmente desligadas da religião. Esse foi um dos assuntos exaustivamente debatidos no I Concílio de Nicéia, em 325 d.C.. Foram então, permitidas comemorações libertas de orgias e permissividades, na hipotética data do nascimento de Cristo, dia 25 de dezembro, época aproximada das festa greco-romanas. Permitiam-se celebrações que passando pela entrada do Ano Novo terminava na Epifania, dia 06 de Janeiro (Dia de Reis). A intenção da igreja era “cristianizar” as festas pagãs realizadas em dezembro (solistício do inverno, entre elas, a festa mitraica que celebrava o Natalis Invictis Solis da religião Persa, que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos da Era Cristã, bem como as Saturnálias de Roma e os cultos solares entre os Celtas e os Germânicos).
590
O Papa Gregório I, cria a expressão “dominica ad carne levandas”, sucessivamente abreviada até a palavra Carnaval.
Idade Média
Os franceses comemoravam o Carnaval com sexo e vinho. Em Itália fazem-se cortejos e as pessoas divertem-se com batalhas de água, ovos, etc. A Europa divide-se em países que encaram o Carnaval como celebração religiosa e países em que o Carnaval é a festa da gula, do vinho, da música e do sexo
1420
Ocorreu o primeiro carnaval veneziano para comemorar a vitória de Veneza sobre Aquiléia: a realização de um desfile satirizando os derrotados. 
1464
O Papa Paulo II incentiva o Carnaval de Veneza na sua vertente religiosa, mas o Carnaval continua a ser visto como um período de permissividade associado ao uso das máscaras transformadoras, alegorias e fantasias.
1500
Em 1500, a maioria dos párocos eram homens com nível social e cultural semelhantes aos de seus paroquianos. Os reformadores não estavam satisfeitos com a situação e exigiram um Clero culto. Em áreas protestantes os Cléricos tendiam a ser indivíduos com grau universitário e nas áreas católicas, depois do Concílio de Trento, os padres começaram a ser formados nos Seminários.
1545
No Concílio de Trento, o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua importante, não devendo ser hostilizado pelo Clero. Hélio Damante em “Secularização do Carnaval”, cultura nº 172, 1980, página  6 e 7, a respeito do assunto diz: “ainda após Trento a igreja considerava o carnaval pecaminoso somente em círculos restritos, como a  Corte francesa de antes da revolução, onde os bailes de máscaras se transformavam em bacanais, exatamente como na antiga Roma decadente. Não entre o comum do povo entregue a ingênuos folguedos, bailados, banhos de cheiros, revelando o vigoroso e sadio espirito de festa, aculminar nos cortejos (desfiles) expressando não só o pitoresco, mas freqüentemente a crítica aos costumes e  aos poderosos”.
1549
Ocorreu a primeira procissão brasileira de Corpus Christi quando o primeiro governador-geral, Tomé de Souza, fundou a cidade de Salvador (BA).
1582
O Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval.
1711
Início das festas de coroação dos Rei e Rainha do Congo.
1723
Portugueses introduzem celebrações do Entrudo no Brasil proveniente das ilhas portuguesas da Madeira, Açores e Cabo Verde.
1785
É realizado em Lisboa o primeiro baile de máscaras à moda francesa, para festejar o casamento do filho do rei, mais tarde D. João VI e Carlota Joaquina.
1800
Data deste ano o início da procissão dos ossos, um dos mais antigos cortejos religiosos. A procissão dos ossos deixou de se realizar após 1850, quando o Imperador daí em diante passou a indultar os condes condenados à última pena.
1832
Na Alemanha, às margens do Reno, foi coroado o primeiro rei da folia.
1840
Os primeiros bailes de Carnaval surgiram por volta de 1840 e eram animados por canções portuguesas, sobretudo as quadrilhas e as chamadas chanças lusitanas. Seguiram-se a polca e os ritmos do carnaval italiano.
No Brasil, surgiram os bailes de carnaval, no Hotel Itália, no Rio, ao som de valsas, quadrilhas e habaneras, inspirados nos grandes bailes de máscaras realizados na Europa.
1848
No Brasil, o sapateiro português José Nogueira de Azevedo Prates, o Zé Pereira, saiu por aí tocando bumbo. Deu origem aos primeiros blocos de rua.
1850
No Brasil, o Carnaval foi para as ruas.
1855
No Brasil, surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos.
1857
Em Nova Orleans aconteceu o primeiro carnaval norte-americano, o Mardi Grass. O Mardi Grass que significa terça gorda, se iniciou quando negociantes fundaram o clube “The Mystick Krewe of Comus” e fizeram um desfile com monumentais carros alegóricos, tendo à frente negros com archotes (na terça-feira de carnaval).
Durante o Mardi Grass, mais de 50 agremiações desfilam pelas ruas da cidade, os bares ficam o tempo todo abertos, e são tomados por multidões com os mais exóticos trajes, que bebem e saem as ruas fazendo a maior algazarra nas passagens das agremiações. O ponto de encontro do carnaval negro é a Av. Clair Borne, onde se espalham as mais exóticas tribos, com elaboradas e esquisitas fantasia. O monarca da festa é o Rei ZULÚ. Há uma mistura de ritmos de origem negra.
1866
No Brasil, os cordões começaram com as sociedades carnavalescas.
1870
No Brasil, foi criado o Maxixe, um tipo de música tipicamente brasileira e específica para o Carnaval.
1873
Ocorrem os primeiros desfiles alegóricos de Viareggio, na Região Toscana, transformando-se, com o correr do tempo, no maior centro carnavalesco da Itália, atraindo uma multidão de turistas para ver os desfiles de bonecos gigantescos.
1882
Surge em Nice, O corso que é formado por um grande cortejo, onde se destacam o Rei Momo e seu grupo de cortesões acompanhando de um séquito de 5 mil crianças, 20 carros alegóricos e 800 máscaras gigantescas representando personagens conhecidos da cidade. No último dia de carnaval acontece o cortejo de incinerações. As máscaras e bonecos são queimados na praia e há um espetáculo de fogos de artifício, marcando o fim das festividades. Na avenida Atlântica de Nice, na Promenade de Anglais, são organizadas as famosas batalhas das flores,  compostas pelo cortejo de inúmeros carros alegóricos, cheios de bonitas garotas, entre elas a rainha do carnaval, que passam jogando milhares de buquês de flores para o público. Cerca de 10 toneladas de flores são distribuídas pela prefeitura. O carnaval de Nice tem um calendário dilatado, de 15 de fevereiro a 4 de março.
1884
A Sra. da Conceição Aparecida passou a usar, oficialmente, a coroa ofertada em 1884 pela Princesa Isabel, bem como o manto azul-marinho.
1885
Nasce o primeiro afoxé. Era o Embaixada Africana, que desfilou com roupas e adornos importados na África. Os afoxés são sociedades carnavalescas fundadas por negros, na Bahia, inspiradas nas tradições africanas.
Os grupos de afoxé são manifestações artísticas de grande valor na cultura baiana, ligadas diretamente aos cultos afro-brasileiros, especialmente aos antigos atos de devoção às divindades do candomblé.
Apesar das mudanças socioculturais, os grupos de afoxé mantêm vários traços característicos da cultura africana: entoam cantos em dialetos africanos, usam instrumentos de percussão como atabaques e agogôs, além das cores e símbolos ligados às tradições dos cultos africanos. Um dos afoxés mais conhecidos, citado pelos compositores baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil em algumas de suas canções, é o Filhos de Gandhi.
1889
Os primeiros blocos foram licenciados pela polícia no Rio. Os integrantes fantasiados percorriam as ruas ao som de instrumentos de percussão.
Surge a Sociedade Carnavalesca Triunfo das Concubinas, o primeiro cordão organizado da Cidade.
A compositora Chiquinha Gonzaga compõe O ABRE-ALAS, considerada primeira música de Carnaval.
1895
Na Bahia nascia o primeiro afoxé: estava inventada a batucada.
1904
Oficializado o nome Tenentes do Diabo para os Zuavos.
1906
O lança-perfume, com perfume e cloreto de etila, começou a ser trazido da França.
1907
Surgiu o Corso, um desfile de automóveis que se constituiu em uma das principais atrações do carnaval carioca durante as primeiras décadas do século XX.
1908
Os filmes eram mudos. A sonorização era feita na hora por cantores e músicos atrás das telas. Os filmes eram exibidos imediatamente após o carnaval, na quarta feira de cinzas.
Cinemas Documentais: O corso em Botafogo, o Corpo de Carruagens, o Corso de 19 de Fevereiro, o Préstito do Clube Democráticos, os Capadócios da Cidade Nova - filmes  mudos.
1909
Filmes mudos: ficção Carnavalesca de Antônio Serra e Pega na Chaleira.
1910
Filme mudo: O Rio Por um Óculos.
1911
Filme mudo: O Cordão.
1919
Filmes mudos: Pierrôs e colombinas e Amor e Boêmia.
Com o fim da guerra, os filmes americanos entram no mercado nacional.
1925
Realiza-se o primeiro concurso de sambas e marchinhas no Teatro São Pedro.
1928
Foi fundada a  primeira Escola de Samba no Brasil, no bairro do Estácio, pelo sambista Ismael Silva, era a Deixa Falar.
As escolas de samba estrearam no Rio de Janeiro e, com o tempo, adquiriram estrutura e orientação empresariais, reunindo até 15.000 integrantes. Hoje, elas comercializam apresentações, direitos autorais e de imagem, sob o patrocínio do Estado e de banqueiros do jogo do bicho.
1929
A Sra. da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI.
1932
Ocorreu o primeiro desfile, ainda extra-oficial, da Deixa Falar.
O termo “escola de samba” surgiu no século XIX, mas foi definitivamente adotado nos anos 30, desde que o bloco Deixa Falar (a primeira de todas) passou a fazer ensaios à porta da antiga Escola Normal.
Da procissão brasileira de Corpus Christi surgiu a ala das baianas escravas enfeitadas, obrigatória nas escolas de samba.
1933
O Rei Momo foi instituído pelo jornal carioca “A Noite” como símbolo do Carnaval. O primeiro Rei Momo foi o compositor Silvio Caldas.
Primeiro filme nacional falado - O Carnaval de 1933.
Outro filme - A voz do Carnaval, produção da Cinédia, direção de Ademar Gonzaga e Humberto Mauro, argumento Joraci Camargo.
Carmem Miranda aparece pela primeira vez na tela.
1935
Os desfiles das escolas de samba foram legalizados pela Prefeitura do Distrito Federal.
Ocorreu o primeiro desfile oficial da Deixa Falar na Praça Onze de Junho, ponto tradicional de concentração de blocos e cordões.
Alô, Alô Brasil, primeiro filme pré-carnavalesco - Cinédia.
1937
Houve o primeiro desfile, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro igualitária dos carnavais.
1946
Filme: Caídos do Céu - Cinédia.
1949
Primeira transmissão do Carnaval pela Rádio Continental com Paulo Palut, Afonso Soares, Cid Ribeiro e Jorge Sampaio.
1950
O primeiro trio elétrico saiu às ruas. Era um calhambeque Ford T1929, equipado por dois alto-falantes. O dono do carro, Osmar Macedo, e seu amigo, Adolfo do Nascimento, tocavam frevos de Pernambuco com guitarra, baixo e bateria.
Circulando pelas ruas, juntavam pessoas que seguiam o percurso cantando e dançando. No ano seguinte, o velho carro foi substituído por uma caminhonete e denominado Trio Elétrico Dodô e Osmar, que passou a ter como patrocinador a fábrica de refrigerantes Fratelli Vita. O patrocínio possibilitou-lhes a compra de um caminhão. O equipamento de som aumentou, assim como o número de músicos.
1954
A prefeitura do Rio de Janeiro convidou astros e estrelas de Hollywood para a festa e com isso atraiu para o desfile milhares de turistas. A partir de então, a TV, interessada na transmissão dos desfiles, teve um papel fundamental na modificação das relações entre a sociedade e o samba.
1960
O lança-perfume foi proibido porque a substância era aspirada como uma droga.
1963
Foram construídas as primeiras arquibancadas, cujos lugares foram vendidos ao público, na Av. Presidente Vargas.
1965
Como nas bandas, não existia uniforme ou regulamento, cada um ia como podia ou queria, assim, em Ipanema, no Rio de Janeiro surgiu a primeira banda organizada.
1966
Filme: Rio 40 graus.
1981
Torna-se obrigatória a presença de uma ala de crianças nos desfiles das Escolas de Samba.
1984
Construção do Sambódromo - Passarela do Samba.
A primeira Escola a desfilar na Passarela do Samba foi a Império do Marangá. Leandro Miguel da Silva, de 6 anos foi o primeiro sambista a pisar o asfalto do Sambódromo, em 02/03.
A Conferência Nacional dos Bispos [Católicos] do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional, o maior Santuário Mariano do mundo.
1994
Inauguração do Terreirão do Samba na Praça Onze - Rio de Janeiro - RJ, em 20/01.
Achado o corpo de Mestrinho, assassinado dias atrás. Mestrinho foi parceiro de Didi, em 18/04.
Assinado o tombamento da Passarela do Samba, em 09/06.


 Continua...

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